Com a crítica mais pesada, comentada e repercutida, Monteiro Lobato definia a exposição de Anita Mafaltti de 1917 como sendo mais um “furúnculo da cultura excessiva” e apenas uma “estrela cadente” que “brilha apenas um instante”, crítica esta que trazia como título: “A Propósito da Exposição Malfatti” e questionava se sua obra era paranoia ou mistificação.

Pois o que ele não sabia é que 100 anos depois esta fantástica artista viria a ser alvo de mais uma exposição na cidade de São Paulo, e justamente para comemorar o aniversário da Semana de Arte Moderna, afinal de contas, foi após sua exposição sofrer severas críticas que o grupo que a defendera resolveu organizar o famoso movimento, ou seja, podemos considerar esta exposição como a “Mãe da Semana de Arte Moderna”.

Mas, é uma pena que não podemos experimentar o que foi este momento, não é mesmo? Só que não! É por isto mesmo que a curadora Regina Teixeira de Barros traz de volta, após um século, a exposição: Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna. Para ela, “já é tempo de reexaminá-la (Anita) à luz de uma abordagem ampliada do modernismo”, segundo a curadora, a contribuição da artista na história da arte moderna brasileira não se resumiu às inovações formais que apresentou em 1917.

Desta forma, a exposição além de trazer os quadros da artista de 1917, exibe pinturas das décadas de 1920 a 1950.

E para quem quiser conferir de perto, hoje, já com críticas de Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Menotti Del Pichia e tantos outros, pode tirar suas próprias conclusões sobre quem é e o que é a obra de Anita Mafaltti e responder à questão, se é paranoia ou mistificação.

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