Ano novo, vida nova. Esse é o mantra clichê de boa parte das pessoas, inclusive, as viciadas em séries. Com a entrada em 2018, todos nós esperamos um novo “ópio” para nos deixar colados na televisão. Sendo assim, nada mais justo que falar da plataforma de streaming que mais ajuda, seja qual for a idade, em questão de obras do entretenimento: a Netflix.

Apesar do catálogo variado, em muitos os casos, a nossa queridinha tem nos deixado na mão e nos impedido de conhecer – ou até rever – certas produções famosas. O amor pela Netflix continua, mas, com toda certeza, neste ano, ela poderia promover uma felicidade a mais para seus usuários.

Existem séries adolescentes muito importantes, que precisam de atenção e, principalmente, cairiam muito bem a nossa disposição nesse cardápio cultural. Logo, separamos quatro trabalhos, cada um com sua especialidade e foco, mas que são exatamente algumas das peças que faltam para as nossas férias.

One Tree Hill

Criada por Mark Schwahn em 2003, “One tree hill” (“Lances da vida”, em português), com certeza, é um nome que todos conhecem. Em sua época, atingia índices altíssimos de audiência no canal americano The WB. Muitos que não assistiram, inclusive, devem conhecer como a série de Chad Michael Murray no auge de sua carreira.

Conhecido por filmes como “Sexta feira muito louca” (2003) e “A Nova Cinderela”(2004), Murray participou da maior parte da série como Lucas Scott, um dos protagonistas. A história acontece na cidade de Tree Hill, no estado da Carolina do Norte, com aquela pegada adolescente que muitos gostam. Os personagens estão no Ensino Médio e a vida de Lucas não é fácil. Além de ter uma vivência mais humilde, ele é filho de um dos ricos da cidade, mas que ignora sua existência. Como se não bastasse já o pai ausente, na mesma escola, estuda o filho da mesma idade chamado Nathan Scott, o popular e rei do basquete. Com a intriga recorrente entre os Scotts do lado de fora dos estudos, ambos são ótimos nos esportes e gostam da mesma garota. Não tem como isso dar certo.

A obra de quase uma década, embora inicie a trajetória nos últimos anos de colégio, termina com todos os personagens em sua vida adulta. É um grande destaque da criação de Schwahn, visto que a maioria do gênero que está no mercado tem, no mínimo, cinco temporadas e que todas são realizadas dentro do ambiente escolar. Enquanto os atores – bem mais velhos do que deveriam para interpretar papéis de 16 anos – vão envelhecendo, as demais tramas juvenis ficam presas naquele tempo entre calouros e veteranos.

“One tree hill”, de tão boa e original que é, fez com que os fãs brasileiros, em 2016, realizassem uma petição para que a Netflix a colocasse no catálogo. Pelo visto, não foi o suficiente. Contudo, alguns devem ter tido a oportunidade de entrar no mundo dos Scotts por meio do canal SBT, que passava o seriado na mesma época de “The OC”.

Como várias outras, a abertura desta queridinha passa toda a essência da narrativa. Segue abaixo:

Hart of Dixie

Mais recente que a anterior, “Hart of dixie”, criada por Leila Gerstein, trouxe a volta de Rachel Bilson para as telinhas após quatro anos desde sua icônica personagem Summer Roberts em “The OC”. A história gira em torno de Zoe Hart, uma médica recém-formada que se muda para a cidade Bluebelle, no interior do Alabama, após uma decepção na cidade grande. Todos a consideravam fria em relação aos pacientes, mas ao chegar lá, a nova-iorquina irá precisar lidar com os vizinhos. Além de problemas com o outro doutor do local, o vizinho Wade fará com que sentimentos venham à tona, tanto da parte dele, quanto da dela – só não disse que seriam positivos.

Ademais da briga entre vizinhos e profissionais, teremos outras rivalidades como com Lemon, filha do tal médico e algumas amizades sinceras, com Lavon – o prefeito – e o advogado/noivo de Lemon, George. Contudo, como em toda obra boa e que sabe a necessidade de tensões, todas as histórias estarão interligadas e muitos terão passados que, gradualmente, serão descobertos.

Ao todo, a obra durou quatro anos, tendo muitos altos e baixos, com troca-troca de casais e muito aprendizado. Com uma certa similaridade com “Heartland”, esta comédia é um passatempo tranquilo e que se encaixa perfeitamente para os fãs de country.

What I like about you

No Brasil, a sitcom foi transmitida pelo Boomerang e tinha o nome de “Coisas que eu odeio em você” – sim, tudo a ver com o título original. Escrita pela dupla Will Calhoun e Dan Schneider – conhecido por “ICarly” e “Drake e Josh”, por exemplo -, ela iniciou em 2002 e durou quatro temporadas.

A estrela da vez, ou melhor, estrelas, seriam Amanda Bynes, rosto de vários filmes adolescentes da época e, para a geração anterior, Jennie Garth. A história da obra seria a convivência das duas irmãs em Nova York e, como sempre, todas as ironias e confusões que acontecem com as personagens de Bynes. Com a mudança do pai para o Japão, Holly Tyler (Amanda) é convidada para morar com a irmã mais velha e, com essa troca de rotina, muitas coisas irão mudar, principalmente a relação das duas.

Apesar de ser uma série relativamente curta, é perfeita para os fãs de séries do gênero, principalmente, pela combinação de Bynes e Garth ter dado muito certo. Além delas, muitos outros personagens são essenciais para deixar a trama hilária e com gostinho de maratona.

Assim como o nome original, a música-tema escolhida foi a da banda Lillix, bastante tocada nas produções da época. Dá uma olhada:

Barrados no Baile

Com certeza, muitos devem ter escutado falar desta febre dos anos 90 – a famosa “Malhação” dos pais da geração atual. Apesar de terem produzido uma versão mais nova, a original é a que você deve dedicar a atenção.

Da mesma forma que a de 2008, o nome correto seria “Beverly Hills, 90210”. Como o título já entrega, a produção se passava no estado da Califórnia e conta a história de adolescentes do Ensino Médio, com todas as suas inseguranças e conflitos. Inicialmente, o foco era na família Walsh, quando os gêmeos Brandon e Brenda se mudam do interior do país para a cidade dos ricos. Conforme os dez anos do show se passam, a atenção é distribuída, principalmente, pela polêmica da época, envolvendo os fãs. Com uma grande rejeição do público, a atriz Shannen Doherty foi convidada a sair da série. Apesar de a atuação da jovem, de fato, não ser uma das melhores e a personagem ser um pouco chata, o alvoroço foi desnecessário e a série até conseguiu continuar, mas não foi a mesma coisa.

Nomes como Jason Priestley, Luke Perry – atualmente, como o pai de Archie em “Riverdale” – e até mesmo Jennie Garth, da série acima, ficaram conhecidos por meio desse trabalho. Mesmo com as enormes mudanças e com o elenco principal, aos poucos, se dispersando para novos projetos, a obra terminou com alguns sobreviventes.

Quanto ao rebuliço que ocorreu, foi uma história tão importante para os fãs e os que viveram essa época que, em 2017, um filme não autorizado foi realizado para mostrar a rotina dos atores nos bastidores. Para os que assistiram a série, realmente é reconfortante saber um pouco sobre o porquê de tantos problemas e até aprender algumas curiosidades.

A imagem pode não ser tão boa, mas a introdução, definitivamente, marcou uma geração e virou atemporal. Espie abaixo: