No último sábado (22 de julho) aconteceu a já tradicional festa junina no coração da boemia carioca. O Arraiá da Fundição une nomes importantes da música regional e popular brasileira em um encontro de muita comunhão, energia e “arrasta-pé”. Numa noite com o astral na lua, a casa de todas as tribos recebe atrações sempre envolventes e um público que fortalece! Nós da Woo! (é claro que) não ficamos de fora e vamos te contar tudinho que rolou nessa madrugada de amor e alegria.

O arraiá contou com uma decoração impecável que embelezava praticamente todos os ambientes de passagens do público. As típicas bandeirinhas estavam presentes da escada de acesso ao segundo piso até a área externa terceiro andar da casa. Grandes bandeirinhas (bandeironas) de pano de chita também compunham a decoração, deixando a festa com uma cara ainda mais “noite do sertão nordestino”.

As barraquinhas de comidas também acompanhavam a decoração. A área externa contava com muitas opções de “comes e bebes” (caldinhos, doces, cachorro quente… ) para todo mundo sair satisfeito (até porque, convenhamos que as comidas típicas são metade da graça das festas juninas, né mores?!). As bebidas seguiram o padrão do consumo geral dos shows realizados pela casa, atendendo a todos os gostos. Uma iniciativa bacana foi a de dar um vale brincadeira a quem consumisse (aí fica bom demais, sô!). E além das barraquinhas, mesas e cadeiras faziam dessa parte da fundição o melhor lugar para papear nos intervalos entre shows: Boa comida, lugar para sentar, e a incrível vista dos arcos da Lapa e do convento de Santa Teresa (o que sempre rende bons clicks).

E por falar em “vale-brincadeiras” a festa contou até com touro mecânico (além das brincadeiras tradicionais desses festejos). Ou seja: Uma festa para adultos curtirem como em seus bons tempos de infância e adolescência.

A decoração do palco principal também remetia às tradições nordestinas, tendo sua base de esteiras de palha com grandes bandeirinhas coloridas e a logo do evento. Um cenário cru e ao mesmo tempo muito aconchegante.

O público que marcou presença na noite forrozeira foi diverso e muito animado. Do alto se via casais (de moços e moças, moças e moças e moços e moços) riscando o chão da fundição ao som de clássicos do forró nacional. Duplas em diversos níveis na arte dessa dança incrível, mas o mais importante: Todos exalando suor e alegria.

A noite começou com shows já usuais no festejo: Forróçacana e Baia abriram em dois shows para forrozeiro nenhum colocar defeito. Ainda com a casa enchendo, atacaram com músicas autorais e sucessos já consagrados. As apresentações esquentaram a noite abrindo a festividade para a atração principal com muita propriedade e espirituosidade.

A grande atração da noite foi Zeca Baleiro e o Trio Furazóio (que trouxeram consigo a raiz forrozeira com seu triângulo, sanfona e zabumba). O projeto de Zeca, chamado “Forró do Safadinho” traz no repertório músicas autorais (alguns da época em que frequentava o famoso forró do Malagueta), e releituras de clássicos de artistas como Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, dentre outros. Uma apresentação para dançar agarradinho e cantar junto. Zeca recebeu em seu show a (divosa) Rita Benedito, que com sua voz majestosa conseguiu deixar a noite ainda mais quente e divertida.

Foi uma madrugada para ficar na lembrança de quem é “chegado a um xote”, mas também para quem só se delicia com forró nos festejos juninos. Um deleite de espetáculo repleto de boas músicas, comidas e diversão. Por aqui nós já aguardamos ansiosos a versão 2018 (porque sim! Nós amamos festa junina!) com a recomendação de que você não perca essa boa!