Quando a autoconfiança vira desastre

“O que nos causa problemas não é o que não sabemos.
É o que temos certeza que sabemos e que, no final, não é verdade.”
(Mark Twain)

Começando com essa frase, que por sinal define o filme inteiro, “A Grande Aposta” retrata a crise imobiliária dos Estados Unidos de 2008.

Michael Burry, interpretado por Christian Bale, foi o primeiro a ver essa bolha acontecer. Ele examinou décadas de dívidas sobre as hipotecas, e descobriu o que ninguém achava possível.

Afinal, quem não pagaria sua hipoteca?

Essa era a pergunta que fazia com que todos os envolvidos não acreditassem na teoria de Michael. Mas mesmo assim ele investigou, queria saber quem eram os donos, quanto ganhavam, onde trabalhavam e qual era a taxa de inadimplência.

Sendo assim, ele descobriu que os bancos davam empréstimos com garantias cada vez mais instáveis. Os juros ficavam sempre mais altos e, no final, as dívidas eram basicamente impagáveis.

Com a falência do banco Lehman Brothers, os poucos que investiram contra o mercado, ficaram ricos em cima de uma tragédia onde muitos perderam empregos e ficaram sem onde morar. Isso tudo, pela certeza de que o negócio era totalmente sólido e ninguém acreditava que aquilo poderia mudar.

Hoje, Burry aposta em uma commodity, a água, por que será?