Imagina passar 10 dias em uma cidade construída no meio do deserto? Essa é a proposta do festival contracultura Burning Man, que acontece anualmente desde 1986, no mês de setembro em Black Rock Desert, no estado americano de Nevada.

A principal ideia do evento é ser um espaço em que todos se expressem. Não existe certo ou errado, o que importa é a criatividade. E isso pode ser visto facilmente em looks futuristas, nada convencionais e óbvios. A regra fashion aqui é não ter regra.

Esqueça a coroa de flores dos grandes festivais, os shorts jeans e os kimonos. As produções no Burning Man são bem diferentonas, do tipo que você não vê nem em desfiles conceituais e muito menos na rua. O óculos escuro é item indispensável no festival, pois  protege do sol e da areia do deserto, e é claro que eles também não são nada básicos.

Todos os anos o evento recebe cerca de 50 mil pessoas em busca da possibilidade de viver por uns dias em um tempo que não é o agora, da liberdade criativa, de alternativas para o consumo e poluição, do espírito de comunidade e de muita arte.

O festival é uma galeria a céu aberto, com muitas instalações (algumas gigantescas) e performance. Uma das principais obras é o Templo, inaugurada com um abraço coletivo e durante o evento recebe mensagens, fotos, objetos pessoais e lembranças de pessoas que se foram.  No último dia a instalação é queimada. Acredita-se que a fumaça leve para longe o sofrimento e o desejo causado pelas pessoas perdidas.

Fotos: Christian Lamb

Por Luana Benedito