Não é Monet, nem Van Gogh. Nem Ai Weiwei ou Damien Hirst. A obra de arte mais cara do mundo alcançou a cifra de US$ 140 milhões, em 2006. Estamos falando da pintura No. 5 do americano Jackson Pollock, referência do movimento expressionista abstrato. Quem desembolsou a bagatela foi David Geffen, produtor musical e de cinema, conhecido pelo videoclipe da música Welcome to the Jungle, dos Guns N’ Roses. Geffen foi fundador do estúdio DreamWorks, em 1994, e adquiriu a obra de Pollock no Leilão da Sotheby’s. Segundo a Forbes, o patrimônio de Geffen está estimado em mais de US$ 6,9 bilhões.

A pintura expressionista foi feita em Fiberboard (material confeccionado em fibra de madeira) de 2,44 x 1,22 metros, em 1948. Pollock desenvolveu uma técnica de pintura que consiste no gotejamento de tinta sobre a superfície que formava traços e, conseqüentemente, formas. O artista deixou de lado o cavalete e os pincéis e colocava as telas no chão que, segundo ele, fazia sentir-se parte da obra. A maioria de criações possuem tamanhos monumentais e, apesar do reconhecimento mundial, com diversas exposições ao redor do globo, o artista nunca saiu dos Estados Unidos.

No. 5 foi vendida pela primeira vez em 1948 por US$ 1.500, sendo a única a ser comercializada da exposição a qual participava. Durante o transporte – da galeria para o comprador – a obra foi danificada e Pollock teve que refazer parte dela. Alfonso A. Ossorio, o proprietário da pintura, percebeu a diferença na tela e o artista teve que refazê-la novamente. O intrigante é que, ao contrario de restaurações, por exemplo, o reparo da No. 5 alterou completamente a ideia original, mas reforçou o conceito e talento de Pollock.

Antes de ser leiloada, a obra estava exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York e estima-se que o valor atualizado é de US$ 150 milhões. O curioso – e ironicamente triste – é que Pollock morreu em 11 de agosto de 1956, em um acidente de carro, e nunca viu a cor das verdinhas.

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Por Ricardo Franzin