Adriano Petermann encena monólogo todas as terças-feiras, às 21h30,
até o dia 28 de fevereiro.

O espetáculo “A Anta de Copacabana”, de Rafael Camargo, com Adriano Petermann, está em cartaz às terças-feiras, às 21h30, até o dia 28 de fevereiro no espaço Kult Kolector, na Barra da Tijuca.

A Anta de Copacabana fala sobre a solidão, “loucura”, a existência e sua condição. O dramaturgo Rafael Camargo expõe o trágico e o bizarro humano nessa empreitada. O texto discorre sobre a bela, mágica, e por vezes triste, passagem que se chama viver, deparando-se com pequenas e simples questões, mas que miseravelmente não se tem respostas. É uma espécie de divertimento sádico, um prazer humano, que acha graça da própria ferida tentando, quem sabe, exorcizar estes fantasmas que rondam por toda a vida e por toda a morte, talvez.

A Anta de Copacabana é o surto. Como uma criança, a loucura quebra regras, convenções e revela a estúpida hipocrisia do cotidiano. Obcecado pelo tão carismático bairro do Rio, Copacabana, aprisionado em sua existência, o morador do bairro vive num emaranhado de lembranças e divagações à espera de um sinal que o liberte. Um tanto de filosofia, delírio, poesia e agressividade pontuam o discurso, permeando o universo assustador e mágico que é a loucura, a vida e a morte. Uma metáfora sobre nossas prisões, sobre a falta de coragem de mudar, de partir. Um comentário poético sobre o apego que é viver.

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*Fotos: Roberto Price