veja bem

de pequenos e notáveis não transbordam muitos pois
um amor tão pequeno e diminuto
que poderia ser pisado
engolido com a poeira na garfada
insignificante
mato
que você pisa como uma barata saindo do bueiro tarde
não se preocupe
nem doe seu tempo a precariedades
não note nem olhe
não se absorva
vá passar um café
ou prefira um chá
qualquer coisa é melhor que se dar
ao que nada te atrai

ainda
um pouco
mas em outra dimensão matemática se pode dizer

que entre apostas e louros
eu tive você
na sujeirinha debaixo da unha
que pode carregar ou não um DNA só uma fração
um tropo
ou um relâmpago
tanto faz

esmagado também tem sangue ainda que ensosso
e grudado na sola do sapato
é difícil admitir

que o que me destrói meu bem
não é para o Municipal

um bacilo invisível também sabe matar.


Por Érika Nunes