“Artaud, Le Mômo” é um monólogo teatrocoreográfico multimídia de Maura Baiocchi e Taanteatro Companhia sobre a vida e obra de Antonin Artaud. A linha mestra da dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica”. Mostra a luta do poeta e ator francês Antonin Artaud contra a institucionalização das formas de vida e a sua tentativa de conquistar um corpo soberano. A meticulosa encenação combinada com uma trilha sonora vigorosa e mapping de projeções convidam o público a vivenciar intensamente o universo lúdico-alucinatório do criador do teatro da crueldade.

Em São Paulo, estreou em agosto de 2016 no Teatro da Aliança Francesa em comemoração do 120º aniversário de Antonin Artaud (1896-1948). Em outubro do mesmo ano realizou sua estreia internacional na França na Chapelle Paraire, edifício remanescente do manicômio de Rodez onde Artaud permaneceu internado de 1943 a 1946 e foi submetido a cerca de 50 eletrochoques. Em março de 2017 reestreou em São Paulo na Funarte SP e agora fará nova temporada de 06 a 28 de maio no Teatro Viradalata.

“(…) Sensacional. Baiocchi ultrapassa amplamente todas as interpretações dadas até agora. Ela é Artaud e além de Artaud. Sem dúvida, é a primeira vez que Le Mômo é encarnado dessa forma e por uma mulher”.

Registrou Florence de Merèdieu em seu blog Journal Ethnographique. Professora de estética da Sorbonne e autora de “C’est Antonin Artaud”, “Antonin Artaud dans La Guerre”, “Sur l’electrochoque – le cas Artaud”, entre outros.

“Maura Baiocchi nos faz viajar fora do espaço e do tempo pela sua encarnação de Artaud. Um espetáculo devastador e universal que exprime os sofrimentos humanos e a resistência às instituições e à bienpensance.” F. Delzons da Association Rodez Antonin Artaud.

Na mitologia grega, Momo é uma divindade nascida de Nix, a Noite. Expulso do Olimpo por criticar os outros deuses, Momo é a personificação do sarcasmo, das burlas, da zombaria e das grande ironias. Comparável à função do palhaço ou do bufão.

Inspirado em textos como: “As novas revelações do ser”; “Verdadeira história de Artaud, o Momo”; “Supostos e Supliciações”; “A face humana”; “O homem árvore”, o espetáculo encena a atualidade da poética artaudiana diante de nossos conflitos sócio-políticos e culturais. A favor da “liberdade autêntica”, o texto põe em cheque os “mantenedores da ordem, do lucro e das instituições sociais e burguesas”, agentes das guerras e de todas as formas de “escravidão contemporânea”.

E o conflito entre a América e a Rússia, mesmo multiplicado por bombas atômicas, pouca coisa será, face ao outro, que irá, de um só golpe disparar, entre os mantenedores e uma humanidade digestiva por um lado e por outro, o homem da vontade pura e seus raros seguidores, mas que têm por si a força eterna. A. Artaud

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