“Desgraça é variada. O infortúnio da terra é multiforme. Estendendo-se pelo vasto horizonte, como o arco-íris, suas cores são como as deste, variadas, distintas e, contudo, intimamente misturadas. Estendendo-se pelo vasto horizonte, como o arco-íris! Como é que, da beleza, derivei eu um exemplo de feiura? Da aliança da paz, um símile de tristeza?”

Quem mora em São Paulo, ou estiver por lá no dia 15/02, poderá ter o gosto de assistir à pré-estreia desse conto do mestre Edgar Allan Poe, “Berenice”, adaptado para filme de mesmo nome. O evento será na Casa Guilherme de Almeida (Rua Macapá, 187, Perdizes – São Paulo SP).

Após a exibição ainda haverá um debate com o público, com a participação do diretor Wellington Darwin e do crítico literário Flávio Ricardo Vassoler. Quem quiser participar do evento precisa se inscrever gratuitamente pelo formulário.

“Berenice” é um filme-poema experimental cujo fio condutor é o encontro e desencontro entre dois personagens antagônicos e sua relação com um casarão colonial em ruínas que parece ser o único elemento real da história.

Edgar Allan Poe foi um dos maiores contistas do Gênero policial e suspense, criador do primeiro detetive da ficção, Auguste Dupin, o detetive de “Os assassinos da Rua Morgue”. No Romantismo, trabalhou com a morte, mistério e terror. Seus principais títulos são: “O Corvo”, “O Gato Preto”, “Os Assassinos da Rua Morgue” e “A Máscara da Morte Escarlate”.

Várias de suas obras já foram adaptadas para o cinema, como “A Queda da Casa de Usher”, “Muralhas do Pavor”, “A Dança Macabra”, “A orgia da Morte”, “O Poço e o Pêndulo”, entre outros. Um dos rostos mais frequentes nessas produções era o de Vincent Price.

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