E na última quinta-feira – 31 de agosto – começou mais uma Bienal do livro do Rio de Janeiro. A cada ano a Bienal nos surpreende, trazendo cada vez mais novidades, lançamentos e espaços interativos em que podem se divertir crianças, jovens e adultos.

Mas foi na sexta-feira – 01 de Setembro – que participamos de um encontro inovador, em que pudemos falar sobre o mercado editorial, as novas tendências, entre outras coisas. Esse encontro foi o InterLivros.

II Encontro Internacional de profissionais do Livro – InterLivros

O Interlivros 2017 trouxe diferentes profissionais do livro entre eles Carlos Carrenho (Publish News), Marcos Pereira (Editora Sextante), etc. Foram 8 palestras com especialistas da área, do meio nacional e internacional, finalizando com a entrega do Prêmio Jovens Talentos, entre os ganhadores está um dos fundadores da Tag Livros – um tipo de serviço de clube do livro por assinatura, que falaremos em uma outra ocasião.

E, infelizmente, logo de início tivemos uma surpresa, uma vez que a palestra de abertura ficaria por conta de Ed Nawotka – editor internacional da Publishers Weekly –, que não pôde comparecer ao evento devido ao alagamento causado pelo furacão Harvey que atingiu os EUA. Mas, mesmo assim, Ed Nawotka fez um vídeo mostrando o motivo de não estar na Bienal. E disse:

“O nosso amor pelos livros nos une”

E esse é o ponto principal da Bienal, que não é só incentivar a leitura, mas também unir as pessoas por meio da leitura, da cultura e da informação.

Uma das principais discussões do Interlivros 2017 foi sobre o preço dos livros, principalmente sobre a lei do preço fixo, se funciona ou não – Algo que ainda é uma incógnita – trazendo à tona a questão do acesso a leitura.

Além da constatação de que, hoje, com a internet, netflix, spotfy, etc.; o livro acaba sendo deixado de lado por maior parte da população brasileira. Ainda nesse ponto voltamos a questão do acesso ao livro, algo que a Bienal ajuda a diminuir, mas ainda há muita coisa a ser feita.

“O livro perde de lavada para as outras indústrias culturais o que é muito ruim.” – Carlos Carrenho

Harper Collins Brazil

Depois de muito bate-papo sobre o mercado editorial, a Harper Collins Brazil estendeu o assunto e preparou um happy hour para ninguém colocar defeito na Ilha da Gigóia. Uma ótima forma de confraternizar e se divertir. E a todos que compareceram ao evento, eles deram alguns brindes: um livro e um apoiador de copo.

O outro lado da Bienal

Mas, é claro, que a Bienal não é feita apenas de palestras, tem muita coisa para ver, para curtir, para debater e para comprar. Diversos autores estarão presentes, dando autógrafos e conversando com os seus leitores. Afinal, na era de tecnologia no qual a distância virtual entre autor e leitor é muito pouca, a Bienal do Livro promove um grande encontro físico, trazendo esses autores para mais próximo do leitor.

Para os fãs de séries e sagas também têm muito para aproveitar, uma vez que você pode tirar foto no Expresso do Oriente de Ágatha Christie, sentar no trono de ferro de Game of Thrones no estande das Lojas Americanas, ou voar na vassoura de Harry Potter, o bruxo mais famoso dos últimos tempos, no estande da Editora Rocco.

E mais, em vários estandes é possível conseguir brindes, sentar e dar uma olhada em um livro que chamou a atenção. Além de ser uma ótima forma de marcar para encontrar os amigos e curtir o evento.

Para os fãs de Quadrinhos

Esse ano a Bienal trouxe a novidade do Geek & Quadrinhos e lá você vai poder acompanhar uma batalha entre os maiores combatentes direto da era medieval. Além de aproveitar conversas sobre games e sobre a realidade virtual. E mais, no Mundinho Geek tem ainda uma Oficina de Poções super divertida em que é possível fabricar uma poção mágica usando “líquidos especiais”. Já se imaginou fazendo a sua própria poção?

Pode ter certeza de que a Bienal do livro veio com tudo esse ano, trazendo muitas histórias e novidades, e esse foi só o primeiro fim de semana. Pode ter certeza de que ainda tem muito mais.