Indicada ao Prêmio Shell por melhor texto, montagem traz o encontro de duas senhoras imigrantes vindas do Egito e do Líbano para o Brasil, no início do século XX.

A comédia Brimas, de Beth Zalcman e Simone Kalil, chega à Sala Baden Powell, de 13 de abril a 26 de maio, às quintas e sextas, 20h. Sob direção de Luiz Antônio Rocha, a peça é sucesso de público e de crítica, e retorna ao Rio após fazer temporada de sucesso em São Paulo e uma turnê por algumas cidades do país.

Vivida pelas atrizes e autoras Beth Zalcman e Simone Kalil, estreou em novembro de 2015, recebendo indicação ao Prêmio Shell na categoria Melhor Texto, e reestreou em janeiro de 2016, recebendo a crítica de Rodrigo Monteiro (Crítica Teatral): “Brimas dá a 2016 um ótimo início de temporada teatral carioca.” Ele acertou na previsão. A aceitação e identidade com a plateia foi imediata, obtendo sucesso de público com sessões esgotadas. Mais de 100 apresentações depois, o sucesso traz “Brimas” de volta ao Rio.

Com afeto, humor, risos, emoção e cumplicidade entre as atrizes e suas personagens, Brimas traz um tema atual: imigração. Através das histórias reais de suas avós, Beth e Simone trazem ao palco Ester e Marion. Ambas saíram jovens de seus países de origem, Egito e Líbano, respectivamente, foram acolhidas no Brasil no início do século passado e com “Fome de tolerância” conforme Macksen Luiz intitula sua crítica no jornal O Globo, entrelaçam suas vidas e histórias recheadas de afeto, amizade e respeito.

“Unidas pelas dificuldades de sobrevivência e pelas diferenças religiosas, Ester (judia) e Marion (cristã maronita), transformam a cozinha num território de paz… A comida, como expressão de afeto, une o que foi separado pela fome das guerras de desunião e preconceito… as atrizes autoras capturam essas vozes do passado para sancionar o presente e evocar as dificuldades da travessia para celebrar a chegada… os tabuleiros adereços de Toninho Lôbo são delicados ícones de religião que presos à parede fazem referência à unidade ecumênica (…) Simone Kalil, com figurino severo, dá tratamento carinhoso a libanesa. Beth Zalcman, com figurino colorido, veste a egípcia com humor solar”. Diz Macksen Luiz, do Jornal O Globo.

Segundo o crítico Lionel Fischer, a obra e a direção estão “impregnadas de humor e humanidade, mesclando fantasia e realidade, Brimas recebeu uma excelente versão cênica da direção”.

Em “Brimas”, duas senhoras imigrantes, Ester e Marion, revivem, com muito humor, suas histórias, enquanto cozinham quibes para um velório. O riso, a saudade da família e as memórias do passado se misturam nessa história cheia de emoção e sabedoria.

“Muito feliz por ter embarcado nessa viagem, nesse projeto lindo e abençoado! Falamos dos imigrantes que deixam suas pátrias e cruzam o oceano em busca de uma nova pátria. Através do humor vamos falar dessas travessias.” diz Luiz Antônio Rocha.

Para a autora e atriz Beth Zalcman, falar de sua avó é falar de identidade construída pelo afeto, pelo cheiro e sabores da comida, pelos gestos, pela voz, pelas histórias vividas e sentidas: “Brimas é falar da possibilidade de encontros, de paz, independente de crenças, nesse momento contemporâneo de tanta intolerância.”

“A força dessas matriarcas, nossas avós, representando tantos outros imigrantes, tantas outras avós, tantas outras mulheres. Essa peça fala do oriente médio e fala do Brasil. Na verdade, Brimas fala de tudo aquilo que diz respeito ao que há de mais humano em nós: o amor, a saudade, a família, a fé e a alegria.” Emociona-se Simone Kalil, atriz e autora.

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