Um fashion designer custa caro e às vezes causa crise na consciência por conta do preço da etiqueta. Por isso, muitas marcas internacionais usam mão-de-obra barata, num regime quase de escravidão. A marca dinamarquesa Carcel tenta transformar esse cenário empregando mulheres que estão em prisões pelo mundo.

As presidiárias recebem o treinamento apropriado para a criação das roupas e são remuneradas. O objetivo é criar um novo começo para essas mulheres. Quando elas forem libertadas poderão ter um futuro mais digno. A renda também ajuda as que são mães a mandarem dinheiro para casa.

A ideia nasceu quando a fundadora Verônica D’Souza visitou uma prisão. Lá ela encontrou moças comuns e pobres e não duronas, como esperava. Elas foram presas por crimes não violentos e escassez de oportunidades. Na detenção já tinham máquinas, mas faltava material, projeto e mercado. Agora a nova coleção fabricada pelas presidiárias está em Cusco, no Peru.

As máquinas estão sendo utilizadas para produzir suéteres de lã de alpacas criadas localmente. O preço das peças varia de US$ 175 a US$ 1,4 mil.  Cada item foi feito em uma máquina de tricotar e vem com o nome da mulher que fez o trabalho. A marca já pesquisou o próximo local de fabricação e decidiu que será na Índia. Desta vez será utilizada seda 100% orgânica e local.


Por Graziella Ferreira