“Açúcar” é um drama que conta um rito de passagem de Bethânia, uma mulher madura, miscigenada, criada em uma família branca. Bethânia carrega em si a formação crucial do povo brasileiro e se perde em um dilema onde nem o preto nem o branco se encaixam nela.

A narrativa do filme flerta com elementos de realismo mágico e adentra na dicotomia entre Senhor de engenho versus Escravos (e, portanto, branco versus negro, alta cultura versus cultura popular, realidade versus imaginação) presente em todo o filme, tanto psicologicamente quanto geograficamente, refletindo uma divisão social secular na qual o país ainda está preso.

Essa é a segunda vez que Renata Pinheiro e Sergio Oliveira trabalham com a atriz Maeve Jinkings, a primeira foi no longa “Amor plástico e Barulho”, dirigido por Renata e produzido por Sergio. O filme é uma produção da Aramo Filmes em co produção com a Boulevard Filmes, Canal Curta e Sinapse, com previsão de estreia para 2018.

Sinopse

Bethania retorna a suas terras onde uma vez funcionou um antigo engenho de açúcar da sua família, o Engenho Wanderley. Entre fotos, criaturas fantásticas, contas a pagar, trabalhadores reivindicando seus direitos sobre a terra, Bethania enfrenta a si mesma em um presente onde o passado e o futuro são ambos ameaçadores.

“Açúcar” é ambientado num universo de realismo mágico, que cruza a história pessoal de Bethania com a formação da identidade de um país que é, ao mesmo tempo, moderno e arcaico, contemporâneo e ancestral, branco e muito, muito mais negro.