A Woo! Magazine segue encontrando tesouros nas mais variadas formas de expressão artística. Nessa oportunidade, o caminho da Exposé se cruzou com Thamás Morelli!

Nascido em Petrópolis, tem 24 anos e começou a carreira em 2009 em um curso de interpretação e, no ano seguinte, já estava no palco com a peça “Pupilos”. Junto ao “Coletivo Teatral Komos” também atuou em peças como “Arlequim” “Evolução”. Em 2013, o coletivo reapresentou “Pupilos”.

Quando criança, era intérprete em saraus de poesia e atuou em peças na escola e na igreja. Aqui nós constatamos a veia artística. Também integrou um grupo de dança, o Step Up, que além de fazê-lo dançar, permitiu com que atuasse como mestre de cerimônia em duas de suas apresentações: “Um passo pela paz 2” “Um passo pela paz 3”.

Mesmo estando no sangue, Thamás chegou até o quinto período de Engenharia Civil até decidir se mudar para o Rio, em 2013, após reapresentar “Pupilos” e se dedicar inteiramente a carreira de ator. Aqui, fez curso de apresentação com Cécil Thiré e, em seguida, com Daniel Herz no Teatro Laura Alvim, realizando peças, como “Lúcia” “Arthur”. Até o momento, atuou em 3 curtas-metragem: “Clímax”, ‘booktrailer’ de BostonBoys “Fissura”. Expandido mais, já atuou em 2 novelas, “Haja Coração” “Sol Nascente”. Além disso, seu primeiro longa-metragem, “10 Segundos”, está para estrear.

Recentemente, esteve em cartaz com a peça “Procura-se” junto a “5ª Cia de Teatro”. O trabalho foi um sucesso e estivemos presentes para conferir.

Sem mais delongas, o Exposé de hoje é com o ator Thamás Morelli.

Letycia Miranda – O que te levou ao teatro?

Thamás Morelli – Lembro da minha primeira peça de escola, na primeira série, sobre o Descobrimento do Brasil, queria muito participar e minha única fala foi “Terra a vista”, e já era muita emoção. Todo meu processo de vestir o figurino, a empolgação de apresentar, eu lembro de ser algo tão simples, mas também algo tão significante para mim. Sempre fui muito tímido, mas no palco eu me sentia à vontade, me expressava melhor, eu gosto muito de entreter as pessoas e lá via que isso era possível. No meio do curso de engenharia civil, eu percebi que o que eu queria era transformar essa brincadeira de teatro em algo mais sério na minha vida, fui morar no Rio e buscar cursos, aprimoramento e oportunidades.

L.M – Qual foi o obstáculo mais difícil de driblar quando decidiu embarcar nessa carreira?

T.M – Morar em Petrópolis era um grande obstáculo, mas a vontade de fazer deixava esse detalhe quase que imperceptível. Às vezes é claro que atrapalha, tanto que assim que arrumei um lugar para morar no Rio, não perdi tempo. Mas um dos meus maiores obstáculos foi a questão familiar, a qual queriam que eu tivesse uma carreira acadêmica. Primeiro eu acreditei em mim e depois de perceberem meu real esforço, começaram a acreditar e confiar em mim. Atualmente, estou onde estou graças à amigos e familiares que me ajudam de várias formas, sejam caronas, um lugar mais próximo a gravação pra passar a noite, e muitas outras ajudas.

L.M – Qual a maior diferença entre o Thamás que atuou em Pupilos em 2010 e o Thamás que atuou, recentemente, em Procura-se?

T.M – Nossa! Ficaria o dia inteiro falando sobre as diferenças, tanto de amadurecimento, vivência, consciência corporal, vocal e de vida mesmo. Sempre passa pela cabeça como faria a peça atualmente e imagino que seria diferente, mas aí está a magia do teatro. A maior diferença entre eles, penso que é o meio. Atualmente respiro muito mais arte, pois antes vivia num mundo fechado de pouco contato artístico.

L.M – Você nos contou que também fez parte de um grupo de dança, o Step Up e ao mesmo tempo atuou com o mesmo grupo. Como foi a experiência de explorar essas aptidões ao mesmo tempo?

T.M – Foi uma experiência de aprender a respirar (risos). Um momento estava numa coreografia, no outro estava fazendo conexão entre as coreografias e a mensagem do espetáculo. Foi tranquila, cansativa, mas muito divertida essa experiência. Gosto muito de dançar também, e teatro é isso, corpo vivo e ativo o tempo inteiro, o descanso vem depois do trabalho bem feito.

L.M – Dentre os personagens que interpretou até aqui, qual marcou mais?

T.M – Foi o Vado, de Navalha na Carne. Um dos personagens mais densos que já fiz, com uma realidade muito longe da minha. Foi uma experiência bem bacana, após cada ensaio eu precisava de um tempo para me tranquilizar e respirar.

L.M – Entre o teatro e o cinema, aonde você mais quer estar?

T.M – Resposta difícil. Quero mais oportunidades para o cinema, com certeza. Afinal, são 11 peças contra 3 filmes (1 longa e 2 curtas). Não digo que quero um mais que o outro, mas sim no intervalo de um fazer o outro. São propostas diferentes e amo as duas artes. O que mais farei será ditado pelas oportunidades da vida. Eu gosto do fato dos filmes serem obras eternas e gosto também da magia que o teatro proporciona a cada dia para seu público.

L.M – Você fez uma participação nas novelas Haja Coração” e Sol Nascente”, quais valores você retirou dessas experiências?

T.M – Tive contato com uma nova forma de atuação e retirei um aprendizado sobre voz e corpo para diante da câmera.

L.M – Tem a pretensão de fazer parte do elenco de outras novelas?

T.M – Com certeza tenho pretensão. Quero ter tantas oportunidades para personagens cômicos quanto para personagens densos.

L.M – Diga-nos um ator e uma atriz que são grandes inspirações pra você.

T.M – Além da Fernanda Montenegro, inspiração brasileira mútua, não consigo falar apenas de um ator e uma atriz. Internacionalmente falando, me inspiram muito os atores Eddie Redmayne, Ashton Kutcher e Johnny Deep. E aqui no Brasil, Adriana Esteves, Grazi Massafera, Daniel de Oliveira e Wagner Moura. Muitos dos trabalhos de cada um desses são meus principais focos e inspirações profissionais que quero para minha carreira. São muito inspiradores nos papéis que fazem.

L.M – Você nos adiantou sobre o longa-metragem “10 segundos” que está para estrear, como foi a experiência do primeiro longa?

T.M – Foi minha primeira oportunidade de doar meu corpo e meu dia a dia pra construção de um personagem. Comecei a treinar boxe, não podia pegar sol e tive que usar protetor solar fator 60 no meu dia a dia, cortei curto meu cabelo que estava grande e todo cacheado. Foi uma experiência incrível e é isso que quero pra minha vida. Cada vez mais tenho certeza disso.

L.M – Sinta-se à vontade para deixar uma mensagem para o público da Woo!

T.M – A minha arte é feita única e exclusivamente pra quem me assiste, então espero que consiga levar entretenimentos e emoções através de meus trabalhos sempre pra vocês. Tenho uma página no Facebook voltada para publicar sempre meus trabalhos, acompanhem lá: ThaMorelli. Muito obrigado à todos que leram até aqui e me acompanham sempre. Espero compartilhar muitos palcos/plateias com vocês ainda. Grande abraço, Thamás Morelli.