“Entre no barco e vamos mudar a história” é a mensagem que Moana – Um mar de aventuras” nos traz. Poderia ainda mudar o passado, ou mesmo mudar as falsas lendas de nossos costumes, de nossa moralidade.

O filme da Disney é muito bem dirigido por Ron Clements e Don Hall. Moana é interpretada por Auli’i Cravalho e seu amigo Maui por Dwayne Johnson, o “The Rock”. A atuação (Dublagem) de ambos não deixa nada a desejar como voz e ainda menos a computação gráfica. Como bem se conhece, nos últimos tempos a Disney não anda errando a mão nessas questões.

A história conta a aventura de Moana, a herdeira da liderança de seu povo que enfrenta um desgaste dos peixes e frutos da natureza. E, para consertar tal tragédia, ela terá que encontrar além do recife proibido o herói imortal que causou o que os assola.

As músicas são bem interessantes, não deixando ser enjoativo pelo seu número. Apesar de um filme para crianças, seus temas são sérios e adultos, visando dar uma nova forma de se contar uma história de heróis – no Ocidente -, mas, principalmente, dar a força e o protagonismo às mulheres. Em resumo, corrigir a lenda e a tradição do homem como o único explorador, isto é, aquele que domina o mundo exterior e público.

A história de Moana é um chamado e uma educação para as crianças, quebrando estereótipos, e principalmente, dando abertura a novos padrões. Se pode ir além do conservadorismo e dos costumes. No fundo, a aventura de Moana é contra sua própria história – no sentido de seu povo. Ela quer mudar o passado e a ordem de seu mundo. Para isso, se joga no mar e desmente a lenda do homem como semi-deus que, em última instância, causou todos os problemas que estão vivendo. A heroína, no entanto, não se projeta no mundo sozinha. Em si, mostra que o conserto dos erros da história, não podem ser feitos sozinho, mas, sim, em sociedade. E com efeito em contrapartida, o homem. É no outro, e com o outro, que se emancipa e resolve o problema. Por isso, repetidamente no filme Moana entendemos a frase: “Entre no barco e vamos mudar a história (juntos)”.

Por Paulo Abe

Crítica (2): Moana - Um Mar de Aventuras
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