Crítica: Belas Famílias

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O bom filho à casa torna 

A história do filho pródigo, que retorna a casa do pai depois de uma série de desventuras, serve como inspiração principal para a comédia francesa “Belas Famílias” (“Belles Familles”, no original), dirigida e escrita por Jean Rappeneau.  Além de se reconciliar com a figura paterna, também cabe ao protagonista do longa reparar uma injustiça do passado.

Depois de viver 15 anos na China, longe da família, Jérôme Varenne aproveita uma viagem à trabalho para a Inglaterra para visitar brevemente a mãe e o irmão em Paris, acompanhado de sua sócia e noiva, Chen-Li. Ao descobrir que a casa da família, em Ambray, não foi vendida devido a conflitos entre o comprador e a prefeitura da cidade, ele decide voltar ao local para resolver a questão. Além da briga pelo imóvel, Jérôme se vê obrigado a lidar com Florence e Louise, viúva e a enteada de seu pai, respectivamente.

Rappeneau tenta provocar reviravoltas na trama, mas a história acaba soando previsível, e até piegas, em determinados momentos (a trilha sonora não colabora). É de se lamentar também o mau aproveitamento de alguns dos personagens, como Chen-Li, que acaba resumida ao papel de “boa esposa”, e o irmão de Jérôme, Jean-Michel, um caçula ressentido.

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O humor do filme, entretanto, e as relações conturbadas – e por isso mesmo, cômicas – entre os personagens prendem a atenção do público e tornam a experiência válida. No elenco, os destaques são Mathieu Amalric como o protagonista, Karin Viard como Florence,  e Gilles Lellouche,  como Gregoire, amigo de infância dos irmãos Varenne  e comprador da casa.

“Belas Famílias” não inova, mas agrada pela leveza e a narrativa divertida. Mesmo não sendo indispensável, está acima da média. Para o espectador constantemente bombardeado pelo humor escrachado hollywoodiano, as sutilezas e o tom satírico desta e de outras comédias francesas é sempre uma proposta interessante.  O filme estreia no dia 22 de setembro.

CRÍTICA: BELAS FAMÍLIAS
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