Toda história tem seu início, meio e fim! Hugh Jackman traz em seu novo filme o ponto final para a construção de seu personagem Wolverine. E nos deixa a pensar que, realmente, ninguém será Logan melhor do que ele.

Tudo acontece em 2029, quando os mutantes estão, basicamente, escassos. Logan aparece mais velho, ganhando a vida como chofer de limousine para cuidar de Charles Xavier. Debilitado fisicamente e esgotado mentalmente e emocionalmente, ele se entrega aos poucos ao álcool e, como seu poder de cura vai se reduzindo, ele acaba definhando progressivamente. Mas algo inesperado vem à tona e Logan é, praticamente, obrigado a mostrar suas garras novamente e lutar por alguém que acaba ganhando um novo significado em sua vida.

“Logan” é uma produção audaz, digna de Oscar talvez, mas que sabemos que, provavelmente, não será nem indicada por ser um filme de “super-herói”. Com uma profundidade sentimental, construída para deixar os fãs com muita saudade de Hugh Jackman e eternizá-lo. Podendo-se dizer que é um filme único que foge de tudo que você poderia imaginar tratando-se de Wolverine nos cinemas.

A verdade é que, esse filme tem uma inspiração; a HQ do Velhor Logan, de Mark Millar (“Guerra Civil”) e Steve McNiven. O qual é aproveitado apenas seu estado de mutante acabado em um período pós-apocalíptico. Os roteiristas Scott Frank, James Magold e Michael Green desempenharam um trabalho fantástico no desenvolvimento dos personagens, do rumo que levaram e a finalização de um ícone no mundo dos quadrinhos. Apesar de muitos fãs falarem que a história não tem semelhança com os mesmos, além do próprio Logan, há muito tempo, produções cinematográficas do gênero já não vem seguindo tudo à risca e, nem por isso, deixaram de fazer sucesso nas bilheterias e críticas pelo mundo a fora.

A direção de James Mangold traz violência como nunca vista antes nos filmes dos X-Mens. Com sangue jorrando para todos os lados e palavrões vindos de lugares que o espectador nem poderia esperar, não é atoa que a classificação ficou para maiores de 17 anos. Mas, apesar de tudo, existe um equilíbrio entre essas cenas e as de emoção, deixando a produção no ponto certo.

Além de uma fotografia magnífica feita por John Mathieson, que trabalhou as cores para cada momento da trama, podemos e devemos destacar o elenco. Hugh Jackman possui uma entrega em seu personagem de tirar lágrimas do espectador de tanta veracidade em sua interpretação. Patrick Stewart, o sensato e equilibrado Professor Xavier, nos dá um novo ar e nos mostra um Charles desnorteado do mundo, divertido e desbocado, sofrendo de Alzheimer. E, para acrescentar esse time, temos uma promessa para o futuro, a Dafne Keen, que interpreta a X-23. Ela chega calada e sai mostrando para o que realmente veio. A menininha não poupa esforços no quesito interpretação e sua química com Jackman e Stewart completa o filme.

Toda a produção de “Logan”, desde direção a trilha sonora, é impecável, dando detalhes que vão complementando a história e deixando você preparado para o fim. Nada acontece por acaso, cada elemento é colocado por um motivo e se você se ligar nisso, sairá sem palavras do cinema por tamanha grandeza.

Se, Hugh Jackman deixará saudade como Wolverine?! Com certeza! Mas, também, temos a certeza de que ele fechou um ciclo com chave de ouro. Afinal, foram 17 anos carregando um X nas costas. Então, é hora de nos despedirmos dessa marca que Wolverine fez em nossos corações, seguir em frente e aproveitar seu último filme.

Crítica: Logan
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