Crítica: Max Steel

Cada vez mais produções de super heróis chegam ao cinema. Com a expansão do universo da DC e da Marvel, além da Hasbro com os seus “Transformers”, todos faturando bilhões de dólares com o gênero, não era de se esperar por novas tentativas e, nesse caso, da Mattel.

Quem nunca ouviu falar daquele boneco famoso, musculoso e bonito, super vendido, Max Steel? Até quem não teve, sabe do que estamos falando! Foi uma febre para a criançada e todo mundo queria, sendo menino ou menina. Pois é, o bonequinho virou filme e quem tem filhos, provavelmente, vai querer curtir a ideia.

A história conta como Max Steel veio ao mundo. Max é um garoto de 16 anos, que possui todos os problemas comuns de adolescentes da sua idade. Nesse período de transformações, ele começa a notar que não é, exatamente, igual a todos. As mudanças vão acontecendo de forma acelerada, até que ele conhece Steel, um alienígena que aparece para dar suporte ao uso de suas habilidades.

Com uma mistura de “Homem Aranha” e “Superman” nasce o roteiro do filme. Sendo esse, escrito por Christopher Yost, uma retratação completamente infantil desde o herói ao vilão. Com poucos diálogos, a trama vai sendo desenvolvida, mas sem muitas surpresas ou algo novo.

A direção de Stewart Hendler é razoável. Talvez por ele não ser muito experiente (Pacto Secreto – 2009), a todo momento buscou uma linguagem bastante usada em filmes do gênero, misturando ação contínua com uma pitada de humor. Muitas paisagens em plano aberto, closes nas cenas de luta, que também se apóia no bom e velho slow motion, podem levar a lembrar do antigo “Power Rangers”.

No elenco, com o papel principal, temos Ben Winchell, um rapaz carismático, mas que desenvolveu um personagem um tanto apático para o que realmente deveria ser. Na verdade, o elenco todo tem esse ar indiferente. Andy Garcia e Maria Bello nos decepcionam profundamente em suas atuações. Tudo bem, o filme não é a melhor produção de todos os tempos e nem chega perto disso, mas uma atuação menos caricata ajudaria a melhorar muito. Um ponto positivo do filme é a dublagem feita para o robô Steel, sendo essa, muito bem construída por Josh Brener.

A direção de fotografia não possui novidades, mas se pode dizer que é uma das melhores coisas que tem. As cenas da descoberta do corpo e habilidade de luta, com muito Parkour, são o ápice da produção. Essa é a hora que você pensa que o filme terá um crescimento, mas não é para tanto.

Com figurinos simples, mas condizentes, as armaduras podem vir a ser o destaque para, quem sabe, uma sequência. Entretanto, uma delas não funciona para o vilão, deixando tudo muito falso. Já a de Max Steel, bem como as funções utilizadas por ele, pode-se dizer que mantém certa fidelidade com a do boneco. Principalmente, se compararmos com a parte mais divertida do brinquedo que é a possibilidade dele se transformar com facilidade.

Max Steel, definitivamente, é um filme de herói para criança! Divertido e sem muitas pretensões é uma boa pedida para levar seu filho ao cinema.

Crítica: Max Steel
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