Vamos de cinema francês outra vez?! – De novo a língua, de novo a França, de novo todo o charme que os franceses têm de forma distinta agora em uma comédia romântica à francesa!

O filme conta a história do professor infantil Clément. Ele é um homem meio atrapalhado, que esta sempre metendo os pés pelas mãos, gosta muito de livros, gosto que transmite ao filho, e de Teatro.

É por conta do Teatro, aliás, que Clément acaba por conhecer sua paixão platônica Alicia, uma grande atriz e referência francesa, e Caprice, uma jovem e desconhecida atriz, que cai de amores por ele. Nessa confusão, Clément tem que lidar com o grande monstro que é escolher e com os resultados de suas ações.

Romance à Francesa não é um daqueles filmes franceses que muitas vezes chegam em terras brasileiras. É um filme sensível e mais leve, com algumas tramas envolvendo Clément e as pessoas próximas a ele e até mesmo com um desenvolvimento meio de conto de fadas, mas funciona. Há empatia com os personagens, a história é meio bobinha, mas têm romance, conflitos leves e momentos divertidos.

Emmanuel Mouret, como Clemént, faz o personagem todo atrapalhado e ao mesmo tempo inseguro e doce do filme. O ator têm umas nuances muito bem trabalhadas e sua interpretação funciona bem com o personagem. Virginie Efira como a glamourosa Alicia também está muito bem e funciona como a bela atriz francesa que como todo mundo enfrentou seus percalços na vida. Anaïs Demoustier faz uma ótima personagem com Caprice, a jovem impetuosa que não têm muito respeito pelas convenções sociais. Caprice arranca do público momentos de empatia e antipatia por ela, mas é uma personagem que apenas quer viver.

O roteiro funciona bem, mas em alguns momentos derrapa. Nada que o bom trabalho da equipe de atores não dê conta do recado, mas isso não significa que não se perceba alguns deslizes. A fotografia é muito boa e foge do que seria clássico de filmes franceses (esse é, aliás, um grande mérito das últimas produções francesas: fugir dos locais óbvios, dos enquadramentos óbvios e coisas assim), mas mantêm a qualidade para fazer belas imagens. A trilha sonora tem seus momentos, mas não traz uma grande música marcante, e o figurino, além de muito atual, é muito próprio de cada personagem e suas personalidades: Caprice é jovem e suas roupas refletem isso, já Alicia é uma grande dama e se veste como tal.

Emmanuel Mouret nos entrega um filme doce, ás vezes meio triste, também um pouco cômico, com alguns deslizes, mas que merece a oportunidade de ser visto pelo menos uma vez.

Romance à Francesa entra em cartaz no dia 20 de outubro em todo Brasil.

Crítica: Romance à Francesa
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