Finalmente, depois de muitos anos, muitos anos mesmo, Nicole Kidman volta a um filme que faz justiça ao enorme talento histriônico dela. Mas vamos com calma e vamos falar de Terra Estranha.

Um casal muda-se, com seus dois filhos, para uma cidade no meio do deserto australiano por motivos que não são nem um pouco claros. Apesar da cordialidade dos moradores, que são educados, a família, principalmente os pais, parecem não ter interesse em construir laços ali. Nem com muito esforço eles são uma família normal.

No dia que uma gigantesca tempestade de areia esta chegando na cidade, Catherine, a mãe, descobre que seus filhos não foram a escola. Quando fica comprovado o sumiço deles, uma série de segredos que assombram a família vem à tona, junto com toda a angustia de ter duas crianças desaparecidas em um lugar desconhecido e que vai ser um grande inimigo.

O filme constrói uma atmosfera angustiante e ao mesmo tempo muito misteriosa. Ele varia entre o drama e o suspense. Há um momento em que você sofre com a dor dos pais, com o inferno que cada um passa devido ao desaparecimento dos filhos, ou devido as escolhas que a filha faz, mas há também um clima que ronda e paira entre eles, o deserto e a cidade.O roteiro é bem desenvolvido, a história vai sendo construída e mostrada aos poucos, bem como os personagens, seus medos e o que os levou até ali. Só que chega a um certo ponto da mesma que simplesmente estamos com muitas informações acontecendo ao mesmo tempo, o que não atrapalha o andamento em si, mas sim alguns desfechos.

Como eu bem disse, Nicole Kidman enfim encontrou outro filme para brilhar. O roteiro, seus parceiros de cenas, a direção, tudo está em equilíbrio com ela, que faz um belo trabalho aqui e, finalmente, tem uma personagem onde pode explorar seu potencial dramático. Joseph Fiennes também tem seus momentos e é um bom companheiro de cena para Kidman. Seu personagem além de infeliz, ainda toma algumas decisões e acaba sofrendo com as consequências delas depois. O ator Hugo Weaving faz um bom trabalho como o policial responsável pelo caso que acaba com mais problemas nas mãos do que gostaria de lidar.

A direção de Kim Farrat faz justiça a produção. É segura, com boas escolhas de fotografia e trilha sonora, que sempre esta compatível com o que esta sendo contado. Não é um filme que passa ileso ao erro, mas que traz um bom entretenimento.

Terra Estranha estreia no dia 13 de outubro em todo Brasil.

Crítica: Terra Estranha
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