A loucura que é ser mulher

Em “Uma loucura de mulher”, Mariana Ximenes é Lúcia, ex-bailarina que largou a dança para se dedicar à carreira política do marido. Durante a festa de lançamento da pré-candidatura de seu marido (Bruno Garcia), ela sofre assédio de um senador (Luís Carlos Miele) e o esbofeteia. É aí que a confusão começa.

Apesar da comédia, o filme traz alguns aspectos dramáticos, ao mostrar uma mulher que abriu mão de suas escolhas, sem liberdade até para escolher o vestido de festa sem ser criticada pelo marido, que só se preocupa em pensar como o comportamento da mulher pode afetar sua candidatura. Tanto que sua atitude em relação ao incidente com o senador (que apoiava sua candidatura) é aceitar a sugestão de seu assessor (Augusto Madeira) de taxar a mulher de louca e interná-la em uma clínica. A situação lembra muito os casos de histeria feminina, como foi citamos na crítica de “Alice através do Espelho”, mas tudo vai para o lado da comédia.

Por falar em comédia, todos, mesmo os que atuam mais na área do drama, souberam ser engraçados no momento preciso, mas que garantiu mesmo as risadas foram Zéu Britto e Guida Vianna, que com seus personagens sem nenhum filtro ou noção souberam arrancar os risos do público. Além desses dois, a atriz Ana Roberta Gualda conseguia fazer rir só de olhar para ela, no seu papel de recepcionista mal humorada, mesmo nos poucos segundos em que ela aparecia. Uma pena que tenha sido muito pouco aproveitada.

Mariana Ximenez também está muito bem em sua personagem, mas o papel ajuda bastante. Outros dois pontos positivos em relação ao elenco é o trabalho de Bruno Garcia e a belíssima participação de Erom Cordeiro.

Um detalhe bacana é que o apartamento para onde Lúcia vai quando foge é um cenário muito bem feito, dando ar de uma locação e não um mero estúdio como aparenta ser em algumas séries ou novelas. Nesse ponto, podemos destacar a beleza do figurino, bem como todas as roupas escolhidas para a personagem de Mariana Ximenes. Essas ressaltam a beleza da atriz, criando certa imponência para a sua personagem. Sem falar que mudam de acordo com a ambientação e faz isso sem exagerar no contraste.

A comédia em si não mata de rir o tempo todo, mas é interessante e cumpre o papel de deixar o público curioso quanto ao desfecho. Vale a pena ser visto.

Crítica: Uma loucura de mulher
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