Crítica: Velozes e Furiosos 8

A franquia de sucesso, que começou sem pretensões em 2001, vem mais uma vez para surpreender seus fãs com o novo “Velozes e Furiosos 8”. Para quem achou que após a perda de Paul Walker, que aconteceu durante as gravações do último filme, pararia a produção ou daria uma enfraquecida, se enganou!

Dom, Vin Diesel, e Letty, Michelle Rodriguez, estão curtindo a lua de mel em Havana quando uma “misteriosa” mulher, Cipher, interpretada por Charlize Theron, aparece para atrapalhar os planos do casal. Ela arruma um jeito de chantagear Dom e fazer com que ele traia seus amigos para conseguir ogivas nucleares. A situação leva Hobbs “coincidentemente” a reunir novamente a família, só que dessa vez para enfrentar Toretto.

A produção já é conhecida pelos seus “absurdos” cinematográficos que contradizem completamente a realidade vivida por nós, simples humanos. Mas tudo isso é o que fez e faz a franquia ser tão grandiosa hoje. O novo filme não foge a regra, pelo contrário, abusa dela de forma espetacular. E se sair da realidade não é a sua praia, é melhor nem assistir (o que, particularmente, não recomendaria perder esse tipo de diversão).

Cheio de ação e emoção, “Velozes e Furiosos 8” vem com tudo para cima dos blockbusters. Com uma produção impecável e efeitos visuais de tirar o fôlego, pode-se dizer que, nessa categoria, é um dos melhores filmes do ano.

Diferente das últimas produções, o novo diretor F. Gary Gray traz um filme totalmente dinâmico. Ação a todo momento, com alguns respiros para a comédia que, por sinal é muito bem encaixada nos diálogos dos personagens.

O roteiro de Chris Morgan, nos mostra uma história mais intrigante que os últimos. Novos personagens são inseridos e, finalmente, um vilão importante aparece para tornar tudo mais interessante daqui para frente. Porque sim, provavelmente ainda terão outros depois desse! A mensagem de união familiar que o filme sempre tentou passar, agora é ainda mais reforçada por um motivo inesperado, e o personagem de Paul Walker é lembrado em pequenos momentos importantes na trama.

O elenco dessa vez está mais pesado do que nunca, não pelos grandões Vin Diesel, Dwayne Johnson e Jason Statham, mas pela entrada de Charlize Theron e a participação de Helen Mirren. Os novos vieram para fazer a franquia crescer ainda mais e dar um outro rumo para história que começou só com a ideia de rachas no meio das ruas. Charlize traz uma vilã mais completa e crível, mostrando que não é só de músculos que vive a produção. Já Helen Mirren, vem para balançar a parte máscula do filme e arrancar boas gargalhadas. Dwayne Johnson e Jason Statham são os elementos cômicos principais, com uma das cenas mais divertidas de ação, seus personagens tornam-se cada vez mais insubstituíveis. E Vin Diesel, se consolida na produção como o centro de tudo, fazendo com que “Velozes e Furiosos” não exista sem seu personagem Dominic Toretto.

A trilha sonora, que é um dos fatores mais marcantes em “Velozes e Furiosos 7”, deixa um pouco a desejar. As músicas “Hey Ma”, “Good Life” e “Horses” dão uma ambientação ótima, mas não emocionam como “See You Again”, que marcou a despedida de Paul Walker.

“Velozes e Furiosos 8” chega aos cinemas amanhã, 13 de abril. O filme é uma verdadeira “chuva” de surpresas e é diversão garantida do começo ao final. Com certeza vale o ingresso para o fim de semana!

Crítica: Velozes e Furiosos 8
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