Aos 20 anos, o carioca Raphael Montes impressionou crítica e público com “Suicidas”, um caudaloso romance policial que lhe garantiu vaga entre os dez finalistas do prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante. Em 2016, “Suicidas” foi adaptado para o teatro, resultando em Roleta Russa, que rendeu a César Baptista o prêmio de melhor diretor do Qualidade Brasil.

Scott Turow, um dos autores policiais de maior prestígio no mundo, disse que Raphael está “entre os mais brilhantes ficcionistas jovens” da atualidade. “Ele certamente redefinirá a literatura policial brasileira e vai surgir como uma figura da cena literária mundial.” Seu segundo livro, “Dias Perfeitos”, cuja adaptação e tradução de César Baptista estreia no palco do Teatro Cândido Mendes dia 3 de março para curta temporada.

Nesse suspense, Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia, conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

“Dias Perfeitos” tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, a montagem é uma história de amor obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

Com sessões sexta e Sábado, ás 20h30 e domingo, ás 19h30, a temporada segue até o dia 30 de abril.

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