“E o Vento Levou” é o filme mais famoso da história do cinema! Uma obra que não envelhece, apesar dos seus quase 80 anos de idade.

Baseado no livro de Margaret Mitchell, o enredo se passa na guerra civil americana e foi adaptado para o cinema com a ajuda de F. Scott Fitzgerald e William Faukner, como roteiristas.

Tendo como trama central a história de Scarlett Ohara e seu amor platônico por Ashley Wilkes, “E o Vento Levou” mostra como o curso da vida pode ser totalmente modificado em épocas de guerra. A obra tem como personagem central uma mulher forte que, apesar de mimada e geniosa, é capaz de enfrentar os sofrimentos da guerra, vendo sua vida desmoronar diante de si.

O papel de Scrlett Ohara foi o que teve mais testes na história do cinema: mais de 1400 atrizes foram auditadas e quem ficou com este personagem histórico foi Vivien Leigh, perfeita para a personagem!

Sua filmagem foi bastante conturbada e, apesar de a direção ser creditada a Victor Fleming, o filme teve mais 4 diretores, devido ao colapso nervoso de Fleming, durante as filmagens.

Tal filme foi inovador em utilizar um guindaste para filmar a icônica cena em que Scarlet Ohara caminha entre os feridos de guerra. Foram usados cerca de mil figurantes e oitocentos bonecos.

Mas, apesar de inovador, filmado em 1939, é uma obra que retrata a cultura de sua época: racismo – a atriz ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, Hattie McDaniel, não pode comparecer à pré-estreia por ser negra. (Em tempo: ela foi a primeira pessoa negra a ganhar um Oscar.) Desigualdade entre homens e mulheres: Vivien Leigh trabalhou nos sets de filmagem por 125 dias e recebeu por isso a quantia de US$ 25 mil. Clark Gable trabalhou por 71 dias e ganhou US$ 120 mil.

“E O Vento Levou” é o único filme sobre a guerra civil americana que não tem nenhuma cena de guerra. Talvez seja esse o seu fascínio, o de mostrar o sofrimento e o crescimento dos personagens, fazendo com que o espectador imagine o cenário que eles estão vivendo, tudo isso embalado pela história do fim de um amor inocente e o descobrimento de um amor real e maduro.

Ele foi indicado a 13 Oscars, ganhando oito e recebendo outras duas em categorias especiais (uma honorária e outra técnica). Ficou atrás apenas de A Malvada e Titanic, com 14 indicações ao Oscar, cada.

É um filme épico que vem fascinando geração atrás de geração e cujo encanto está longe de acabar.

Por Silvia Ferrari