Peça está sendo apresentada no Rio de Janeiro, desde 7 de outubro e vai até 14 de novembro, e em Paraty, de 17 a 20 de novembro.

entrepartidas-olivia-proenc%cc%a7a_0245-4-bxUm espetáculo de teatro móvel que leva os espectadores a um percurso pela cidade envolvendo espaços públicos e privados para falar de amor e abandono. Essa é a proposta de ‘Entrepartidas’, peça vencedora do Prêmio Sesc do Teatro Candango 2011 – Melhor Espetáculo, Direção, Dramaturgia e Ator -, que será apresentada pela primeira vez no Rio de Janeiro. Com direção de Francis Wilker, ‘Entrepartidas’ é um dos mais aplaudidos projetos do Teatro do Concreto, grupo que pesquisa as relações entre teatro e outras linguagens artísticas como a intervenção urbana e a performance. Com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e do prêmio Myriam Muniz da Funarte, a peça será apresentada no Rio de Janeiro, até 14 de novembro (de sexta a segunda); e, em Paraty, de 17 a 20 de novembro (de quinta a domingo). Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10 (meia).

O espetáculo acontece durante uma viagem de ônibus pela cidade. As cenas se desenrolam dentro do veículo e ao longo do caminho, por onde os espectadores transitam. Durante o percurso, que inclui algumas paradas, 14 atores entram e saem de cena, se misturando com o público, quebrando a fronteira entre palco e plateia. Com texto de Jonathan Andrade, os personagens trazem histórias de amor e abandono, encontros e desencontros, chegadas e partidas, vida e morte. “A peça é um mergulho nas relações humanas e no espaço urbano. A partir de uma viagem pela cidade, queremos levar o espectador a uma viagem para dentro de si mesmo”, explica Wilker.

Ao todo serão 24 apresentações no Rio de Janeiro e 4 em Paraty, sendo a estreia gratuita para estudantes. Está prevista também uma sessão para deficientes auditivos. Além da peça, haverá um encontro com grupos de teatro de cada cidade para intercâmbio de conhecimento. A temporada inclui, ainda, um workshop sobre cena e espaço urbano e o lançamento do livro “Do Concreto [inventário fotográfico] uma década de teatro”, do fotógrafo Thiago Sabino. Em seguida, o espetáculo vai para Belo Horizonte e Ouro Preto (MG).

Sobre o espetáculo

Encenada desde 2010, sempre com muitos elogios, ‘Entrepartidas’ é resultado de dois anos de pesquisa do Teatro do Concreto sobre o tema amor e abandono na sociedade contemporânea.  É o sexto trabalho do grupo, que mantém atividade contínua desde 2003. Com um formato que foge aos modelos tradicionais de encenação, o espetáculo transita entre os espaços público e privado: a rua, a praça, a casa. A peça fala da rotina caótica da grande cidade, do individualismo e da solidão, da transitoriedade das relações afetivas. Com texto de Jonathan Andrade e direção de Francis Wilker, ‘Entrepartidas’ estreou em Brasília, em abril de 2010. Em seguida, participou da mostra local do projeto Palco Giratório do SESC DF e do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea. Em 2011, participou da mostra Concreto em 7 atos, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) Brasília, e foi vencedor do Prêmio SESC do Teatro Candango 2011: melhor espetáculo, direção, dramaturgia e ator. No mesmo ano, o espetáculo foi tema de debate no Festival Internacional de Teatro de Cádiz, na Espanha. Em 2012, foi apresentado nas unidades do SESC DF e convidado para participar em Goiânia da mostra de teatro da Aldeia Diabo Velho do SESC GO. Do ponto de vista da pesquisa de linguagem, ‘Entrepartidas’ é um espetáculo que possibilita ao público a fruição das diferenciadas dinâmicas do fazer teatral, retrato da pesquisa de linguagem que tem pautado o teatro brasileiro contemporâneo e criado novos significados para o encontro entre obra de arte e público.

Sobre o Teatro do Concreto

Ao longo dos últimos 13 anos de atividade, o Teatro do Concreto contribuiu para a renovação da linguagem cênica na região Centro-Oeste, com o fortalecimento do teatro de grupo, influenciando artistas, grupos e projetos na área de artes cênicas. Sua trajetória acumula oito criações e quatro publicações, que se destacaram na cena regional e nacional e também fora do país, levando o coletivo a ser reconhecido como um dos mais importantes grupos de teatro brasileiros. Sua produção é fortemente marcada pela contínua pesquisa de linguagem, em busca de espaços alternativos para encenação e da relação ativa com o espectador. Em geral, os espetáculos do grupo resultam de longas pesquisas que duram em média de dois a três anos. Segundo o jornalista e crítico Celso Araújo, o trabalho do grupo é “uma das pesquisas mais em evidência de oito anos até hoje”. Para o pesquisador Glauber Coradesqui, “o Teatro do Concreto é um dos principais responsáveis pela retomada, na segunda metade dos anos 2000, do movimento de teatro de grupo no DF”. A estética inventiva, a intensidade com que aborda assuntos relevantes na cena contemporânea e o diálogo com o espaço, marcas do coletivo, foram temas da série Teatro e Circunstância, realizada pela TV SESC em programa do crítico Sebastião Millaré, veiculada em rede nacional.

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