Walace Rocha, 26 anos de idade, configura o cenário da dança desde muito cedo, quando fazia cover de artistas e recebia muitos elogios de quem o assistia. Estudou Ballet Clássico e Jazz para aperfeiçoar os seus passos e nunca deixou o palco.

O dançarino participou de um  concurso de dança em 2013 com uma repercussão bastante positiva que apareceu no vídeo show, no mesmo ano gravou um DVD lançado em 2014 e participou de alguns programas de tv.

O artista desenvolve o seu trabalho no canal do YouTube, apresentando coreografias de artistas famosas, como a Anitta, tendo um grande alcance de visualizações. Walace tem sua agenda comprometida com shows, aulas e ensaios.

Ele conquista todos os seus alunos com o seu carisma e humildade. Também participa de eventos sociais, levando a dança ao alcance de todos e ajuda a arrecadar doações. O seu perfil no Facebook está repleto desses alunos que viraram seus amigos e fãs do seu trabalho.

Eu conheci o trabalho do Walace de perto e resolvi entrevistá-lo para Woo! Magazine.

Marina Andrade – Quando surgiu a paixão pela dança?

Walace Rocha – Costumo sempre relatar que foi a dança que me descobriu. Sempre fui alucinado por música e quando criança fazia cover de artistas que eu gostava e as pessoas me assistiam dizendo que eu tinha muitas habilidades, então resolvi estudar ballet clássico, jazz e nunca mais parei, continuei o meu caminho na dança.

M.A. – Quando percebeu que a dança passou a ser uma profissão?

W.R- Quando recebi meu primeiro cachê (risos). Quando pude perceber que a dança era a fonte de renda de muita gente no mercado e poderia ser inclusive a minha, fui correr atrás desse sonho e investi pesado.

M.A – A profissão artística é bastante desvalorizada em nosso País. O que você pensa a respeito e o que poderia ser feito para mudar?

W.R-  Acho péssimo e  extremamente triste. É inadmissível pessoas saírem do Brasil para tentar carreira fora do País por falta de oportunidade ou coisas do tipo. A mudança é algo médio a longo prazo, pois, devemos apoiar o sindicato, ficar atento às leis e exercer nossa função da melhor maneira possível. Acredito que este seja o caminho. Desde a década de 80, o mercado da dança em geral, possui o (SPDRJ) Sindicato dos profissionais de Dança do Rio de Janeiro, que possibilita muitos benefícios aos profissionais da área.

M.A – Quando surgiu a ideia de gravar vídeos no youtube e o que mudou na sua vida profissional?

W.R- Surgiu de forma muito casual. Uma vez, criei uma coreografia com uma amiga e resolvemos filmar do próprio celular. Ao lançar no youtube, nos surpreendemos com a repercussão positiva. Hoje, o meu trabalho chega a lugares onde eu  nem imaginei, por exemplo, alcancei  pessoas de outros estados e outras cidades. Isso é maravilhoso! Sou muito realizado com esse projeto.

M.A – Como você administra o seu canal e os seus seguidores?

W.R- Procuro sempre alimentar minhas redes sociais com conteúdos diversos: vida pessoal, profissional, algo engraçado do meu dia, novidades, agenda de eventos e outros assuntos. Esforço-me ao máximo para responder meus seguidores, pois este contato é muito importante. Com relação aos vídeos no youtube, o projeto não depende só de mim, por isso não é com a regularidade como eu  gostaria de publicar, por implicar a parte da edição, filmagem, agenda de ensaios, patrocínio, figurino e outros detalhes importantes.

M.A – Você sofre algum tipo de preconceito pelo seu estilo de vida?

W.R-Absolutamente nenhum. O preconceito infelizmente está espalhado  em cada esquina, cada cruzamento, mas nunca tive o desprazer de passar por qualquer situação desagradável ou que tenha mexido com meu emocional. Agradeço a Deus todos os dias e peço muita proteção.

M.A – Qual foi a experiência mais difícil que você enfrentou na sua carreira?

W.R- Sem dúvida, o falecimento da minha mãe. Até hoje é muito difícil pra mim. Me lembro de que no ano que ela faleceu, fiquei muito desorientado, desmotivado e sem chão. Pedi força a Deus pra continuar fazendo pessoas felizes com minha arte e aqui estou eu em minha melhor fase profissional.

Por Marina Andrade