Unir, integrar. Podemos dizer que o Yoga – termo que vem do sânscrito, de origem bem antiga – possui essas duas palavras como significados básicos. Isso porque é essa a filosofia que os estudiosos e adeptos da prática acreditam: há uma interação entre mente, corpo e espírito. A mais pura arte de unir essas três vertentes.

Há ainda duas lendas, segundo a mitologia, que remetem ao termo. A primeira diz que os deuses hindus trouxeram o Yoga para a terra com a finalidade de que os homens, com a prática, evoluíssem como seres conscientes.

A outra afirma que deus Shiva (também da corrente hinduísta) ensinava sua esposa Parvati as posições – chamadas asanas – do Yoga na beira de um lago. Eis que, de repente, um peixe (matsya), que observava Shiva e Parvati de longe, passou a imitá-los e evolui até se transformar em um homem.

De uma forma ou de outra, é do conhecimento de todos que o Yoga é um dos novos tratamentos do ser humano do século XXI. Em uma sociedade que consegue ser cada vez mais barulhenta, estressante e cansativa, e que observa a cada dia o homem moderno modificando seu estilo de vida, nada mais justo do que voltar ao silêncio e se sentir bem e completo(a) com seu eu interior.

O autoconhecimento é um dos grandes presentes que atividade traz. De acordo com a professora Iogue Samira Ribeiro, “a flexibilidade, a agilidade, o melhor controle da respiração e outras melhoras notáveis são adquiridos com a prática e com a própria entrega ao Yoga”. Trata-se de cuidar do corpo de uma maneira completa.

Entrentato o Yoga, para quem não sabe, possui várias vertentes que são seguidas ao redor do mundo. No Ocidente, geralmente é comum a prática do Hatha Yoga, que compreende principalmente em Asanas (posturas e movimentos corporais) e Pranayama (exercícios respiratórios). Mas, para além disso, há Iyengar, que consiste em realiza a atividade com o auxílio de diversos acessórios como cintos, bloquinhos, almofadões e cadeira e o Vyniasa Yoga, que deriva do Hatha Yoga, mas que difere quanto às constantes transições e planejamento das posturas, por exemplo.

Samira afirma que a busca por estar melhor integrado ao mundo e ao ambiente ao qual se está inserido é uma das premissas do Yoga. Assim, ela acredita que precisamos sempre estar agindo de maneira completa:

“É preciso agir em todas as situações da vida, sejam elas boas ou nem tão boas, de maneira correta, verdadeira, útil e com a máxima entrega de nosso corpo, mente e espírito”

E, para isso, há duas ferramentas que auxiliam nessa busca: Os Yamas e Niyamas.

Yama (restrição) refere-se ao que é preciso eliminar ou controlar no dia a dia na relação do “eu” com o “outro”, sendo que, às vezes, o “outro” são os próprios pensamentos do indivíduo. Já a Niyama (observância), indica o que devemos promover e estimular em nós mesmos para alcançar o equilíbrio.

E não para por aí. Há outros princípios difundidos pelo Yoga que são dicas para se levar na vida. São eles:

  • Ahimsa: não agredir (de qualquer forma que seja), qualquer criatura;
  • Satya: buscar a verdade e sempre usar da veracidade, não importando as consequências;
  • Asteya: não roubar (não criar o sentido de posse);
  • Brahmachayra: conduta de contenção, castidade;
  • Aparigraha: não cobiçar ou ser avarento.
  • Saucha: pureza;
  • Santosha: contentamento;
  • Tapas: austeridade;
  • Svasdhyaya: autoconhecimento e estudo das escrituras;
  • Ishvara Pranidhana: entrega ao Senhor.

Não há idade, peso ou qualquer outro empecilho para quem quer conhecer e executar o Yoga. Basta vontade de se conhecer melhor e alcançar o equilíbrio.

E aí, ficou com vontade de conhecer mais dessa prática tão saudável e prazerosa? Experimente! É possível fazer até em casa!

Namastê! 😉


Por Michele Matos