Em sua primeira exposição individual em São Paulo, o artista apresentará obras recentes, dentre pinturas e uma instalação, que ficará no jardim da instituição

O Centro Cultural São Paulo está recebendo a exposição “Objetos sobre arquitetura gasta”, a primeira exposição individual do artista plástico André Griffo em São Paulo. Na exposição, que integra I Mostra do Programa de Exposições 2017 do centro cultural, serão apresentadas obras produzidas recentemente, sendo quatro pinturas, uma delas inédita, e uma instalação.

“Os trabalhos fazem parte da minha atual pesquisa e este projeto almeja estabelecer um relacionamento com o público que permita o seu engajamento na proposta artística”, diz o artista.

André Griffo, que é representado pela galeria Athena Contemporânea desde 2013, já realizou exposições em importantes museus e centros culturais, como no Museu de Arte do Rio (MAR), no Museu da República e na Caixa Cultural, ambos no Rio de Janeiro. Também participou de uma mostra coletiva no Paço das Artes, em São Paulo, mas nunca havia realizado uma individual na cidade.

Na exposição “Objetos sobre arquitetura gasta”, o artista apresenta quatro pinturas, produzidas em 2016 e 2017, que representam espaços desocupados. O que interessa ao artista são os vestígios ali deixados. “O processo é iniciado com a procura de edificações desabitadas para o registro fotográfico (e posterior reprodução em pintura) dos locais onde sejam percebidos sinais das ocupações passadas, evidentes na arquitetura e ou nos objetos remanescentes”, explica o artista, que busca o silêncio em suas obras.

Na exposição, é apresentada, ainda, a instalação “Predileção pela alegoria – Andaimes” (2016), toda feita em ferro, que estará nos jardins do Centro Cultural São Paulo. A obra, que já foi mostrada nos jardins do Museu da República, no Rio de Janeiro, no ano passado, é composta por andaimes utilizados para construção e reparo de edificações, que são modificados com a inclusão de elementos provenientes da arquitetura gótica. Existe um contraponto entre o que é funcional e o que é estético. “Os ornamentos, elementos combatidos pela arquitetura funcionalista, modificam a estrutura dos andaimes, uma vez que suas aparições tornam-se corpos estranhos à armação, ao mesmo tempo que a estrutura modular modifica a natureza decorativa dos arcos, inserindo os elementos estéticos num contexto que não lhes são nem um pouco usual”, conta o artista.

Para o artista, existe um diálogo entre as obras da exposição, mesmo se tratando de suportes diferentes. Além de todas tratarem do tema da arquitetura, em uma das pinturas, por exemplo, há elementos góticos, que também estão presentes na instalação.

Sobre o Artista

André Griffo foi bolsista no Programa de Aprofundamento da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2013), com os professores Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e Marcelo Campos, mesmo ano em que realizou suas primeiras exposições individuais “Commando”, pelo edital de ocupação da Galeria de Arte Fernanda Perracini Milani, Prefeitura de Jundiaí, SP e “Reúso e Retardo”, na Galeria Athena Contemporânea no Rio de Janeiro.

Em 2015, realizou as exposições individuais Intervenções pendentes em estruturas mistas – Palácio das artes, BH, “Predileção pela Alegoria”, na Galeria Athena Contemporânea e “Engenho Maratona”, na Universidade de Barra Mansa, RJ.

Ano passado, participou das exposições coletivas “Ao Amor do Público I – Doações da ArtRio (2012-2015) e MinC/Funarte”, no Museu de Arte do Rio (MAR), instituição que possui obra do artista em seu acervo, e “Intervenções”, no Museu da República, Rio de Janeiro. Outra mostra coletiva que integrou, foi “Instabilidade Estável”, em 2014, proposta pela curadora Juliana Gontijo para a Temporada de Projetos do Paço das Artes, em São Paulo. Em 2015, participou da exposição coletiva “Aparição no Espaço”, na Caixa Cultural, Rio de Janeiro, de curadoria de Fernanda Lopes e recebeu o Prêmio Especial do Júri no 47º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, SP

Entre os prêmios, em 2012, recebeu o da Leitura Pública e Análise de Portfólios no 44º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, SP e foi indicado ao Prêmio Investidor Profissional de Arte, PIPA, em 2014.

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