Imagine um mundo sem internet, sem facebook, sem instagram nem Snapchat, em que você tivesse que ligar para falar com um amigo, ou combinar de se encontrar pessoalmente, para mostrar as fotos de sua viagem. Notícias? Só possíveis por telefone ou carta. Imaginou? Sim, esse mundo existiu e não faz muito tempo: cerca de 25 anos atrás, o mundo era assim.

O aparecimento da internet mudou totalmente a relação entre as pessoas, os negócios, a forma de se atualizar sobre as notícias, a economia, a mensuração de valor de uma empresa, o aprendizado e a velocidade da vida.

Tivemos ganhos enormes e as mudanças foram muito rápidas, e uma onda que carregou o mundo inteiro para uma realidade totalmente nova. Tivemos muitos ganhos com toda essa mudança, porém, como consequência, alguns limites foram quebrados, trazendo junto alguns efeitos colaterais.

Hoje, vivemos em um mundo onde tudo é filmado, fotografado, documentado, mapeado e monitorado. As informações chegam incessantemente. Falamos com dezenas de pessoas ao mesmo tempo, através do whatsapp. Não admitimos fazer um belo passeio sem tirar uma foto e colocar no Facebook ou Instagram para os amigos curtirem. Enfim, o modo de viver – interagir – mudou totalmente. A intensidade das relações também. Se antes tínhamos um pequeno grupo da escola, do clube, do bairro, hoje temos centenas de amigos virtuais, vários grupos de discussão e inúmeros curtidores de nossos movimentos e fotos.

Todo esse excesso já está resultando, segundo estudos recentes, em aumento de ansiedade, depressão e déficit de atenção. Segundo pesquisas publicadas pelo jornal Daily Mail, em média, olhamos 150 vezes para nossos celulares, ao longo do dia, para checar mensagens. Esse hábito já está trazendo alguns malefícios:

Acne: a tela dos celulares possui muitas impurezas que, ao contato com a pele, provocam inflamações.

Problemas de coluna: como abaixamos a cabeça para ler mensagens no celular, essa postura pode provocar compressão dos nervos da região, provocando dores de cabeça e rigidez no pescoço.

Prejudicam o sono: as luzes do aparelho interferem na produção de melatonina, hormônio do sono, provocando insônia.

Prejudicam relacionamentos: aquela cena de todos, numa mesa, olhando seus celulares e sem conversar está cada vez mais comum. O uso excessivo de smartphones faz com que as pessoas não deem atenção para os amigos que estão fisicamente presentes.

Certamente não podemos mais abrir mão da internet e ficar totalmente offline, porém, o equilíbrio é necessário. Para conseguir esse ponto do meio, siga estes passos:

Programe seu celular para desativar todas as notificações. Isso evitará que você seja interrompido toda vez que um e-mail ou mensagem chegar.

Delete os aplicativos que não são realmente necessários.

Não utilize seu celular ou tablet na hora de dormir. Está comprovado que a luz da tela de celulares e tablets é prejudicial à rotina do sono e aos seus olhos.

Deixe de usar o celular como despertador. Compre despertadores convencionais e deixe seu celular longe de você, durante a noite.

Coloque seu celular no modo “avião” durante uma hora por dia e evite que você seja interrompido o tempo todo por mensagens e notificações.

Deixe seu celular em casa de vez em quando. Você vai ver como isso cria uma sensação de paz e calma.

Por Silvia Ferrari