“Who That’s My Girl”?

Para quem não as conhece, Fifth Harmony é uma girl group estadunidense, formado na segunda temporada do reality show The X Factor USA“. Composta por Ally Brooke, Normani Kordei, Lauren Jauregui e Dinah Jane, o grupo veio ao Brasil pela segunda vez, para três apresentações da PSA Tour. A formação original incluía Camila Cabello, que anunciou sua saída oficialmente em dezembro de 2016. Com o perdão da palavra, ela não tem “culhão” para segurar uma carreira solo, mas vamos seguir o baile… ou seria o show?

O primeiro lugar a recebê-las foi o Km de Vantagens de Belo Horizonte, no dia 04. Ontem (06/10), aconteceu o show no Km de Vantagens do Rio e hoje, o show das meninas acontece em São Paulo durante o festival Villa Mix. Para os dois primeiros, o cantor Alex Aiono foi convidado para fazer a abertura. Com mais de 5 milhões de inscritos em seu canal do YouTube e famoso por seus vídeos de covers, ele foi o responsável em animar o público que já se esgoelava sem dó alguma. Com contrato fechado com a Universal Music e 5 singles já lançados, foi apresentação da música “Does It Feel Like Falling (feat.Trinidad Carnoda)” que mais animou a plateia.

Depois do show de abertura, os fãs ainda aguardaram um pouco mais de trinta minutos para que, enfim, as meninas do Fifth Harmony subissem ao palco. Quando a intro começou, o público voltou a se alvoroçar e quem não estava acostumado, acabou perdendo um pouco da sua audição. Com seus looks prateados, elas surgem por meio de uma plataforma que as elevam ao topo de uma escada que, além do telão, era a única composição de palco. Vale dizer que quem estava fazendo a iluminação de foco direcional nas meninas, na verdade estava era passando vergonha, pois estava muito ruim. Só ainda não sabemos quem a fez, nem se essa vergonha foi passada no crédito ou no débito.

Brincadeiras a parte, e deixando de lado essa iluminação, voltemos a falar do show. De maneira bem simples o show seguiu da melhor maneira possível para os fãs e para elas. Ter suas músicas cantadas em alto e bom som por várias pessoas que não falam sua língua deve ser uma sensação incrível. E não faltaram “obrigados” e “te amo” por parte delas. Todas ganharam do público o famoso “fulana eu te amo”. Ally e Normani dominaram o palco com sua simpatia, Dinah foi sorridente, mas seguiu o “protocolo” e a Lauren se manteve com cara de poucos amigos o tempo todo.

Elas seguiram o set list divulgado pelo Twitter do fã club brasileiro (@5HBrasil). Nas duas primeiras canções “Work It” e “Bo$$” era praticamente inaudível por conta do coro da plateia. E se normalmente temos os hits cantados com mais força, nesse show não foi o caso. Todas as 21 músicas apresentadas teve coro de uma plateia energética. Teve participação de um fã durante a apresentação de “Lonely Night”, duas pausas e a apresentação chegou ao fim com seu “bis”. A plateia até tentou puxar “That’s My Girl“, mas esse hino ficou de fora da apresentação. Ao som de “Bridges” e uma chuva de papel picado, as meninas agradeceram muito e levantaram a bandeira do Brasil e a bandeira da representatividade LGBTQs.

Ao vê-las pela primeira vez, podemos concluir que existe uma valor bem grande em suas imagens. O primeiro é o fato de não fazerem parte do padrão imposto de beleza. Na casa dos 20 anos, as meninas apresentam corpos bem diferentes em tudo, da forma até cor do cabelo. Isso cria uma boa ID para cada uma de maneira individual e as fortalece como um grupo. A segunda é “nada de mega produção”. Ao contrário do esperado, o show foi bem simples, pois o objetivo era usar a música para entreter por sua sonoridade e não por uma alegoria a ser criada.

Nessa ocasião também foi possível ver uma enorme quantidade de crianças e pré-adolescentes, acompanhados de seus responsáveis, que se identificam com suas “divas”, dividindo harmoniosamente o ambiente com casais gays que trocavam carinhos durante o show. Seria essa uma geração mais respeitosa? Não sabemos dizer, mas o clima de felicidade e animação contagiaram o lugar, não dando espaço para nenhum tipo de preconceito. Em tempos de ódio e aversão ao amor e à liberdade igualitária, temos artistas, como o quarteto do Fifth Harmony, que faz questão de serem, a sua maneira, ativistas.