Vocês têm medo de palhaço, caros leitores? Em suas infâncias, essas figuras eram representações de medo ou alegria? E aí?! E papel de palhaço, já fizeram? Nosso Bookland de hoje vem falar desses seres, ora alegres, ora aterrorizantes que fulguram o imaginário popular independentemente da idade que tenhamos.

Mas… de onde vêm os palhaços? Reza a lenda que eles apareceram por primeira vez na Grécia antiga. E faziam parte das comédias teatrais cujo objetivo era entreter o público logo após uma tragédia (do teatro, ok?!) ter sido apresentada.

Com o andar dos anos eles passaram a se tornar mais populares saindo do mundo teatral e aportando nas artes plásticas, no universo mambembe e claro, na nossa tão amada Literatura. Fulguraram no Oriente e Ocidente, fazendo parte de clássicos literários desde o Barroco até a nossa Modernidade.

E nós, que não somos bobos nem nada, resolvemos pegar carona no sucesso It- A coisa, para desvendar um pouco mais sobre essas figuras lendárias. E mostrar que, literariamente, elas também fazem um sucesso danado. Então?! Preparados para dar uma voltinha no tempo?

Os palhaços de William Shakespeare:

O papel do bufão esteve sempre presente nas narrativas Shakesperianas. Popularmente conhecidos como “Bobos da corte”, eles aparecem em várias obras do dramaturgo inglês. Podemos encontrá-los em: Rei Lear, Otelo e Hamlet.

Os palhaços de Ariano Suassuna:

Brasil, meu Brasil brasileiro”, porque em nossa terra também fazemos boa literatura. Nosso sertão é recheado de cordéis, no qual o palhaço é figura fundamental. E partindo dessa premissa que Ariano Suassuna genialmente construiu o mundo teatral de “O auto da Compadecida”. Afinal, a história de Chicó e João Grilo é narrada por um palhaço cujo alcunha, vejam só, era Palhaço.

Arlequim, Pierrot e Colombina:

Nascidos da Commedia dell A’rt – gênero que surgiu na Itália do século XVI – Arlequim, Pierrot e Colombina são figuras centrais de um triângulo amoroso vivido por serviçais (fazendo uma sátira aos movimentos sociais da época).

Doutores da Alegria:

A trupe é composta por pessoas dedicadas a levar um pouco de alegria e conforto aos pacientes de diversos hospitais do Brasil. Com a única missão de fazer rir, eles “invadem” as alas médicas fazendo com crianças (e adultos), muitos deles com doenças graves, tenham um pouco de alegria nesse momento tão delicado de suas vidas. Afinal, “rir é o melhor remédio”. E como tudo que é bom, perpetua, nossos palhaços da alegria lançaram o livro “O livro dos segundos socorros”, uma obra feita com muito carinho e dedicação, cheia de desenhos coloridos e muita comédia.

Coringa:

Porque é óbvio que não deixaríamos faltar essa figura ilustre na nossa listinha. Ele apareceu pela primeira vez nos quadrinhos de estreia de Batman. E foi um personagem tão marcante, que já teve diversas [re]impressões no cinema mundo afora. Caracterizado pela loucura, tendo a ironia como marca d’água, Coringa é um dos mais famosos palhaços de todos os tempos.

Caim:

Carlos Ruiz Zafón, autor conhecido pelo Best-Seller A Sombra do Vento, também não ficou de fora da onda dos palhaços. E em seu livro “O príncipe da Névoa” temos Caim. Um ser maligno que pode se transformar em qualquer coisa. Ele faz parte de uma das passagens da obra cujo ambiente é um circo ambulante. Palhaço que tem feições inumanas, Caim não esboça nada daquela alegria convidativa dos artistas circenses. Com o resto pintado de branco e vermelho podemos dizer que ele seria um jovem (e talentoso) aprendiz do nosso último integrante dessa lista.

Pennywise:

Stephen King mestre do terror e do sobrenatural, nos presenteou com essa obra sublime. It- A coisa, que já foi série e agora arrebatou as bilheterias do cinema internacional, trouxe à tona um dos palhaços mais assustadores da Literatura. Pennywise é um ser que aparece a cada 27 anos. A criatura se alimenta dos medos das pessoas e sabendo que crianças são sucessíveis a todo e qualquer susto, porque não um palhaço?!

Aliás, Pannywise não é o único palhaço que aparece nas obras de Stephen King. Em Mr.Mercedes, Brady Hartsfield (o maior psicopata já conhecido na Literatura), simplesmente atropela com uma Mercedes (a mesma que dá título a obra) oito pessoas que estão em busca de uma oportunidade de trabalho. Dentre as vítimas, uma mãe com um bebê de colo. E o que Hartsfield usa no rosto para não ser identificado? Sim, meus caros, uma máscara de palhaço.

Nós sabemos que deixamos passar uma infinidade de personagens cruciais na nossa literatura. Alegres, tristes ou aterrorizantes, os palhaços fizeram (ainda fazem) história. As escrevem com risos e lágrimas. E nós tínhamos, que em algum momento, lembrar de sua importância.

E se vocês se recordam de algum palhaço que marcou suas vidas e que não entrou na nossa lista, deixem seu comentário. Nós adoraríamos saber.