Genderless, ou simplesmente moda sem gênero, é uma das maiores tendências do momento e vai muito além do quesito estilo. É sobre comportamento, identidade e liberdade.Dos grandes nomes, passando pelas fast fashions e novos estilistas, cada vez mais a criação tem apostado em roupas com fluidez do gênero

Tudo começou no inverno de 2013 quando Jonathan Anderson desfilou meninos de vestidos, tops e shortinhos de lã com babados, na Semana de Moda de Londres. Naquela temporada, as roupas para garotos se misturaram ao que se entende como ladylike. O desfile foi um sucesso e depois disso, o debate sobre gênero tomou conta do circuito fashion.

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A Hood by Air foi inspirada pela temática e sob o comando de Shayne Oliver, a grife revolucionou na  Semana de Moda de Nova York.  O destaque foram peças desestruturadas que servem em qualquer tipo de corpo e modelos de todas as cores.

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Com todo o buzz em cima desses estilistas, grandes marcas começaram a namorar a ideia. Givenchy, Prada, entre outras, apresentaram looks masculinos e femininos na mesma coleção, sem designação de gênero. Paralelamente aos desfiles, nas ruas e nas revistas, um nome de peso começou a figurar como adepto desse comportamento. , é frequentemente clicado com saias e vestidos, mostrando que encaixar padrões de gênero limita todo o potencial criativo do vestir de cada um.

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Não demorou muito para que as redes de fast fashion já começassem a lançar coleções especiais com a temática. A Zara lançou uma linha polêmica que se autodenominava genderless. A adição da palavra emprestada do inglês gerou revolta em alguns dos clientes da marca. Isso aconteceu porque, apesar da boa intenção, as roupas não passavam de moletons, camisetas e calças jeans – peças há anos usadas por homens e mulheres.

Com muitas marcas querendo aproveitar o timing para surfar essa onda e vender, houve um pouco de desentendimento em achar que era uma tendência como o cropped ou saia lápis. Genderless não é apenas sobre vestir, é sobre comportamento. Por isso, muitas marcas lançaram coleções sem muita compreensão do movimento.

A Farm (marca carioca) lançou uma coleção pra lá de colorida recentemente, com a proposta sem gênero. O Emicida também mostrou uma coleção bem bacana por um preço acessível no último SPFW.

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Por Luana Benedito

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