Jane Austen foi uma escritora inglesa que fez obras belíssimas. Seus livros são românticos, mas com um cunho independente e que usualmente tem mulheres como protagonistas. Os produtores da sétima arte a descobriram faz algum tempo e isso tem sido um grande ganho para o público.

Uma de suas principais obras, talvez a mais famosa, é “Orgulho e Preconceito”. O texto já ganhou diversas adaptações no cinema, na TV e no Teatro. Uma das mais conhecidas conta com a atriz Keira Knightley, como a personagem principal, e com Matthew Macfadyen como o galã do filme. A história é sobre uma família com cinco filhas, que recebem uma boa criação, com o objetivo claro de se casarem, mas a segunda delas, Elizabeth, contesta o casamento sem amor e outros conceitos da época, ainda que ao longo da história acabe irremediavelmente apaixonada por Sr. Darcy.

“Emma” é mais uma obra que teve várias adaptações. Uma bem fraquinha, e mais fiel ao livro, foi lançada com a atriz Gwyneth Paltrow em 1996. Ela conta a história de uma moça de família que está mais interessada em assumir um papel de casamenteira do que se casar. Mesmo com pouco pouca experiência sobre o amor, ou melhor nenhuma, Emma se mete em compromissos que não lhe interessam, tenta fazer com que amigas se casem com pessoas que não gostam, e julga sem conhecer o caráter dos outros de fato.

Uma versão mais contemporânea de Emma foi lançado em 1995, com o título “As Patricinhas de Beverly Hills”. Sim, o filme que passava pelo menos 10 vezes ao ano na Sessão da Tarde é uma adaptação do clássico de Jane Austen. Nesse filme acompanhamos Cher, interpretada por Alicia Silverstone, tentando dar uma de cupido atual e escolhendo com quem suas amigas deveriam sair ou não, e também com problemas para julgar caráteres e escolhas alheias. O filme acaba sendo muito distante do livro, mas em sua essência quem leu Emma pode acabar reconhecendo algumas situações e personagens ali.

Há um último longa que não é tanto sobre uma obra de Jane, mas sim sobre um momento de sua vida. “Amor e Inocência” é divulgado como sendo a cinebiografia da autora, baseado em algumas cartas escritas por ela, mas não há comprovação oficial. Com Anne Hathaway, como Jane, e James McAvoy, como Tom Lefroy, o filme retrata o que teria sido o único amor da escritora por um homem inteligente e espertão, alguém totalmente distinto do que sua família esperava. Lamentavelmente, eles acabam por não ficarem juntos, mas rendem uma belíssima história de amor.

Em sua época, Jane cravou seu nome na literatura. Fez algo visto como impossível: em um período que as mulheres nem sequer sabiam ler ou escrever, ela fez um livro e o publicou. Atualmente, a escritora fixou-se como uma grande autora e fonte inesgotável de grandes projetos.