Sem dúvidas, 2017 foi um ano de grandes lançamentos de games. Não faltaram lançamentos inesquecíveis e, principalmente, franquias que se redimiram de títulos que deixaram a desejar – como “Resident Evil” e “Assassin’s Creed”, por exemplo. Mas não é dos gigantes da indústria gamer que viemos falar hoje – vamos falar sobre jogos indie.

Quase por padrão, os jogos independentes contam com bem menos verba e nem sempre conquistam a atenção de grandes distribuidoras para terem seus projetos lançados no mercado – contando em vários casos, inclusive, com financiamento coletivo. Ainda assim, desenvolvedores independentes usam de sua criatividade, para nos entregar uma diversão completamente diferenciada dos jogos de grande porte, conhecidos como Triple A, (os jogos “hollywoodianos”, por assim dizer).

Os games indies se destacam pela criatividade no uso de menos recursos, que muitas vezes se destacam por uma direção de arte mais “alternativa” ou até retrô, e também por narrativas que em alguns casos abordam temas mais sérios, que dificilmente vemos em jogos de grandes desenvolvedores. Listamos a seguir quatro lançamentos de jogos independentes em 2017 que mais se destacaram.

Cuphead 

O indie queridinho de 2017 faturou diversos Game Awards: Melhor Jogo Indie, Melhor Jogo Indie de Estreia e Melhor Direção de Arte. A jornada de Cuphead e Mugman, chamou a atenção do mundo gamer, não só por sua arte e música, que nos remete legitimamente à animação clássica dos anos 1930, como também por ser um game extremamente desafiante. Embora seja um daqueles jogos que, visivelmente, “não é para todos”, como um “Dark Souls” da vida, é um jogo difícil, mas justo: você sabe, ao jogar que quando perde a culpa foi sua. Soa deprimente, mas não tem nada mais recompensador do que passar daquela fase com nossa, err… caneca favorita.

Night in the Woods 

Com um grande foco na história, além de seu visual peculiar, “Night in The Woods” nos conta a história de Mae Borowski, uma (literalmente) gata, que larga a faculdade, voltando para sua cidade natal. No entanto, Possum Springs não é mais a mesma. A cidade perdeu sua principal atividade econômica, mudando radicalmente a vida de seus habitantes. O jogo de aventura, focado em exploração, foi financiado coletivamente, via Kickstarter, conseguindo arrecadar em 30 dias 400% a mais de sua meta inicial de 50 mil dólares (que foi atingida em meras 26 horas, aliás).

Thimbleweed Park

Desenvolvido por Ron Gilbert e Gary Winnick, “Thimbleweed Park” é outro jogo que obteve sucesso em campanha de financiamento coletivo. Afinal, ver as pessoas por trás de jogos clássicos como “Monkey Island” e “Maniac Mansion” é um grande incentivo para acreditar no projeto, não? Com gráficos e mecânicas que, de fato, lembram estes títulos do passado que acabamos de mencionar, “Timbleweed Park” é um jogo onde você explora a decadente cidade que dá nome ao jogo, controlando diversos personagens para resolver um misterioso assassinato. O jogo se destaca por combinar senso de humor ao clima pesado do cinema noir.

Hellblade: Senua’s Sacrifice

Uma guerreira caída numa jornada ao inferno, aprisionada por sua loucura. “Hellblade” mostra a jornada de uma heroína acorrentada pela insanidade e entrega um jogo graficamente tão bem executado, que poderia ser facilmente confundido com um triple A. De fato, a criadora de “Senua’s Sacrifice” chegou a citar que, para seu estúdio, o modelo triple A não funcionaria, pois nele não se tem controle criativo sobre o jogo em desenvolvimento. O esforço em desenvolver o título de forma independente vingou: o título chegou a faturar o prêmio de Jogo de Impacto Social (Game for Impact) no último Game Awards, enquanto Melina Juergens, que interpretou a protagonista Senua, saiu com o prêmio de Melhor Performance.

Estes são apenas alguns títulos independentes que se destacaram. Houveram outros grandes lançamentos, como o belo e assustador “Little Nightmares” e “Golf Story”, RPG exclusivo do Nintendo Switch, e se você quiser ver estes ou outros títulos abordados futuramente, avisem nos comentários!