Fale todas as línguas, respeite

Essa é uma coluna que fala sobre o que acontece no mundo da internet, as brincadeiras, casos interessantes e virais que tomam certas proporções e precisam ser notificados. Entretanto, como toda brincadeira tem seus limites, vamos falar do nosso:

Decidimos utilizar essa mesma coluna para demonstrar que é possível existir equilíbrio em qualquer lugar. Sendo assim, hoje não estamos aqui para ajudar a propagar um acontecimento engraçado, aumentando as visualizações sobre tais coisas e, sim, para questionar e/ou apoiar a atitude de certas pessoas que começaram a debater assuntos importantes que estão ganhando mais espaço nas redes sociais.

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Um dos pontos que chama mais atenção atualmente, é o questionamento de muitos homens devido ao “boom” que a união das mulheres em prol de seus direitos vem provocando em todo o mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, além de muitos considerarem a luta uma grande frescura, termos como “mimimi” e “Frescurite” fazem parte de discussões sem nenhum intelecto através das redes sociais. Em casos mais sérios, alguns chegam a destratar as pessoas partindo para agressão verbal através de mensagens e, até mesmo física, quando se encontram. Claro que não são todos os homens que realmente pensam e agem assim, mas uma grande parte da sociedade ainda mantém essa atitude retrógrada que de nada mais serve do que entretenimento forçado para manter vivente o mesmo discurso de ódio que serve como engodo para os pobres de consciência há séculos.

De certo, precisamos ser honestos e deixarmos claro que algumas mulheres também agem contra sua própria causa, refutando algumas ideologias muitas vezes de forma constrangedora, como aconteceu recentemente no caso estupro coletivo da menina no Rio de Janeiro, que mostrava diferentes mulheres pedindo justiça para o caso, enquanto outras qualificavam a vítima como culpada utilizando pouquíssimos argumentos.

Não é segredo para ninguém a infindável luta das mulheres pelos seus direitos, direitos de igualdade, suprimidos há séculos em muitas nações. A luta, como movimento, começou em 1798 durante a Revolução Francesa, mas data-se de muito antes, devido a absurdos sofrido por essas perante a opressores que se julgam homens. A luta continua até hoje, expandindo-se e fortalecendo-se cada vez mais em todo o mundo, mas ainda sofre enormes impedimentos, inclusive pelas próprias mulheres. Cada reivindicação conquistada é merecedora dos degraus galgados, mas muito ainda precisa acontecer, uma vez que o direito de igualdade é apenas uma das metas.

Para os homens que questionam a atitude de cada uma dessas mulheres, seja por rede social ou enfrentamento pessoal, considerando banal a luta pela causa, segue abaixo uma lista que serve como reflexão, contendo os 12 direitos das mulheres de acordo com Organização das Nações Unidas (ONU):

  1. Direito à vida.
  2. Direito à liberdade e à segurança pessoal.
  3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
  4. Direito à liberdade de pensamento.
  5. Direito à informação e à educação.
  6. Direito à privacidade.
  7. Direito à saúde e à proteção desta.
  8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar a sua família.
  9. Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
  10. Direito aos benefícios do progresso científico.
  11. Direito à liberdade de reunião e participação política
  12. Direito a não ser submetida a torturas e maltrato

Diante essa lista, pergunto eu: qual o problema em criarmos uma relação de direitos iguais?! Não direciono isso somente às mulheres, mas a tudo. Somos todos iguais, mesmo que muitos inundem os comentários abaixo reclamando sobre isso. É nítido o suor no rosto de cada um, independente de sexo, cor ou credo. O líquido transparente que desce na face de um e/ou o vermelho que corre no corpo do outro, é igual em todos. O tempo de estudo é o mesmo e o resultado final de um determinado trabalho também precisa ser. A dedicação está aí para isso. Se alguém não alcançar o resultado, que não seja contestado pela cor de sua pele, opção sexual ou escolha religiosa, mas por sua capacidade e nada mais que isso.

Pra quê temer a igualdade dos direitos, uma vez que ela beneficia a todos? Qual o problema em não aceitar que as mulheres tenham as mesmas possibilidades, que os negros possam trabalhar e ganhar os mesmos salários ou que os gays tomem opiniões importantes que possam mudar o direcionamento do mundo? A guerra para provar certas capacidades, seja desses citados ou de muitos outros, proporciona um único significado: O medo de torna-se obsoleto perante pensamentos que tem tudo para provar-se mais eficaz.

Pra que temer a igualdade dos direitos, uma vez que ela beneficia a todos? Qual o problema em aceitar que as mulheres tenham as mesmas possibilidades, que os negros possam trabalhar e ganhar os mesmos salários ou que os gays tomem opiniões importantes que possam mudar o direcionamento do mundo? A guerra para provar certas capacidades, seja desses citados ou de muitos outros, proporciona um único significado: O medo de tornar-se obsoleto perante a pensamentos que tem tudo para provarem-se mais eficazes.

Se for lutar, lute à altura. Prove sua opinião com honestidade, sinceridade e, principalmente, respeito. Afinal de contas, somos todos humanos e essa continua sendo uma única espécie.

Segue abaixo um vídeo da cantora e youtuber, Mariana Nolasco, que mostra que o respeito fala todas as línguas.