• Data: de 21 a 23 de julho
  • Local: Igrejas e patrimônios turísticos selecionados (Veja programação)
  • Cidade: Amarante
  • País: Portugal – Europa
  • Informações: Site Oficial

Realizado anualmente desde 2004, o MIMO Festival sempre esteve intrinsecamente associado ao patrimônio, à cultura e à educação. Todas as atividades são oferecidas gratuitamente ao público e acontecem em cidades com forte valor histórico e reconhecidas mundialmente pela preservação de seus patrimônios culturais. Todas as atividades do MIMO são oferecidas gratuitamente ao público. Sua extensa programação, dedicada à música instrumental, erudita e popular, reúne concertos de nomes consagrados e novas tendências do Brasil e do exterior.

O festival ocupa, com excelência, espaços representativos dos locais onde se realiza, como igrejas, museus e parques. As atividades promovem a reflexão sobre a diversidade da produção artística local e dos diferentes panoramas mundiais, atendendo a vários públicos durante a sua realização. Em 2016, o MIMO concretizou seu processo de expansão internacional, chegando à Europa. Portugal foi escolhido pelas afinidades com o Brasil e o perfil do festival. Amarante, uma bela cidade da Região Norte do país, berço de ilustres nomes da cultura portuguesa e com construções que respiram história, recebeu a primeira edição do festival em terra estrangeira, reunindo 24 mil espectadores e apresentando atrações de luxo, como Pat Metheny & Ron Carter, Tom Zé e Vieux Farka Touré. A imprensa internacional cobriu amplamente este lindíssimo evento brasileiro.

O MIMO Festival realizou ainda workshops, a Etapa Educativa e a Chuva de Poesia nas principais cidades. Os números da edição 2016 mostram a vocação do evento itinerante em levar música de qualidade por onde passa: foram 68 concertos e 42 filmes exibidos só neste ano, no Brasil e em Portugal.

Programação Completa

Concertos – 21 de Julho

  • Quarteto Arabesco convida Pedro Jóia (Portugal)
  • Local e Horário: Igreja de São Gonçalo – 18h

O jovem e virtuoso quarteto de cordas, criado em 2006 e que toca com maestria obras dos períodos barroco e clássico, em instrumentos de época, e música portuguesa dos séculos XX e XXI, desde o fado e o jazz à música contemporânea, em instrumentos modernos, tem o aclamado guitarrista Pedro Jóia como convidado especial no concerto “Paixão ibérica”. O Quarteto Arabesco somará neste concerto do MIMO Festival a sua sonoridade à linguagem ornamental de Pedro Jóia, um dos principais nomes da guitarra em Portugal e que assina os arranjos para esta formação, produzindo um resultado notável. O programa traz composições de Luigi Boccherini, Carlos Paredes, Armandinho, Paco de Lucia e do próprio guitarrista.

  • Jards Macalé  (Brasil)
  • Local e Horário: Museu de Souza Cardoso – 20h30

Exímio violonista, arranjador e autor de sucessos eternizados por grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Gal Costa, Luiz Melodia e O Rappa, o irreverente cantor e compositor carioca vive um período de reconhecimento e grande visibilidade de sua obra. Formado na melhor tradição das músicas popular e erudita e com mais de 50 anos de carreira, está sempre se reinventando, tocando ao lado de jovens instrumentistas e atraindo fãs das novas gerações. No concerto, com seu trio, mostrará canções marcantes, como “Vapor barato”, “Mal secreto” e “Negra melodia”. Sempre ligado à vanguarda cultural, tem filmes sobre sua trajetória, como “Jards”, de Eryk Rocha, e o curta “Tira os óculos e recolhe o homem”, que serão exibidos no Festival MIMO de Cinema.

  • Três Tristes Tigres (Portugal)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 22h

A banda, que foi um marco na música pop portuguesa da década de 1990 e alcançou enorme sucesso com o tema “O mundo a meus pés”, ressurge vigorosamente depois de 13 anos longe dos palcos. Liderada pela vocalista Ana Deus e o guitarrista Alexandre Soares, Três Tristes Tigres apresentará, no Parque Ribeirinho, músicas do álbum “Guia espiritual” – considerado pela “Blitz” o melhor disco de 1996 e um dos melhores dos anos 1990 pelo público – e faixas do terceiro CD de carreira, “Comum” (1998). Ao lado de Quico Serrano (teclados), João Pedro Coimbra (percussão) e Rui Martelo (baixo), desfilarão hits, como “Zap canal” e “Colchão de água”, com arranjos que aproximam a interpretação à visão atual dos integrantes.

  • Tinariwen (Mali)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 23h30

Com mais de mil apresentações pelo mundo e um Grammy, a cultuada banda de guitarras tuaregues mostrará em Portugal, em concerto exclusivo no MIMO Amarante, seu novo álbum, “Elwan”. O oitavo disco de carreira foi gravado na França, Marrocos e Califórnia e já é considerado pela crítica como o melhor trabalho do grupo. As músicas do Tinariwen, criado no final dos anos 1970 e liderado por Ibrahim Ag Alhabib, reproduzem os blues dos desertos africanos – tendo como base as melodias e ritmos tuaregues tradicionais e a influência de Dire Straits, Led Zeppelin e Jimi Hendrix – e falam do exílio, rebeldia e do sonho da liberdade de seu povo. Entre os fãs do grupo, destacam-se Robert Plant, Carlos Santana e Thom Yorke.

  • Nação Zumbi (Brasil)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 01h15

O grupo pernambucano, que ganhou projeção ao misturar o maracatu ao rock e à música eletrônica, fez turnês mundiais e teve discos prensados nos EUA, Europa e Japão, volta à cena com álbum de inéditas – o anterior foi “Fome de tudo” (2007) – e novo concerto. Aos 20 anos da morte do líder, Chico Science, investe em uma sonoridade diferente da que a consagrou como expoente do movimento de contracultura Manguebeat, nos anos 1990. Formada agora por Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria), Toca Ogan (percussão), Da Lua e Tom Rocha (alfaias), mostrará as novas músicas – “A melhor hora da praia” e “Um sonho” – e clássicos, como “Manguetown” e “Meu maracatu pesa uma tonelada”.

Concertos – 22 de Julho

  • Coro de Câmara de Lisboa (Portugal)
  • Local e Horário: Igreja de São Gonçalo – 18h

Em permanente atividade, tendo o reconhecimento do público e da crítica e uma trajetória de sucesso em Portugal e no exterior, o grupo de 20 jovens foi criado no Conservatório Nacional de Lisboa, em 1978, pela maestrina Teresita Gutierrez Marques. Interpreta, com excelência, um vasto repertório, que compreende obras da Renascença à atualidade. Para além dos recitais mundo afora, fez diversas gravações em disco e para rádio, televisão e cinema. No MIMO, o Coro de Câmara de Lisboa apresentará um concerto a cappella de música sacra, com peças de grandes autores portugueses e estrangeiros, a exemplo de João Rodrigues Esteves, Diogo Dias Melgaz, Francisco António de Almeida, Maurice Duruflé e Heitor Villa-Lobos.

  • Girma Bèyènè & Akalé Wubé  (Etiópia/França)
  • Local e Horário: Museu Amadeo de Souza-Cardoso – 20h

Titã do ethio-jazz, como o definiu o “Washington Post”, o cantor, pianista e compositor Girma Bèyènè ressurge no panorama da música internacional, ao lado do quinteto parisiense Akalé Wubé, com o álbum “Mistakes on purpose”. Lançado em janeiro, o CD é o 30º volume da célebre coleção “Ethiopiques”, dirigida pelo produtor Francis Falceto. O veterano músico de Adis Abeba, que se consagrou ainda como arranjador na Era de Ouro da Etiópia, nos anos 1960, foi um dos mais criativos e produtivos artistas de seu tempo e sua obra se popularizou através das gerações. O trabalho com os integrantes do Akalé Wubé imortaliza sua reaparição, após o exílio nos EUA e o afastamento das atividades artísticas por quase três décadas.

  • Anne Paceo (França)
  • Local e Horário: Museu Amadeo de Souza-Cardoso – 20h30

Uma das maiores figuras do novo cenário do jazz francês, que se distingue pela trajetória e personalidade singular, a baterista e compositora Anne Paceo já realizou concertos em 41 países de cinco continentes, tem quatro álbuns saudados pela crítica e arrebatou importantes prêmios – o Django de Ouro de “novo talento”, em 2010, e dois Victoires du Jazz, o primeiro em 2011 na categoria “revelação do ano”, e o segundo, em 2016, como “artista de jazz do ano”. Com sólida formação acadêmica, Anne produz uma mistura interessante de tudo o que ouviu ou experimentou, da música clássica ao pop, da world music à eletrônica. Ela apresentará no MIMO seu mais recente álbum, “Circles”, ao lado do novo e virtuoso grupo.

  • Richard Bona & Mandekan Cubano
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 21h30

Exímio contrabaixista, compositor inspirado e dono de uma voz aveludada, ele é um dos mais aclamados nomes do jazz contemporâneo. O artista camaronês consolidou a carreira de sucesso nos EUA a partir de 1999, depois de atuar alguns anos em Paris. Em turnê pelo mundo, Richard Bona une seu inesgotável talento ao virtuosismo da banda formada por instrumentistas de destaque na cena nova-iorquina, Mandekan Cubano, para mostrar seu novo e aclamado trabalho, “Heritage”, dedicado à saborosa sonoridade afro-caribenha. Bona tocou com monstros da música internacional e recebeu importantes premiações, como o Victoires du Jazz (França, 2004), Antonio Carlos Jobim Award (Montreal, 2010) e foi indicado ao Grammy em 2007.

  • Herbie Hancock (EUA)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 23h30

Um dos mais importantes pianistas e compositores da história do jazz, o genial artista dará no MIMO uma abordagem moderna aos sucessos de carreira e músicas do novo álbum, acompanhado por nomes expressivos da música instrumental contemporânea – entre eles, o saxofonista e tecladista Terrace Martin, vencedor de dois Grammy e produtor de famosos rappers, como Kendrick Lamar e Snoop Dogg. Com mais de 50 anos de uma bem-sucedida trajetória, vencedor de 14 Grammy (em 2016, pelo conjunto da obra) e um Oscar, pela trilha sonora de “Round midnight”, o ex-integrante do antológico quinteto de Miles Davis e autor de “Cantaloupe Island” e “Rock it” se revezará neste concerto entre o piano de cauda e diferentes teclados.

  • Hamilton de Holanda & O Baile do Almeidinha convidam Mayra Andrade (Brasil/Cabo Verde)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 01h15

Após o extraordinário sucesso na primeira edição do MIMO Amarante, em 2016, o bandolinista de 10 cordas Hamilton de Holanda & O Baile do Almeidinha regressam ao Parque Ribeirinho, com a participação da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade. Sua voz, como o repertório do baile-show, traz tons radiantes, dançantes, batidas aveludadas e melodias apimentadas. A gafieira moderna, capitaneada pelo instrumentista e compositor carioca – vencedor do Grammy Latino e do Echo Jazz, em 2016 – surgiu no bairro boêmio da Lapa, em 2012, virou ponto de encontro no Rio de Janeiro e foi levada a grandes festivais no exterior, reunindo mais de 150 mil pessoas, que se deixam embalar por clássicos da música brasileira e composições autorais.

Concertos – 23 de Julho

  • Filipe Raposo (Portugal)
  • Local e Horário: Igreja de São Pedro – 16h

Mestre em piano jazz pelo Royal College of Music, de Estocolmo, o músico lisboeta (nascido em 1979), dedicou-se aos estudos de composição na Escola Superior de Música de Lisboa. Despertou para o jazz e o fado, durante a sua formação em música clássica. Aliado aos grandes nomes da música contemporânea, tendo atuado também ao lado dos principais compositores da Revolução Portuguesa (1974), a exemplo de José Mário Branco, Fausto e Sergio Godinho, Raposo desenvolve uma série de trabalhos como arranjador, compositor e pianista. “First falls”, seu primeiro álbum solo, revela uma ampla gama de influências, unificadas pela improvisação. Raposo foi honrado com o prémio da Fundação Amália Rodrigues, sendo esta a confirmação de um jovem e magnífico compositor em diálogo com músicos excepcionais. Com “A hundred silent ways”, projeto que traz para o MIMO este ano, apresentou um trabalho solo, que reflete a sua maturidade e o frescor como compositor e intérprete, tendo sido amplamente elogiado pela crítica internacional.

  • Ala.Ni (Inglaterra)
  • Local e Horário: Museu Amadeo de Souza-Cardoso – 20h

Intérprete elegante e de voz envolvente, inspirada por cantoras de jazz e musicais americanos, como Billie Holiday e Judy Garland, a londrina, de origem caribenha, é uma revelação no cenário europeu. Em turnê para promover o primeiro CD, “You & I” – no qual também brilha como autora – Ala.Ni fará a sua estreia em Portugal, no MIMO. Desde cedo, demonstrava aptidão para as artes e, assim, ingressou na Escola de Teatro Sylvia Young – frequentada, entre outros, por Amy Winehouse. Foi vocalista de Andrea Bocelli, Mary J. Blige e Blur, até sair em carreira própria. Depois de lançar quatro EPs, passou a ocupar espaço nobre na mídia e a seduzir milhares de fãs, inclusive por conta dos vídeos originais que produz.

  • Ricardo Ribeiro (Portugal)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 20h30

Fadista feito “de vísceras e emoções, que já não precisa provar nada a ninguém e pode abraçar a música que quiser” (afirma o jornal “Expresso”), o cantor e compositor lisboeta de 35 anos é hoje um dos maiores representantes do gênero e recebeu duas vezes o Prémio Amália Rodrigues. Indicado ao Songlines Music Awards, como “melhor artista do ano”, pelo álbum “Hoje é assim, amanhã não sei”, ele interpreta, além da música portuguesa, “Serenata do adeus”, de Vinicius de Moraes, o bolero “Voy”, de Luis Demetrio, e “Chanson d’automne”, poema de Verlaine musicado por João Paulo Esteves da Silva. Será acompanhado por Luis Guerreiro (guitarra portuguesa), Rogério Ferreira (viola de fado) e Daniel Pinto (viola baixo).

  • Rodrigo Amarante (Brasil)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 21h45

A caminho de lançar o segundo álbum solo, o cantor e compositor carioca – que integrou a banda de rock alternativo Los Hermanos – saboreia aos 40 anos o recomeço, respaldado pelo reconhecimento da crítica ao minimalista e introspectivo “Cavalo”. O disco foi lançado no Brasil em 2013 e, em seguida, no mercado externo, levando o artista a percorrer os palcos do mundo, a fim de promover a nova sonoridade de seu trabalho. Com o retrocesso da banda e o convite para gravar nos EUA com Devendra Banhart, reencontrou o baterista do Strokes, Fabrizio Moretti, que conhecera em Lisboa, formando com ele a banda Litlle Joy. Em 2008, decidiu se mudar para Los Angeles, onde escreveu as músicas para o primeiro disco do exílio voluntário. Em 2016, Rodrigo ficou mais em evidência no exterior, ao ser indicado ao Emmy como autor de “Tuyo”, tema de abertura da série “Narcos”, e anunciou que já preparava material para um novo álbum. O artista, que carrega Amarante em seu nome, está de volta a Portugal como uma das atrações do MIMO Festival.

  • Céu (Brasil)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 23h

Uma das mais vozes de maior brilho da nova geração, desde que surgiu em 2005, Céu mostrará em Amarante seu mais recente trabalho, “Tropix”. O quarto disco de carreira da cantora e compositora paulistana é unanimidade entre os críticos e assinala sua adesão às batidas eletrônicas. Duas vezes premiado com o Grammy Latino em 2016 – um deles, o de melhor álbum de pop contemporâneo em língua portuguesa – o CD foi indicado este ano ao A2IM Libera Awards, um dos principais da música independente dos EUA (categoria “world music”). Em “Tropix”, Céu mistura referências tropicais à sonoridade eletrônica, revisitando o trip hop dos anos 1990, a discoteca do final dos anos 1970 e o R&B dos anos 1980, com um olhar atual.

  • Manel Cruz (Portugal)
  • Local e Horário: Parque Ribeirinho – 00h15

Poucas figuras da história da música portuguesa se aproximarão do emblemático Manel Cruz. O vocalista, guitarrista e letrista que ganhou notoriedade, na década de 1990, como integrante da banda de rock Ornatos Violeta, fez parte também dos grupos Pluto e Supernada e capitaneou o projeto solo Foge Foge Bandido – mostrando recortes, vozes e memórias de sua trajetória.  Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de histórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta e de quando o seu nome saía naturalmente das bocas do mundo. Em 2015, recarregou suas energias com “Estação de Serviço”, onde reuniu melodias que já sabíamos de cor, novas lengalengas e frases soltas que ficámos com vontade de memorizar. Conhecido também na área de artes plásticas, Manel Cruz andou um pouco afastado do olhar do público, dedicando-se a trabalhos gráficos e trilhas sonoras. Até que surgiu a vontade de criar novas música e editar um disco, previsto para 2018. Além das inéditas do repertório, nesta nova série de concertos ele pretende refrescar a sonoridade de temas conhecidos. Não é certo qual será a próxima estação em que Manel Cruz sairá. Mas sabemos, ainda assim, que será uma inesquecível, tal como a viagem que ele nos proporcionou até agora.

Etapa Educativa – 21 de Julho

  • Máster Classe – Guitarra
  • Por Pedro Jóia (Portugal)

Exímio guitarrista português, consagrado mundialmente como concertista, compositor e camerista, Pedro Jóia ministrará a máster classe de guitarra, restrita a estudantes do instrumento de nível avançado. O repertório é de livre escolha e apenas dois dos inscritos serão selecionados para a participação na aula.

Nº de participantes: 2 executantes e 40 ouvintes
Horário: das 11h às 13h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112 – São Gonçalo

  • Oficina Super 9 Mobile: Novas Narrativas Audiovisuais
  • Por Luísa Sequeira (Portugal)

Ministrada pela diretora e programadora do Super 9 Mobile, primeiro festival em Portugal dedicado ao cinema mobile, e do Shortcutz, que exibe exclusivamente curtas-metragens, esta oficina abordará o uso do telemóvel como ferramenta para o audiovisual e tem como proposta a realização de um filme durante o MIMO Festival 2017. Através de aulas teórico-práticas, Luísa orientará os alunos a utilizarem acessórios como microfones e estabilizadores de imagem, criarem roteiros e editarem imagens. O filme produzido na oficina será exibido no encerramento do Festival MIMO de Cinema, no domingo, 23 de Julho.

Nº de participantes: 12
Esta oficina é dividida em três módulos:

Dia 21 de Julho | 14h às 22h – Aulas teórico-práticas e filmagem durante o MIMO

Dia 22 de Julho | 14h às 20h – Filmagem e pré-edição dos filmes

Dia 23 de Julho | 14h às 18h – Montagem final e exibição pública dentro da programação do Festival MIMO de Cinema.

Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112 – São Gonçalo

  • Workshop: Tambores – Bombos, Alfaias, Maracatus e as tradições Populares
  • Por Mestre Toca Ogan (Brasil)

Profundo conhecedor dos ritmos afro-brasileiros, o percussionista Toca Ogan é um dos fundadores da influente banda brasileira Nação Zumbi, surgida em meados dos anos 1990, no epicentro do Manguebeat. Ele falará sobre o maracatu, suas origens e variedades, além de demonstrar sua estrutura rítmica e prática nos instrumentos de percussão. Neste encontro, dará destaque à alfaia, um tipo de bombo que muito se assemelha aos utilizados na música tradicional portuguesa.

Nº de participantes: 40
Horário: das 15h às 17h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112 – São Gonçalo

  • Oficina de Improvisação: Aplicando o Conceito de Música Aberta
  • Por Walter Areia (Brasil)

O experiente instrumentista, compositor e produtor musical brasileiro, que atuou ao lado de bandas e artistas como Mundo Livre S/A, Alceu Valença, Arto Lindsay e Naná Vasconcelos, ministrará a oficina que se concentra no improviso e na forma de aplicá-lo a um tema musical. Tem como objetivo promover a improvisação através de novos formatos e experiências musicais e a interação dos estudantes na realização musical coletiva, através da composição de um tema ou da adaptação de um já existente. A prática revela o potencial técnico dos participantes, desmistifica o conceito da dificuldade técnica e promove a autoconfiança nos participantes. É indicada a músicos de vários níveis, interessados na prática do improviso.

Nº de participantes: 40
Esta oficina é dividida em dois módulos:

Dia 21 de Julho | 15h às 17h

Dia 22 de Julho | 15h às 17h

Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112- São Gonçalo

  • Workshop: A Bateria no Jazz da Atualidade
  • Por Anne Paceo (França)

Figura de destaque no novo cenário jazzístico, a premiada baterista e compositora francesa desde muito cedo se apresenta com importantes nomes da música internacional. Formada pelo Conservatório de Paris, tendo atuado em 41 países e lançado quatro álbuns elogiados pela crítica, produz uma fusão interessante de tudo o que ouviu ou experimentou, da música erudita ao pop, da world music à eletrônica. A artista abordará a independência motora, na técnica e no trabalho de ritmo, padrões rítmicos e a elaboração de estruturas musicais. Os selecionados para a atividade deverão levar suas baquetas.

Nº de participantes: 40
Horário: das 15h às 17h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112- São Gonçalo

Etapa Educativa – 22 de Julho

  • Workshop: Ethio-Jazz, A Música da Etiópia
  • Por Músicos da banda Akalé Wubé (França)

Referência na Europa do ethio-jazz, o grupo parisiense se dedica às composições do gênero, criadas nos anos 1960 e 1970. Lançou em janeiro o quarto CD, “Mistakes on purpose”, atuando ao lado do veterano pianista, autor e cantor Girma Bèyènè, considerado pela crítica como um titã da Era de Ouro de Adis Abeba. Bèyènè reaparece no panorama mundial com o álbum que faz parte da célebre coleção “Ethiopiques”, de Francis Falceto. Os integrantes do Akalé Wubé, parceiros de artistas africanos e europeus, falarão sobre os elementos da música popular etíope, a harmonia, a polifonia rítmica e os grooves.

Nº de participantes: 40
Horário: das 11h às 13h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112- São Gonçalo

  • Workshop: Violão – A Linguagem do samba
  • Por Rafael dos Anjos (Brasil)

Expoente da nova geração do samba, o violonista e arranjador Rafael dos Anjos despertou para a música ainda muito jovem, na Casa do Choro, em Brasília. Ele divide o palco com o bandolinista Hamilton de Holanda, como integrante da Banda Magnífica, que anima O Baile do Almeidinha, e já tocou ao lado de Arlindo Cruz, Paulo Moura, Sivuca e Dominguinhos, entre outros grandes nomes da música popular brasileira. O instrumentista abordará a linguagem do samba no violão, transitando por variados ritmos do Brasil e compartilhando a sua valiosa experiência com os participantes deste encontro em Portugal.

Nº de participantes: 40
Horário: das 15h às 17h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112 – São Gonçalo

  • Workshop: Música e Imagem – “Come to me – The Cyanotype Project”
  • Por ALA.NI (Inglaterra)

Revelação no cenário europeu, a cantora e compositora londrina, de origem caribenha, ocupa espaço nobre na mídia e atrai milhares de seguidores com os vídeos originais que produz, a maioria com o seu iPad. Artista de múltiplos talentos, ela vai falar sobre a cianotipia, técnica de fotografia desenvolvida em 1842 pelo cientista e astrônomo inglês Sir John Herschel, que utilizou para fazer o clipe de “Come to me”, música de seu CD de estreia, “You & I”. Após a exibição, Ala.Ni mostrará os detalhes da confecção desta obra de arte audiovisual e discorrerá sobre a relação entre música, imagem e tecnologia.

Nº de participantes: 40
Horário: das 15h às 17h
Local: Centro Cultural de Amarante
Endereço: Rua Nova, 112 – São Gonçalo

Fórum de ideias

O Fórum de Ideias promove o debate, a reflexão e a troca de conhecimentos sobre as inúmeras possibilidades de se fazer e pensar a arte. Em Amarante, teremos quatro palestras diferentes sobre personalidades e momentos marcantes da música popular no Brasil e em Portugal, em períodos distintos da história recente. Serão realizadas pelos integrantes da Nação Zumbi, o fadista Ricardo Ribeiro, o cantor e compositor Jards Macalé e o ex-líder da banda Ornatos Violeta Manel Cruz.

  • O Movimento Manguebeat
  • Por Nação Zumbi

A banda pernambucana ganhou projeção no Brasil e no mundo misturando o explosivo ritmo da bateria do maracatu ao rock, reggae, hip hop, funk, rap e à música eletrônica, com letras contundentes contra a desigualdade social. Referência do movimento de contracultura Manguebeat, da década de 1990, permanece como forte influência para jovens músicos até hoje.

Local: Museu Amadeo de Souza – Cardoso
Dia: 21 de Julho
Horário: das 19h às 20h

  • Fado: Alegria descontente
  • Por Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro desvendará nesta conversa aberta a todos os amantes do fado os caminhos da canção nacional que, enquanto uma expressão triste e quase trágica, se acaba por transformar numa festa. O fado enquanto uma expressão emocional de um povo que se confunde com a própria vida.

Local: Museu Amadeo de Souza – Cardoso
Dia: 22 de Julho
Horário: das 17h às 18h

  • Encontro com Manel Cruz
  • Por Manel Cruz (Portugal)

O criativo artista português propõe-se a uma conversa sobre o meio, processo e ato criativos com a intenção de debater livremente assuntos que dizem respeito às formas de pensar o ofício criativo nos tempos atuais. Manel Cruz apresentará seu singular ponto de vista sobre o fazer artístico contemporâneo, a realidade do artista no mundo atual e suas inquietações diante das contingências de sobrevivência do objeto artístico, frente ao imediatismo da sociedade contemporânea. Esta palestra é dirigida a músicos, estudantes de música, amantes da arte e público em geral.

Local: Museu Amadeo de Souza – Cardoso
Dia: 22 de Julho
Horário: das 19h às 20h

  • Eu não preciso de muito dinheiro
  • Por Jards Macalé

A emblemática canção “Vapor barato”, de Jards Macalé e Waly Salomão, gravada com enorme sucesso por Gal Costa, em 1971, e que se tornou o maior hino hippie brasileiro, define bem as adversas circunstâncias políticas e culturais daquele período no país. Será a este intenso momento que Jards Macalé dedicará a sua palestra no MIMO Amarante 2017.

Local: Museu Amadeo de Souza – Cardoso
Dia: 23 de Julho
Horário: das 18h às 19h

Festival MIMO de Cinema

  • Mudar de Vida: José Mário Branco, Vida e Obra

Diretores: Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo
Documentário | 1h 56min |2014 | Lisboa |Portugal| 12 anos

O filme traça o longo percurso de criação e de combate político do músico, compositor, poeta e ativista José Mário Branco, mostrando a importância de seus ideais revolucionários em sua expressão artística. Voz singular no panorama português, foi um dos que fizeram nascer a música de protesto. Ele nos fala de suas convicções, do Estado Novo, da guerra colonial, da sua prisão e exílio em Paris, quando ficou profundamente marcado pelo Maio de 68. Autor do tema “A cantiga é uma arma”, suas canções seguem como instrumento transformador da realidade.

Muvi Lisboa – Prémio do público 2014
Prémio Sophia – Melhor Documentário Longa-metragem 2016
Pré-selecionado para Prêmio Platino

Dia: Sexta-Feira – 21 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 19h30

  • Tim Maia

Diretor: Mauro Lima
Ficção | 102 minutos | 2014 | São Paulo | Brasil |12 anos

“Mais grave, mais agudo, mais eco, mais retorno, mais tudo!” O grito de guerra de Tim Maia ainda ecoa nas festas de todas as gerações, idades e classes sociais, onde sua música é sinônimo de alegria e romance. Transgressor, amoroso e debochado, consagrou-se como um dos artistas mais queridos e respeitados da música brasileira e autor de numerosos sucessos.

Dia: Sexta-Feira – 21 de Julho
Local: Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Hora: 22h

  • Uma Noite em 67

Diretores: Renato Terra e Ricardo Calil
Documentário | 93min | 2010 |São Paulo |Brasil| Livre

No teatro, aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco, os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas, “Roda viva”, “Ponteio”, “Alegria, alegria”, “Domingo no parque”. E só um deles sairia vencedor. O documentário é um convite para se reviver a final do Festival da Record em 1967, que mudou os rumos da MPB.

Dia: Sábado – 22 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 16h

  • Jards

Diretores: Eryk Rocha
Documentário I 94 minutos I 2012I Rio de Janeiro |Brasil| Livre

O filme é um ensaio poético-musical sobre o cantor, compositor e violonista carioca Jards Macalé. Celebra o instante do processo de criação do artista, a afinação, a repetição, a improvisação dos instrumentos. O fluxo do homem e a música. O êxtase e a solidão do artista,  que coexistem num entrelaçamento constante entre arte e vida.

Prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema do Rio em 2013

Dia: Sábado – 22 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 17h30

  • I Love My Label – Discotexas

Diretores: António Sabino, Pedro Gonçalves e Igor Martins
Documentário | 15min |2016|Porto/Lisboa| Portugal |Livre

Terceiro filme da série sobre editoras discográficas portuguesas, idealizada por Rui Portulez e realizada pelo Centro de Inovação da RTP Porto, a produção apresenta a editora Discotexas – fundada por Luís Clara Gomes e Bruno Cardoso. Reconhecida pelos projetos Moullinex e Xinobi, a dupla passou a cruzar discos que trafegam entre a música eletrónica e o rock. O curta traz as histórias de Throes + The Shine e Da Chick e as histórias de seus fundadores.

Dia: Sábado – 22 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 19h30

  • Phil Mendrix

Diretor: Paulo Abreu
Documentário | 1h 10min |2015|| Lisboa |Portugal| 12 anos

A vida atribulada de Filipe Mendes, um dos melhores guitarristas portugueses. Desde 1965, fez parte de bandas, como Chinchilas, Roxigénio, Psico, Heavy Band, Irmãos Catita e Ena Pá 2000, Os Charruas e Phil Mendrix Band. Construído a partir de materiais filmados entre 1994 e 2013, também é o retrato de uma época em que, em Portugal, se descobriu e explorou o rock.

Premiado no festival DocLisboa 2015, como  melhor documentário,  no prémio de público da competição portuguesa.

Dia: Sábado – 22 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 19h30

  • Chico Science, Caranguejo Elétrico

Diretor: José Eduardo Miglioli
Documentário I 86 minutos I 2016 I Recife I Brasil| Livre

O filme refaz a trajetória do cantor e compositor Chico Science, expoente do movimento Manguebeat e um dos mais importantes músicos do panorama brasileiro. Mostra a formação do grupo Chico Science & Nação Zumbi, as apresentações em turnê pelo Brasil, a criação do movimento e o legado que deixou, após a sua morte precoce há exatos 20 anos.

Dia: Sábado – 22 de Julho
Local: Museu Amadeo de Souza – Cardoso
Hora: 22h

  • Faz que vai

Diretores: Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca
Documentário | 12min | 2015 | Recife | Brasil |Livre

Tomando o nome de um passo de frevo, que simula um momento de instabilidade, o curta retrata quatro bailarinos em seus modos de articular uma forma de tradição popular em questões socioeconômicas e de gênero.  No registro de uma dança típica do Nordeste do Brasil, o filme comenta o sentido do carnavalesco presente em diversas estratégias de preservação do frevo, como imagem, patrimônio e produto.

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 16h

  • Brasil Somos Nós

Diretor: Robert Bellsolà
Documentário | 70min | 2011 | São Paulo |Brasil| Livre

Em 1904, José Maria Nuñez, viajou para o Brasil com uma tuba, em busca de fortuna e nunca mais se ouviu falar dele. Carlos Nuñez, músico galego internacional, fascinado pela história do bisavô, acha que ele se perdeu no Novo Mundo e, provavelmente, por um novo amor. Decide descobrir a verdade, durante a gravação de seu novo álbum no Brasil.

Prêmio do Público de Melhor Documentário no Festival de Cine Internacional de Ourense/ Espanha
Prêmio Miño de melhor filme produzido na Galícia
Participação no 21º Festival de Cinema Espanhol de Nantes

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 16h

Tira os óculos e recolhe o homem

Diretor: André Sampaio
Ficção | 20min |2008|Rio de Janeiro|Brasil| Livre

Gibi cinematográfico. Filme de breque, baseado em fatos reais, protagonizado pelo espetacular Jards Macalé, interpretando a si mesmo e incorporando o mitológico Kid Morengueira.  Em tempos de ditadura, um delegado da Polícia Federal manda prender Macalé, por considerar pornográfica uma canção por ele interpretada. Moreira da Silva acompanha o amigo à delegacia, mas não o livra da detenção. O episódio inspirou a única parceria entre eles, o samba “Tira os óculos e recolhe o homem”, espécie de crônica cinematográfica do acontecimento, argumento do filme.

Melhor Filme Júri Oficial do FICH! – Festival Internacional de Cinema de Humor Portugal 2009
Melhor Ator para Jards Macalé no Curta Santos 2008
Melhor Filme e Melhor Ator para Jards Macalé no Festival do Paraná 2008
Melhor Filme ABDe C no Curta Cinema 2008
Melhor Roteiro na Mostra Londrina de Cinema 2008

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 17h30

  • Waiting For B.

Diretores: Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel
Documentário I 71 minutos I 2016 I São Paulo I Brasil|Livre

O filme acompanha a jornada de superfãs de Beyoncé que, sem condições de pagar pelos ingressos mais caros, acamparam por dois meses no portão do estádio do Morumbi, em São Paulo, para garantir lugar na primeira fila. Convivendo com essa comunidade improvisada, muitos assuntos importantes vêm à tona, como classe econômica, identidade negra, homofobia e feminismo.

Melhor Documentário – Prêmio do Público no Festival Queer Lisboa em 2016
Melhor Longa-Metragem Nacional – Festival Mix Brasil 2016
Menção Honrosa do Júri + Prêmio do Público de Melhor Documentário – In-Edit Brasil 2016
Melhor Documentário Estrangeiro de Música nos festivais Bare Bones Film & Music Festival (2017)
Selecionado para os Festivais Internacionais: CPH:DOX, Rotterdam, BFI Flare, New Orleans, Atlanta, Festival do Rio, Viña del Mar, New Horizons

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 17h30

  • Talasnal

Diretor: João Teotónio
Documentário | 19min |2017|Lisboa| Portugal| Livre

Um olhar sobre o processo criativo da banda Nome Comum, em residência artística no interior da Serra da Lousã – a intimidade, o isolamento e a harmonia com a natureza circundante.

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 19h

  • Celeste

Diretor: Diogo Varela Silva
Documentário | 1h 10min |2015|Lisboa| Portugal |Livre

Realizado em homenagem aos 70 anos de carreira da fadista Celeste Rodrigues, o filme é um retrato íntimo e sincero da artista, narrado em primeira pessoa e guiado pela cumplicidade familiar do realizador. As imagens de arquivo revelam a contemporaneidade de seu fado. Com 59 discos gravados, a irmã mais nova de Amália, hoje com 94 anos, continua a cantar e a fazer do fado uma força de viver.

Filme de abertura do DocLisboa em 2015

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Cinema Teixeira de Pascoaes
Hora: 19h

  • Nós somos um poema

Diretor: Sérgio Sbragia e Beth Formaggini
Documentário | 17 minutos | 2008 | Rio de Janeiro | Brasil |Livre

O premiado curta-metragem revela a desconhecida parceria de dois gênios da MPB, Pixinguinha e Vinicius de Moraes, que se uniram para compor a trilha sonora do filme “Sol sobre a lama”, de Alex Viany (1963). O filme conta com as participações de grandes artistas da música brasileira, como Elza Soares, Jards Macalé, Céu e Diogo Nogueira.

Prêmio de Melhor Documentário do Concurso Oficial Guarnicê de Filme
Menção Especial do Troféu Jangada (OCIC), do Vitória Cine Vídeo
Menção Honrosa do Júri do Cine PE 2009 para a trilha sonora

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Hora: 22h

  • Vinicius, um rapaz de família

Diretora: Susana Moraes
Documentário | 31 minutos | 1983 | Rio de Janeiro | Brasil | Livre |

Susana Moraes retrata o pai na intimidade nesta produção, que ganhou recentemente uma versão restaurada. Distante de um retrato oficial do grande poeta, diplomata e criador da Bossa Nova, o filme mostra um homem entre amigos e familiares, desprendido de convencionalismos, numa atmosfera que se reflete também na linguagem despojada de sua obra. Reúne depoimentos de seu círculo de amigos, como Oscar Niemeyer, Ferreira Gullar e Tom Jobim.

Dia: Domingo – 23 de Julho
Local: Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Hora: 22h

Chuva de Poesia

  • Dia e Horário: 22 de Julho – 17h30
  • MIMO Amarante | Largo de São Gonçalo

A Chuva de Poesia (“Mulheres poetas pelo mundo”) do MIMO 2017 terá poetisas brasileiras, portuguesas, russas, japonesas, norte-americanas, gregas e indianas. Ao todo, o MIMO lançará pelos céus 28 mil poemas, espalhados por cada uma das cidades que receberão a Chuva de Poesia (Amarante, em Portugal, e Paraty, Rio de Janeiro e Olinda, no Brasil.

Roteiro Cultural Guiado

Amarante, a história, as tradições e a natureza.

  • Dia e Horário: 22 e 23 de Julho – 9h
  • MIMO Amarante | Largo de São Gonçalo

O MIMO Festival oferece um prazeroso roteiro guiado pelas ruas da encantadora cidade de Amarante, considerada uma das mais belas do país. Do pacífico e fresco Rio Tâmega à magnífica Igreja de São Gonçalo, a caminhada percorrerá as verdejantes paisagens naturais e seus imponentes pontos históricos, revelando a memória, a cultura e o patrimônio da cidade. Esta atividade é gratuita.