O assunto não tem nada de novo, já que o acessório foi criado no século XVI, porém ao longo do tempo foi sofrendo diversas transformações. Seja com uma conotação estética ou puramente fashion, a verdade é que ele nunca saiu de moda.

Tight Lacing, ou “laço apertado” em uma tradução literal, é o nome dado à prática de usar um corset por longos períodos, no intuito de alterar a silhueta. O Corset utilizado para este fim é uma evolução dos espartilhos que nossas bisavós e tataravós usaram, que não tem nada a ver com o que hoje chamamos de espartilho encontrado à venda em lojas de lingeries e sex-shops.

São construídos com tecidos resistentes, em várias camadas e com reforços em áreas estratégicas, amarrados nas costas e com barbatanas rígidas, normalmente de aço. A pressão constante sobre a cintura e costelas flutuantes acaba por curva-las gradualmente, com o tempo essa alteração se torna definitiva. A prática deve ser com critério, pois assim como a redução da cintura é um fato historicamente comprovado, também é indiscutível que o uso de forma exagerada ou com pouco critério pode ocasionar vários problemas de saúde.

Outro dado fundamental é que ele deve ser feito sob medida, em ateliês especializados no assunto, pois trata-se de algo que mexe com transformações corporais.

Sou uma adepta do uso do corset, ele realça ainda mais as curvaturas do corpo feminino e como uma apaixonada pela peça, resolvi estuda-lá para poder confeccioná-la aqui no RJ, já que há uma carência de pessoas especializadas no assunto aqui.

Confecciono todas as peças manualmente, cada uma com sua modelagem e obedecendo todas as regras para que a prática seja feita.

A minha marca começou com o nome Madame Rouge e hoje após a separação de minha sócia estou adotando o nome Ateliê Larissa Estephá. As pessoas que tiverem interesse em conhecer um pouquinho mais do meu trabalho e da prática podem entrar em contato comigo através da página do facebook ou aqui pela revista mesmo.

Por Larissa Estephá