A música está associada as mais diversas formas de lazer. Sempre presente, a que toca é a que corresponde a ocasião e humor dos envolvidos. Ela faz diferença na vida de todos e muitas vezes deixamos as músicas falarem por nós mas o que não prestamos atenção, é que a música fala mesmo que não haja letra. Para isso contamos com centenas de instrumentos musicais que são capazes de compor um arranjo, sendo a voz, mais um deles.

Vez ou outra nosso estado de espírito nos conduz a uma música com guitarras bem presentes, ás vezes com solos de piano e metais, em outras vezes uma letra bem profunda que nos faça mergulhar no centro da nossa mente. Deixamos a música nos levar. Pessoalmente, acho maravilhoso o encontro da voz com algum instrumento, quando os dois falam iguais e no mesmo tom, mas acho ainda mais impressionante uma música bem tocada que não deixe a desejar por não haver ninguém comandando os vocais.

No Brasil, a música instrumental chegou caminhando com a MPB, porém nunca obteve a mesma demanda e acolhimento. O maior representante da música instrumental brasileira é o Choro. Essa é uma vertente musical popularmente brasileira e essencialmente instrumental. Tendo, inclusive, Pixinguinha como um dos grandes músicos desse meio. Ampliando a visão sobre a música instrumental, encontramos por todo mundo muitos artistas que são comprometidos com essa arte. O jazz é um estilo musical bem dividido entre músicos que adicionam vocais e outros que trabalham só com instrumentos. O jazz é uma vertente muito bem explorada nos dois sentidos.

Muitas vezes associamos, de forma errada, a música instrumental apenas a grandes apresentações de orquestras apresentadas numa melodia que não agrada aos ouvidos de todos. Porém ela vai muito além. Hoje em dia existem diversas formas de compor. Através de intrumentos e do uso da tecnologia.

Essa arte contribui para momentos nossos particulares, de reflexão, relaxamento, tomada de decisão, dança e muitas outras ocasiões. Para te acompanhar, a música instrumental é feita por artistas com vários rítmos. Para ampliar ainda mais a visão, deixarei aqui meu top 5 de artistas ou discos que produzem conteúdo instrumental.

1 – Snarky Puppy

Formado no Texas, em 2004, esse grupo faz uma fusão de pop com jazz e é considerada uma banda pop com bastante improviso e sem vocais. Seu time é composto por piano, instrumentos de corda, percussão e sopro. E pra quem vai ouvir pela primeira vez, indico a música “What about me?”.

2 – Pixinguinha

Contribuiu como flautista, saxofonista, compositor e arranjador. É o grande nome do Choro, “Pixinguinha” é um nome carregado de talento. Quem não curte um Choro?

3 – Miles Davis (Kind of Blue)

CD tocado a partir das escalas modais (ao invés de acordes), comum da época. Kind of blue conta com a união de Miles Davis e John Coltrane, dois músicos muito influentes na história do jazz.

4 – Steve Vai

Considerado um dos melhores guitarristas do mundo, Steve Vai faz história com grandes arranjos na guitarra geralmente tendo o rock n’ roll como base. Ele literalmente é um doutor em música (pelo Musicians Institue).

5 – DJ Shadow (Endtroducing…)

Álbum gravado através de um compilado de músicas já existentes. Encontramos um pouco de soul, funk, jazz. Sons e melodias que nos transportam para outros lugares.

Por Letycia Miranda