A vida do pintor está nos cinemas

Glauco Rodrigues foi um dos mais importantes nomes da pintura brasileira. Começou a pintar em 1945, e já em 1960, participou do IX Salão Nacional de Arte Moderna, quando obteve o prêmio de viagem ao exterior. Participou da Bienal de Paris em 1961 e, no ano seguinte, viajou para Roma, onde permaneceu até 1965. Realizou exposições individuais em Munique, Stuttgart e Frankfurt. Em Roma, em 1963, expôs na Galeria d’Arte della Casa do Brasil e, em 1964, participou da XXXII Bienal de Veneza. Em 1967 foi premiado na IX Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

Pois em 1998, um menino de 12 anos de idade ficou fascinado pela história do pintor. Tanto é que ele o entrevistou em sua terra natal – Bagé, no Rio Grande do Sul. Ele mal tinha ideia do que aquela entrevista viria a se transformar.

Anos mais tarde, esse mesmo menino, chamado Zeca Brito, virou um diretor de cinema. Aquela entrevista feita há muitos anos estava esquecida lá no fundo da gaveta, até que em 2013, durante a exposição “O Anjo da História”, realizada na Escola de Belas Artes de Paris, com curadoria do renomado teórico francês Nicolas Bourriaud, um novo olhar foi lançado sobre o artista brasileiro que, segundo Bourriaud, foi esquecido em seu próprio país por não seguir as regras do mercado da arte e da história oficial, uma história modernista. A partir daí Zeca decidiu dar continuidade às filmagens, levando consigo, agora uma equipe profissional. E com um único propósito de investigar a vida do artista, Zeca transformou todo esse material em um documentário.

“Glauco do Brasil” nos traz a sua história, cultura e época. O pintor, que apresentou uma espécie de iconografia da ditadura, se apropria da cultura erudita e popular, revelando um país e suas mazelas. A narrativa é costurada por entrevistas com intelectuais, artistas e críticos de arte como Frederico Moraes, Luís Fernando Veríssimo, Ferreira Gullar, Affonso Romano Sant’Anna, Nicolas Bourriaud e o colecionador Gilberto Chateaubriand, tendo como fio condutor depoimentos do próprio Glauco Rodrigues.

O documentário teve sua estreia mundial na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. E hoje, estreia oficialmente no circuito nacional.

Ficha Técnica

Ano: 2015
Gênero: Documentário
Minutagem: 90 min.
Direção e roteiro: Zeca Brito
Produção executiva: Zuleika Borges Torrealba, Letícia Friedrich e Zeca Brito
Produtora: Da Maya
Direção de Fotografia: Bruno Polidoro
Trilha Sonora Original: Guilherme Gê, Felipe Puperi
Imagens Aéreas: Eduardo Berthier
Empresas produtoras: Anti Filmes, Boulevard Filmes e DaMaya
Distribuição: Boulevard Filmes
Fanpage: Glauco do Brasil