No dia 8 de março, comemora-se o “Dia internacional da mulher”. Essas, que durante anos tiveram seus direitos à margem da sociedade, estão cada vez mais ganhando seu espaço e continuam, diariamente, em uma luta constante contra o conservadorismo e o patriarcado.

Shonda Rhimes é a criadora da ShondaLand, uma produtora norte americana responsável por algumas séries de tv conhecidas no mundo todo: “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How To Get Away With Murder”. Essas séries tem uma característica em comum: são todas protagonizadas por mulheres e, essas mulheres, somos nós! Já falamos um pouco sobre algumas dessas séries na matéria “protagonismo feminino nas séries” .

Nós somos Meredith Grey, Olivia Pope e Annalise Keating. Somos suas conquistas, suas dores, suas lutas. Somos todas as mulheres das séries de Shonda Rhimes porque, no fundo, nós somos Shonda Rhimes. Essa mulher que se inseriu num mercado dominado por homens, bateu no peito e conseguiu, mais uma vez, a renovação de suas tramas. Ela, que nos mostrou que podemos ser médicas, assessoras e advogadas, também mostra que a luta é diária e contínua.

Quem somos nós

Meredith Grey, a médica que passou por uma diversidade de eventos ruins e nunca deixou de ser forte; Izzie Stevens, julgada por sua aparência física e não por seu talento; Cristina Yang, que não queria corresponder as expectativas da sociedade, ou seja, não queria ser mãe e nem casar, mas sim ser uma cirurgiã brilhante.

Miranda Bayley, que segundo o seu marido trabalhava demais e tinha pouco tempo para o filho; April Kepner, que depois de passar por um trauma familiar tornou-se mais madura; Maggie Pierce, por ser negra é sempre confundida como uma enfermeira.

Amelia Shepard, que viveu a sombra do irmão a vida inteira; Jo Wilson, sobrevivente de um relacionamento abusivo que se reergueu.

Olivia Pope, uma mulher determinada que segura sozinha todos os escândalos políticos; Mellie Grant, a primeira dama ambiciosa que precisou ser forte dentro da sociedade política patriarcal; Quinn Perkins, extremamente determinada até conseguir o que deseja e Abby Whelan, que também sobreviveu a um relacionamento abusivo no qual sofria agressões físicas.

Annalise Keating, advogada que passou por grandes traumas na vida e lutou (continua, inclusive) para se reerguer; Michaella Pratt, a menina adotada por uma família branca que sempre a tratou mal; Laurel Castillo, menosprezada em sua família por ser mulher e Bonnie Winterbottom, que passou por uma infância marcada de abusos psicológicos, e físicos, e até hoje não se restabeleceu totalmente.

Das inúmeras mulheres criadas por Shonda Rhimes, só podemos ter uma certeza: por mais que não tenhamos vivido exatamente o que essas mulheres viveram, a sororidade existe e se faz presente. Em vários episódios, a autora nos mostra situações que fogem do fictício, pois acontecem diariamente com milhões de mulheres ao redor do mundo. O dia internacional da mulher é só um dia, o respeito e a equidade precisam ser diários.

As mulheres precisam ser respeitadas dentro e fora da ficção. Para acompanhar mais essas guerreiras assista “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “How To Get Away With Murder” na Netflix.

Bônus: Private Practice

O spin-off de “Grey’s Anatomy” traz a Doutora Addison Montgomery (Kate Walsh) à frente de uma clínica privada em Los Angeles. A atriz está no elenco da nova série original Netflix, “13 Reasons Why”.

CLOSE
CLOSE