“Se você gosta de tomates, se com abóboras você logo ri, se você gosta de andar com batatas, pra cima e pra baixo você vai… Agora você vai ver um belo show!”

Se você conhece a música e cantou junto, significa que já sabe que hoje falaremos sobre uma série animada infantil muito divertida: “Os Vegetais”!

A série animada em computação gráfica foi criada em 1993 por Phil Vischer e Mike Nawrocki, e produzida pela Big Idea Productions. Além de serem os criadores, a dupla deu voz à maioria dos personagens, mudando o tom e em alguns casos também a velocidade (na edição de som). Só o animador Phil Vischer, por exemplo, deu voz aos personagens: Bob, Archibaldo, Sr. Dentinho, Jimmy, Phillipe, Sr. Nozor e Pa Uva, além de diversos personagens menores (sim, esses são os recorrentes!). É quase um “Mel Blanc” dos anos 90! Cada episódio é conduzido por Bob, o Tomate e Larry, o Pepino, que trazem para as crianças histórias com lições sobre amizade, respeito, amor ao próximo, responsabilidade, e muitas outras coisas, sempre com muito humor.

Sendo uma série cristã, muitos dos episódios são inspirados pelos livros bíblicos, com os personagens da série interpretando passagens como as de Moisés, Josué, Gideão e diversos outros. Os criadores procuraram contar as histórias da maneira mais divertida possível, incluindo nos roteiros piadas que quebram a quarta parede, alguns momentos absurdos que nos lembram até Monty Python e diversas referências da cultura pop, tendo episódios homenageando “Contos de Fada” e até o “Indiana Jones”, por exemplo.

Ainda sobre o cristianismo na série, no final de cada episódio, Bob e Larry costumavam ler um versículo para as crianças, com alguma mensagem positiva que combinasse com o que acabaram de ver no desenho. Quando exibida no SBT, a série sofreu cortes nesses trechos, o que foi no mínimo estranho, já que em alguns episódios, esse final trazia uma parte importante da conclusão da trama. Em nenhum momento algo ofensivo foi dito nesses trechos, apenas mensagens bacanas para os pequenos, o que torna essa decisão do canal no mínimo desrespeitosa. Assim sendo, ao procurar os DVD’s da série, se ver o selo do SBT na embalagem é bom evitar, estão cortados assim como foram na transmissão.

A animação da série evoluiu muito desde os primeiros episódios até os dias de hoje. Em 1993 a animação gráfica ainda estava em seu início (lembrando que “Toy Story”, por exemplo, foi lançado em 1995), mas com o passar do tempo, assim como a técnica foi sendo aproveitada cada vez melhor, o mesmo aconteceu com os personagens de Phil e Mike. Em 2002 foi lançado o longa-metragem “Jonah: A VeggieTales Movie” que contava a história de Jonas e o Grande Peixe. Nessa produção, onde Jonas foi “interpretado” por Archibaldo Aspargo, é possível perceber a grande diferença na qualidade dos cenários e dos personagens, em comparação ao início da série quase uma década antes.

Aqui no Brasil, embora a série tenha um público razoável, infelizmente nunca foi um grande sucesso. Nos EUA ela é bem popular, não só entre os cristãos, mas é comum os americanos em geral falarem sobre como se lembram da infância ao ver Bob e Larry na telinha. Tomate e Pepino fizeram sucesso também fora da TV, tendo virado jogos para diversas plataformas, livros, bonecos de pelúcia e muito mais… Para a nova geração, a Netflix trouxe os personagens em uma nova série produzida pela Big Idea e pela Dreamworks Animation (“Madagascar”, “Kung Fu Panda”), “VeggieTales in the House” (“VegeContos: Em Casa” aqui no Brasil) que rendeu quatro temporadas de 2014 à 2016, seguida pela “VeggieTales in the City” (“VegeContos na Cidade”) com duas temporadas lançadas agora, em 2017. Ainda não há previsão para uma terceira, mas uma coisa é certa, Bob, Larry e seus amigos ainda tem muito o que ensinar para crianças de todas as idades! Para não sair do clima da série, terminamos com a frase que Bob, o Tomate, fala desde sua primeira aparição: “Deus te fez especial e Ele te ama muito”!