O Espaço Furnas Cultural apresenta entre os dias 23 de setembro e 27 de novembro, as obras do artista italiano, radicado em Tiradentes (MG), Guido Boletti, pela primeira vez no Rio de Janeiro com a exposição “O Canto da Vida”.

Guido é um artista autodidata, que no final dos anos oitenta achou na música sua primeira fonte de inspiração para dedicar-se à pintura. Seu contato com a cultura brasileira se deu a partir de viagens na década de 90 e da posterior residência no país. Seu trabalho inclui pintura, vitrais, cerâmica, serigrafia, joias, ilustrações para capas de CD’s e livros infantis. O artista recebeu prêmios e reconhecimentos durante sua carreira e tem recebido vários depoimentos de críticos e jornalistas de arte na Itália e no Brasil.

Tem participado de diversas exposições na Itália e no Brasil e possui obras expostas em galerias e museus, como no ‘Teatro alle Vigne’ (Lodi – Itália), no ‘Museo di arte Sacra Diocesana’ (Lodi – Itália), na coleção de arte contemporânea da ‘Provincia di Lodi’ (Itália), no ‘M.i.M. – Museo in Motion’ (San Pietro in Cerro – Itália), na ‘Galeria de Minerva do Museu de Juelich’ (Alemanha), no Museu Casa dos Contos de Ouro Preto (MG) e no acervo do Centro Cultural Da UFSJ de São João del Rei (MG).

guido-jfA mostra em exibição no Espaço Furnas reúne 30 telas que resultam de uma pesquisa realizada pelo pintor nos últimos vinte e cinco anos em busca do equilíbrio entre o figurativo e o abstrato. As pinturas que compõem a mostra são como transcrições de partituras musicais, nas quais, analogicamente, a harmonia seria representada pela abstração e a letra.

O Canto da Vida é a tentativa de levar às pessoas a mensagem otimista de que assim como em cada tela é possível encontrar o equilíbrio perfeito entre o abstrato e o figurativo, entre a “canção” e o “instrumental”, o mesmo pode acontecer na vida.

“A intenção é dizer que podemos reunir os sonhos e o cotidiano, em um só canto, talvez com a ajuda e o exemplo da arte”, afirma Boletti.

Segundo o artista que já expôs em Ouro Preto, Belo Horizonte, Mariana, Tiradentes, São João del-Rei e Juiz de Fora:

“Esse canto seria a inspiração, a vibração profunda que se materializa na obra e entra em empatia com o espectador, fechando um ciclo virtuoso que transcende qualquer lógica racional”.

Por Bruna Tinoco

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