• Temporada: 14 de fevereiro a 05 de Março 2018
  • Curadoria: Rodrigo Sombra e Lucas Murari
  • Dias: Quarta a Segunda
  • Horário: das 9h às 21h
  • Local: CCBB RJ – Cinema I
  • Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
  • Cidade: Rio de Janeiro – RJ
  • Ingressos: Gratuito – Distribuição de senhas com uma hora de antecedência na bilheteria do CCBB. Sujeito a lotação
  • Informações: 21. 3808-2000
  • Site: CCBB
  • Classificação: Ver programação
Programacão

14 de fevereiro – Quarta-feira

19h – Signos do Império (Signs of Empire), de John Akomfrah, 1983, 26 min, DCP, 14 anos

As Canções de Handsworth (Handsworth Songs), de John Akomfrah, 1986, 59 min, DCP, 14 anos

15 de fevereiro – Quinta-feira

19h – Cidade do Crepúsculo (Twilight City), de Reece Auguiste, 1989, 106 min, DCP, 14 anos

16 de fevereiro – Sexta-feira

19h – Mistérios de Julho (Mysteries of July), de Reece Auguiste, 1991, 52 min, DCP, 14 anos

17 de fevereiro – Sábado

19h – O Chamado da Névoa (The Call of Mist), de John Akomfrah, 1998, 11 min, DCP, 14 anos

Quem Precisa de Um Coração (Who Needs a Heart), de John Akomfrah, 1991, 80 min, DCP, 14 anos

18 de fevereiro – Domingo

19h – Sala da Memória 451 (Memory Room 451), de John Akomfrah, 1997, 22 min, DCP, 14 anos

O Último Anjo da História (The Last Angel of History), de John Akomfrah, 1995, 45 min, DCP, Livre

As Crônicas do Genoma (The Genome Chronicles), de John Akomfrah, 2008, 33 min, DCP, 14 anos

19 de fevereiro – Segunda-feira

19h – As Nove Musas (The Nine Muses), de John Akomfrah, 2011, 94 min, DCP, Livre

21 de fevereiro – Quarta-feira

19h – Cidade do Crepúsculo (Twilight City), de Reece Auguiste, 1989, 106 min, DCP, 14 anos

22 de fevereiro – Quinta-feira

19h – O Projeto Stuart Hall (The Stuart Hall Project), de John Akomfrah, 2013, 95 min, DCP, Livre. Com legendagem descritiva.

23 de fevereiro – Sexta-feira

15h – Sessão comentada: Martin Luther King e a Marcha sobre Washington (Martin Luther King and the March on Washington), de John Akomfrah, 2013, 60 min, DCP, 14 anos.

19h – Sala da Memória 451 (Memory Room 451), de John Akomfrah, 1997, 22 min, DCP, 14 anos

O Último Anjo da História (The Last Angel of History), de John Akomfrah, 1995, 45 min, DCP, Livre

As Crônicas do Genoma (The Genome Chronicles), de John Akomfrah, 2008, 33 min, DCP, 14 anos

24 de fevereiro – Sábado

15h30 – Aula Magna com T.J. Demos, professor da University of California, Estados Unidos. Com tradução simultânea.

18h – Borderline (de Kenneth MacPherson), 1930, 63 min, DCP, Livre. Com audiodescrição.

19h30 – Peripeteia, de John Akomfrah, 2012, 18 min, DCP, 14 anos

Tropikos, de John Akomfrah, 2015, 37 min, DCP, 16 anos

Tudo o que é Sólido (AllThat Is Solid), de John Akomfrah, 2015, 30 min, DCP, 14 anos

25 de fevereiro – Domingo

17h – Martin Luther King e a Marcha sobre Washington (Martin Luther King and the March on Washington), de John Akomfrah, 2013, 60 min, DCP, 14 anos.

19h – O Silêncio (The Silence), de John Akomfrah, 2014, 16 min, DCP, 14 anos

Sete Canções para Malcolm X (Seven Songs for Malcolm X), de John Akomfrah, 1993, 52 min, DCP, Livre

26 de fevereiro – Segunda-feira

19h – Mistérios de Julho (Mysteries of July), de Reece Auguiste, 1991, 52 min, DCP, 14 anos

28 de fevereiro – Quarta-feira

19h – Testamento (Testament), de John Akomfrah, 1988, 79 min, DCP, 12 anos

01 de março – Quinta-feira

17h30 – O Silêncio (The Silence), de John Akomfrah, 2014, 16 min, DCP, 14 anos

Sete Canções para Malcolm X (Seven Songs for Malcolm X), de John Akomfrah, 1993, 52 min, DCP, Livre

19h30 – Debate com as professoras e pesquisadoras Janaína Oliveira (FICINE) e Kênia Freitas (Universidade Católica de Brasília), mediado pelo curador Lucas Murari. Com tradução em LIBRAS.

02 de março – Sexta-feira

16h – Sessão comentada: O Projeto Stuart Hall (The Stuart Hall Project), de John Akomfrah, 2013, 95 min, DCP, Livre. Com legendagem descritiva e LIBRAS.

19h – O Chamado da Névoa (The CallofMist), de John Akomfrah, 1998, 11 min, DCP, 14 anos

Quem Precisa de Um Coração (Who Needs a Heart), de John Akomfrah, 1991, 80 min, DCP, 14 anos

03 de março – Sábado

17h – As Nove Musas (The Nine Muses), de John Akomfrah, 2011, 94 min, DCP, Livre

19h – Signos do Império (Signs of Empire), de John Akomfrah, 1983, 26 min, DCP, 14 anos

As Canções de Handsworth (Handsworth Songs), de John Akomfrah, 1986, 59 min, DCP, 14 anos

04 de março – Domingo

17h – Peripeteia, de John Akomfrah, 2012, 18 min, DCP, 14 anos

Tropikos, de John Akomfrah, 2015, 37 min, DCP, 16 anos

Tudo o que é Sólido (AllThat Is Solid), de John Akomfrah, 2015, 30 min, DCP, 14 anos

19h – Testamento (Testament), de John Akomfrah, 1988, 79 min, DCP, 12 anos

05 de março – Segunda-feira

19h – Borderline (de Kenneth MacPherson), 1930, 63 min, DCP, Livre.

Sobre os Filmes

Borderline (1930), de Kenneth Macpherson, 70 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: Livre

Obra seminal do cinema silencioso de vanguarda, Borderline apresenta o icônico ator Paul Robeson em atuação magistral. Borderline é uma matriz de tensão racial e sexual que se desloca entre personagens negros e brancos, masculinos e femininos, entre os limites do consciente e do inconsciente.

Signos do Império (1984, Signs of Empire), do Black Audio Film Collective – 22 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Através de um processo de recuperação de arquivos, da análise e da reapresentação de imagens, texto e som, Signos do Império recorre à linguagem da montagem para analisar as mitologias em torno das identidades raciais, nacionais e culturais e o modo como estas são definidas ou terminam por desintegrar-se. A obra é composta por uma sequência de 320 dispositivos de imagens da vida colonial durante o século XIX.

As Canções de Handsworth (1987, Handsworth Songs), de John Akomfrah, – 60 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

As Canções de Handsworth toma como ponto de partida as revoltas de setembro e outubro de 1985 na Inglaterra. Aborda como os protestos ocorridos foram resultado de uma supressão prolongada da presença negra na sociedade britânica. Eleito um dos 50 melhores documentários de todos os tempos pela revista Sight & Sound..

Testamento (1988, Testament), de John Akomfrah – 76 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Em Testamento, a condição pós-colonial é personificada na figura de Abena, uma ativista convertida em repórter de TV que retorna à Gana contemporânea pela primeira vez desde o golpe de Estado de 1966, quando foi interrompido o experimento de socialismo africano liderado pelo presidente Kwame Nkrumah. À

deriva em uma “zona de guerra de memórias”, nas palavras do subtítulo do filme, Abena é capturada na tensão entre história pública e memória privada.

Cidade do Crepúsculo (Twilight City, 1989) , de Reece Auguiste – 80 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Em 1989, o governo conservador da Grã-Bretanha iniciou um programa de reconstrução urbana sem paralelo na história do país. Cidade do Crepúsculo busca mapear a cartografia da nova Londres por meio de uma escavação dos estratos psíquicos e históricos das ruas da cidade. Uma carta ficcional de uma filha, Olivia, para sua mãe na Dominica, é o fio narrativo intercalado por entrevistas de pensadores como Homi Bhabha e Paul Gilroy, entre outros.

Mistérios de Julho (1991, Mysteries of July), de Reece Auguiste – 52 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Mistérios de Julho investiga uma série de mortes que ocorreram sob custódia policial na Grã-Bretanha, revelando a dor do sofrimento quando a causa da morte é reprimida como um segredo de estado. O filme é organizado em torno de um elaborado quadro funerário e desencadeia um intrincado ritual de luto.

Quem Precisa de Um Coração (1991, Who Needs a Heart), de John Akomfrah, – 78 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Quem Precisa de um Coração é composto por uma série de micronarrativas através das quais seguimos as vidas fictícias de um grupo de amigos e amantes entre 1965 e 1975. Um registro da vida nas margens, o filme explora a história esquecida do Black Power britânico por meio das metamorfoses da figura central do movimento, o ativista, anti-herói contracultural e carismático bandido social Michael Abdul Malik.

Sete Canções para Malcolm X (1993, Seven Songs for Malcolm X), de John Akomfrah – 53 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: Livre

Sete Canções para Malcolm X é uma homenagem ao líder dos direitos civis afro-americano Malcolm X. O filme recolhe testemunhos, relatos e reconstituições dramáticas para contar sua vida, legado, amores e perdas. Os tableaux vivants do filme são uma alusão à premiada exposição fotográfica “The Harlem Book of

the Dead”, de James Van der Zee, e à estética cinematográfica de A Cor de Romã (Sayat Nova, 1968), do cineasta armênio Sergei Parajanov.

O Último Anjo da História (1995, The Last Angel of History), de John Akomfrah – 45 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: Livre

Um ensaio fílmico sobre que traça as ramificações do afrofuturismo na cultura pan-africana. Akomfrah articula o uso de imagens da nave espacial e do alienígena no trabalho de três músicos de gênio excêntrico – Sun Ra, George Clinton e Lee Perry -, para em seguida abordar a obra dos escritores da ficção científica negra Octavia Butler e Samuel Delany. O filme sugere que a nave espacial e o alienígena têm ressonâncias óbvias na condição diaspórica de exílio e deslocamento. Akomfrah traça um itinerário pela música e ficção científica negras, a fim de lançar um olhar revelador sobre a modernidade na aurora da era digital.

Sala da Memória 451 (1997, Memory Room 451), de John Akomfrah – 22 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Ambientado num mundo distópico, o filme narra o périplo de um viajante do tempo que entrevista as “antigas pessoas da Terra” a respeito de seus desejos e memórias. Nesta fábula amarga, os sonhos são a nova plataforma midiática do século 23 e as viagens no tempo nada mais que um trabalho mal remunerado nos novos cemitérios do amanhã.

O Chamado da Névoa (1998, The Call of Mist), de John Akomfrah – 11 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Uma vívida meditação sobre clonagem, morte, memória e a mídia em uma remota ilha da Escócia. Curta-metragem sobre o fim do milênio encomendado pela BBC TV.

As Crônicas do Genoma (2008, The Genome Chronicles), de John Akomfrah – 33 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

As Crônicas do Genoma exibe uma paisagem poética composta por materiais do acervo pessoal do artista Donald Rodney (1961-1998), imagens de arquivo, além de novas filmagens. O filme usa uma montagem sonora de vários gêneros musicais, como canções tibetanas, indianas e do pós-punk, para explorar questões éticas relacionadas à criação de imagens

As Nove Musas (2011, The Nine Muses), de John Akomfrah – 92 min, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: Livre

A imigração de caribenhos, africanos e asiáticos à Inglaterra do pós-guerra é analisada à luz de “A Odisseia”, de Homero. Estruturado alegoricamente e dividido em nove capítulos, o filme articula uma montagem de imagens de arquivo e trechos de obras de autores como Dante, Beckett, Nietzsche e Joyce, compondo uma elegia polifônica à busca de autoconhecimento e identidade que atravessa a experiência migratória.

O Projeto Stuart Hall (2012, The Stuart Hall Project), de John Akomfrah – 100 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: Livre

A identidade cultural de uma pessoa é fluida e não depende apenas de suas raízes geográficas. Esta é uma das principais ideias do sociólogo jamaicano Stuart Hall, um dos mais influentes intelectuais da segunda metade do século XX. Utilizando imagens de arquivo das participações de Hall na televisão, este documentário faz um amplo retrato de sua vida, pensamento e ativismo.

Peripeteia (2012), de John Akomfrah – 18 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Em Peripeteia, Akomfrah imagina a vida dos modelos africanos de dois desenhos realizados por Albrecht Dürer no século XVI, acompanhando um homem e uma mulher que vagam por paisagens desoladas marcadas por uma beleza fria e sombria.

Martin Luther King e a Marcha sobre Washington (2013, Martin Luther King and the March on Washington), de John Akomfrah – 60 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Martin Luther King e a Marcha sobre Washington é um documentário narrado por Denzel Washington dedicado à histórica marcha que reuniu 250 mil pessoas mobilizadas pela luta por empregos, liberdade e igualdade. Ocasião em que Martin Luther King Jr. proferiu o icônico discurso “I have a dream”, a marcha foi um divisor de águas sem paralelo no movimento pelos direitos civis nos EUA. O filme utiliza imagens de arquivo recém-descobertas. Documentário indicado para o BAFTA (British Academy Film and Television Awards).

O Silêncio (2014, The Silence), de John Akomfrah – 16 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 16 anos

Durante a década de 1940, o British Council encomendou mais de 100 filmes de propaganda cultural que cobriam múltiplos aspectos da vida no Reino Unido. Distribuídos em todo o mundo, eles foram vistos por milhões de pessoas e deixaram uma impressão indelével da Grã-Bretanha como uma terra verde e agradável. O Silêncio utiliza um filme dessa coleção – “Educação dos surdos (1946, Education Of The Deaf)” – como fio narrativo para explorar vidas vividas em silêncio.

Tropikos (2015), de John Akomfrah – 38 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 16 anos

Encenado como um drama de época suntuoso, Tropikos explora o encontro com o “outro”, justapondo experiências de pessoas, culturas e paisagens da África e do Reino Unido que, através do tráfico de escravos e de sua subsequente abolição, formaram uma herança complexa. Neste filme, os anacronismos propostos por Akomfrah sugerem que essa é uma narrativa a um só tempo histórica e vital: um retrato dos fantasmas que perduram e assombram a paisagem contemporânea.

Tudo o que é Sólido (2015, All That Is Solid), de John Akomfrah e Trevor Mathison – 30 minutos, Inglaterra

Projeção em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

Tudo o que é Sólido é uma meditação sobre a transitoriedade da memória e as limitações da documentação histórica convencional. O filme também explora o fato de que o som e a voz – insubstanciais como a névoa ou a fumaça – não deixam vestígios.

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