Uma volta é sempre difícil, não importa qual seja a série. No caso de “Designated Survivor”, não poderia ter sido diferente. Com um final extremamente tenso, tendo a morte de Jason Atwood personagem que a maioria dos fãs torcia para se recuperar da triste perda do filho , o suspeito da explosão do capitólio estar foragido e todos os demais dilemas que existem dentro da Casa Branca, o retorno da obra não decepcionou de forma alguma.

Diferentemente do resto do mundo das séries, em que o início de uma nova temporada é assimilado com recomeçar, independentemente do desastre que havia sido no episódio final da anterior, a obra comprada pela Netflix mostra que, apesar de ter se passado um ano com Kirkman como presidente, os problemas continuam aterrorizando a capital.

Um dos grandes feitos do presidente, a princípio, foi a reconstituição do capitólio. Com algumas críticas aqui e ali, o mais fortalecido Kirkman parece satisfeito com o trabalho. Como já era esperado, por fazer parte do manual dos seriados, novos personagens chegaram ao ambiente político americano. Um deles seria Lyor Boone (Paulo Costanzo), que ocuparia a função de diretor político da Casa Branca. Após muita insistência de Emily Rhodes (Italia Ricci) que, agora, é chefe de gabinete e, portanto, de Aaron Shore (Adan Canto), o personagem de Kiether Sutherland aceita esse novo trabalhador. Apesar de, aparentemente, muito competente, Boone irrita a todos a sua volta com seus pitacos onde realmente não deveria.Além dessa pedrinha no sapato de Seth Wright (Kal Penn), Aaron e, inclusive, Emily, temos o agente britânico Damian Rennett (Ben Lawson) que encontrará Hannah Wells (Maggie Q) na missão atual em Amsterdã. Enquanto, supostamente, a agente do FBI parecia estar afogando suas mágoas bem longe de toda a confusão, ela demonstrou ser a profissional que todos admiravam e tudo fazia parte do plano para encontrar Patrick Lloyd (Terry Serpico), o fugitivo criminoso que atacou a presidência da América. Se o agente da Interpol permanecerá na trama ou será apenas uma companhia para Wells em um tempo difícil, não é possível ainda definir.

Em relação aos regulares, Seth Wright retorna com um aspecto cansado e irritado. Com o visual mudado, agora, de barba, não conseguiu, de imediato, exercer seu posto de forma tão brilhante conforme as outras ocasiões. Inclusive, mostrou-se interessado em uma entrevista de emprego, levando ao puxão de orelha que Emily deu. Enquanto o episódio acontecia, o estresse do assessor deixou no ar se ele renegaria seu cargo. Contudo, sabendo que é peça fundamental para ganhar o jogo, Wright terá que engolir sua insatisfação com os ocorridos e os demais jornalistas para continuar ali.

Já Aaron, recém contrato e, Emily, sua nova chefe, estão mais atolados que nunca com o trabalho, mas demonstraram e relembraram como eles funcionam bem juntos. No episódio da volta, Kirkman e o resto dos trabalhadores da Casa, precisaram lidar com um ataque terrorista a um avião americano. Infelizmente, apesar da atual eficiência do presidente, ele continua sofrendo com certas atitudes de outros políticos. Tentando sempre apaziguar a situação e ter respostas imediatas, irá sofrer enquanto não botar em evidência a hierarquia presente entre eles. O problema se agrava quando descobre que um conhecido do passado está presente no voo, fazendo com que Tom Kirkman se questione como amigo e seus próprios princípios.Ademais, com a conjuntura desse atentado e a procura de Lloyd em território internacional, o episódio, no geral, é bom e permanece com o ritmo esperado da série. No final do segundo tempo, enquanto seria considerada a narrativa como linear e sem muitos piques, o cliffhanger deixado muda a situação e, com toda certeza, resulta numa espera mais ansiosa para o próximo episódio. Enquanto, assim como Wells e Rennett procuram e não acham Lloyd, os fãs são deixados com a bomba de saber a exata localização do traidor.

“Designated Survivor” voltou na última sexta-feira, dia 06 de outubro, na plataforma, tendo um novo episódio liberado toda semana.