2017 tem sido um grande ano para o gênero de survival horror (ou terror de sobrevivência). Não que o gênero estivesse mal de suas múltiplas pernas, no entanto, títulos como “Outlast” e “Five Nights At Freddie’s” marcaram uma nova tendência: exploração e estratégia através de um personagem, geralmente indefeso. O problema é que a ausência da capacidade de revidar nestes jogos, pode terminar fazendo falta. Fica parecendo que todo jogo de terror tem sido sobre correr e se esconder, e nada mais!

Hoje, vamos listar alguns games mais recentes que conseguem combinar todos os elementos que amamos e tememos no terror de sobrevivência, nos quais você pode sim, dar um belo tiro na cara do terror, e nem por isso é como se fosse um “Resident Evil 5”.

The Evil Within

O primeiro “The Evil Within”, lançado em 2014, foi dirigido por ninguém menos que Shinji Mikami, o criador de Resident Evil”, e trouxe uma boa e necessária dose do survival horror que a gente gosta e teme. O título foi bem recebido pela crítica e pela maior parte do público, justamente por trazer o tal terror, mas também foi muito criticado pelo desequilíbrio da curva de dificuldade, e uma ineficaz mecânica de stealth – aquelas centradas em passar despercebido por adversários, seja para evitá-los ou matá-los. Nada que pudesse estragar de vez a experiência: bastava pôr o jogo na dificuldade mais leve e aproveitar a (confusa, mas intrigante) jornada.

“Evil Within” lembra muito a série “Silent Hill”, principalmente por se valer de universos paralelos ao nosso, criados ou afetados pelo subconsciente humano. E é claro que a mente explorada é a de alguém com sérios probleminhas, afinal, as grotescas criaturas e prédios que exploramos, precisam vir de algum lugar.

E tudo isso parece estar presente na sequência, “The Evil Within 2”: que ganhou na última semana um trailer no qual podemos ver que ainda exploraremos locações bizarras, enfrentaremos monstros, em alguns momentos precisando passar despercebidos, e em outros atacando diretamente, desde que tenha sobrado munição e se esteja bem armado… Basicamente, tudo que amamos no gênero. O lançamento foi prometido para o dia 13 de outubro deste ano – que é, aliás, uma sexta-feira treze.

Resident Evil 7: Biohazard

Sim, não poderíamos deixar de falar do “Evil” original. O mundo havia torcido o nariz quando a lendária franquia tomou direções mais voltadas para a ação. O mundo também havia torcido o nariz quando a demo de RE7 parecia mais um clone dos jogos de “terror indefeso”, como Outlast, sobre o qual falamos agora pouco. No final das contas, ganhamos foi um dos melhores games do gênero.

É estranho se acostumar da mudança de perspectiva no jogo para a primeira pessoa, mas a atmosfera, o mistério, as armas e a vulnerabilidade, ainda estão lá: coisas que não eram vistas de forma sólida em “Resident Evil” por anos.

E se você já teve as honras de jogar o último “RE”, ainda estamos na espera pelo DLC, “Not A Hero”, que poderá responder a muitas (eu disse MUITAS) perguntas deixadas pela trama do último jogo. Principalmente, sobre dois nomes muito familiares que nos aparecem na sequência de encerramento do game.

Agony

Assim como Resident 7, Agony” é um terror de sobrevivência em primeira pessoa. E como nenhum dos games mencionados acima, “Agony” se passará, literalmente, no inferno. O título, a ser lançado ainda este ano, acompanhará uma alma atormentada, que para chegar até a Deusa Vermelha e escapar, poderá até possuir outros demônios… E tudo com muita carnificina e gráficos deslumbrantes. Se pudéssemos dar alguma referência visual, seria provavelmente o novo DOOM e Dante’s Inferno.

O mais incrível é o desenvolvimento: “Agony” foi apresentado como um jogo indie, tendo inclusive contado com crowdfunding e atingido sua meta, em 2016. E sim, é um tanto preocupante um título assim não ter a data de lançamento definida, mas os desenvolvedores garantem que poderemos dar um passeio no inferno criado por eles até o final desse ano.

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