Assassin’s Creed é uma extensa franquia que teve seus momentos bons e ruins, desde o lançamento de seu primeiro jogo, lá em 2007. Em uma década, tivemos inúmeros jogos, spin-offs, livros e também a adaptação para o cinema, lançada em 2016. No entanto, nos últimos anos, a gigantesca franquia da Ubisoft sofreu um sério caso de irrelevância, devido a uma série de fatores. Citando os principais: público (houve uma época em que poderíamos jurar que a cada cinco minutos saia um Assassin’s novo) e o lançamento do defeituoso “Assassin’s Creed: Unity”, de 2014. Felizmente, o mais recente lançamento da franquia e tema deste post, “Assassin’s Creed: Origins”, é diferente de tudo que havíamos visto nos games anteriores, sem perder a essência ou identidade da franquia.

Para explicar rapidamente o que já sabemos (a não ser que você tenha passado a última década num planeta longínquo, onde não existia Assassin’s Creed): a franquia explora a jornada da lendária Ordem dos Assassinos, com membros espalhados pelo mundo, ao longo de períodos importantes da história da humanidade, indo desde as Cruzadas, retratadas no game de estreia da série, até a Era Vitoriana, durante a Revolução Industrial – ambientação do subestimado “AC: Syndicate”. Os principais antagonistas da irmandade são os Templários.

O que “Origins” faz de diferente (e de jus ao título) é voltar para o começo: a ambientação é o Egito Antigo, onde testemunhamos o surgimento da Irmandade.

Controlando o assassino Bayek, você explora um imenso mapa, com um misto de recursos familiares na franquia, e elementos inéditos – muitos comparáveis a RPG’s de ação, como “The Witcher”. Como já é tradicional na série, vemos uma história fictícia, altamente inspirada por eventos históricos reais da época onde o título é ambientado.

O jogo, que já vem sendo considerado pela crítica especializada um dos melhores da série, senão o melhor, tem gráficos impecáveis e atualiza as mecânicas de jogo, certamente resgatando a boa vontade da crítica e da comunidade gamer.

Cenários grandiosos e gráficos espetaculares são o cartão de visita para “Origins”

História do passado, game do futuro

Um nome tão grande, que redefiniu o que pensamos de games de aventura em terceira pessoa, certamente ganhou o direito de pegar emprestado um pouco do que dá certo para os jogos contemporâneos. No entanto, atualizar uma franquia tão conhecida, sem perder a sua essência, é bem trabalhoso. Peguem Resident Evil, da CAPCOM, como exemplo.

Outro elemento interessante que Origins mantém, é a presença de figuras históricas, como Cleópatra e Júlio César. No entanto, precisamos parar para falar, por um momento, sobre o combate, que tem sido citado como um dos melhores atrativos do lançamento.

A variedade de armas que Bayek tem a sua disposição, incluindo arcos, escudos, lanças e diferentes espadas, influenciam o estilo de combate e abordagem para diferentes inimigos. A escolha delas, além de posicionamento durante o combate exigirá muita prática e estratégia do jogador, como nunca visto nos títulos anteriores.

Os traços de RPG em Origins são mais evidentes quando falamos do sistema de habilidades de Bayek e, principalmente, nas diversas armas que citamos acima. O vasto arsenal terá itens em três níveis diferentes de raridade (Comum, Raro e Lendário). Evidentemente, maior a raridade, mais mortal sua arma será.

Com tantos elementos bons, ficamos contentes e seguros para dizermos que finalmente a Ubisoft voltou aos trilhos com Assassin’s Creed. Não é de hoje que a série tenta se inovar, mas certamente a pressa de desenvolver títulos tão grandes em pouco tempo, fez com que a série tomasse o rumo que rapidamente citamos aqui anteriormente.

Felizmente, Origins se demonstra tão intenso, que teremos muitos gamers ocupados para se perguntarem de imediato: o que vem a seguir para os nossos queridos Assassinos? Será que voltar às origens (pelo menos no que diz respeito à trama) vai ajudar a querida Ubisoft a não cometer novamente os erros do passado?

Aliás: o jogo, naturalmente, já tem DLC’s planejados, conforme revelado no vídeo divulgado no canal oficial da própria Ubisoft.

Assassin’s Creed: Origins está disponível agora, para Windows-PC, PlayStation 4, Xbox One, em formatos físicos e digitais

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