“Escreveu, não leu; o pau comeu”

Plágio: “Cópia ou imitação sem engenho, as obras ou aos pensamentos dos outros e apresentados como originais. ” [Dicionário Priberam de Língua Portuguesa]

Atirem a primeira pedra àqueles que nunca chegaram para o coleguinha da escola, depois de não terem feito o trabalho de casa e pediram para copiar. E em resposta, ouviram o famoso: “toma…só não faz igual”. Pois é, Booklanders, o plágio está aí desde que o mundo é mundo. Já houve casos na música, na teledramaturgia, no cinema… o ato de plagiar está configurado no Código Penal como crime, e pode dar uma dor de cabeça danada para quem achou que “roubar” a fala alheia não era nada demais.

E hoje, como nós não dormimos no ponto, trouxemos uma listinha dos plágios mais famosos da Literatura. Será que vocês vão se surpreender?

J.K. Rowling

Uma das escritoras mais bem-sucedidas do mundo, conhecida por dar vida ao bruxinho mais famosos de todos os tempos; está sendo processada por herdeiros do escritor Adrian Jacobs. Parece que no livro “Harry Potter e o cálice de fogo”, J.K. havia se apropriado das ideias de Jacobs na obra “Will, o Bruxo: No. 1 Terreno Lívido”. No entanto, o site Potterish alega que a ação foi arquivada.

Paulo Coelho

Um dos escritores brasileiros mais bem pagos do mundo – e com mais livros traduzidos também – não escapou das acusações de cópia. O Mago foi acusado pela colunista e psicóloga colombiana Gloria Hurtado por ter usado parágrafos inteiros (vish!) de uma de suas crônicas em “O Alquimista”, um dos livros mais famosos do autor.

Cristiane Costa

Usando a ideia de “plágio”, a jornalista escreve seu primeiro livro “Sujeito Oculto”. Ela usa das histórias de Machado de Assis, Flaubert, Quiroga, Borges – dentre outros -, para construir uma história original. (oi?!) Pois é! Ao que parece, ela está questionando justamente isso. O que é original e o que é releitura. Será que na natureza nada se cria mesmo? O fato é que, genialmente, Costa se utilizou de um assunto tabu, para encabeçar seu primeiro escrito. E bom, é bem verdade, que dos autores acima, ninguém voltou do além para processá-la.

José Saramago

O autor português foi acusado pelo jornalista mexicano Teófilo Huerta Moreno de plágio no livro “As intermitências da morte”. Aqui, na verdade, teve o que foi uma boa de uma fofoca. Já que Moreno, de conversa com um outro jornalista, o senhor Seatiel Alatriste, contou que estava com vontade de escrever um livro com a “morte” como tema. E Alatriste, foi lá e contou tudo para Saramago. Este, por sua vez, defendeu-se da acusação dizendo que a morte era um tema comum a todos os vivos, já que estamos caminhando ao seu encontro.

Stephenie Meyer

A senhora dos vampiros que brilham também não escapou das queixas. E as dela são várias, desde cópias efetivas de material, até plágio ideológico, que é aquele que se “rouba” a ideia e não o material físico. Além disso, ela foi acusada por mais de uma pessoa. Meyer, a autora da saga “Crepúsculo”, foi denunciada por Jordan Scott, de “Noturno” e L.J. Smith, de “Diários de um vampiro”.

K. Rowling (de novo?!)

A escritora foi acusada (também) por Nancy Stouffer por plágio ideológico. Segundo Nancy, a história de Harry Potter foi ideia sua. Inclusive a questão de mágicos e “trouxas” [palavra designada para alcunhar os não-mágicos]. No livro “The Legendo of Rah and Muggles” “muggles” seria o verbete justamente para “trouxa”.

Então, ficaram surpresos com esses casos?

Vale ressaltar que plágio é um Crime de Violação de Direitos Autorais no Art. 184 e o infrator pode pagar uma multa e/ou responder de 3 meses a 1 ano de detenção. Então, antes de dizer que você teve uma ideia brilhante, cuidado, o mundo está cheio de lamparinas acendendo nas cabecinhas por aí.