Ainda que existam pessoas que digam que uma modelo não passa de um cabide para as roupas desfilarem na passarela, sabe-se que elas vão muito além disso. Muito mais do que o rosto ou o corpo de uma marca, uma top model representa um lifestyle, uma tribo e algumas vezes toda uma geração. Sem dúvidas nenhum rosto é tão anos 60 quanto o de Twiggy, por exemplo. É bem difícil falar em moda dos anos 80 sem falar em Naomi Campbell ou Cindy Crawford. É difícil traçar um panorama dos anos 2000 na moda sem mencionar o nome da nossa querida Gisele Bündchen.

Quanto aos anos 2010’s, ainda é cedo para dizer quem é o rosto e o corpo da década, ainda mais porque as tops desses tempos se destacam não só pela sua atitude dentro da passarela, mas também fora. Agora modelos são também atrizes, cantoras, estilistas e quase todas são empresárias. Seus nomes deixaram de ser apenas relacionados a alguma grife para virar a própria grife.

Pode ser difícil escolher um rosto para a geração Z, mas algumas apostas são pertinentes.

Cara Delevingne

Você com certeza já ouviu falar desse nome e já viu esse rosto pelo menos umas mil vezes. E dever ouvir e ver mais mil. Cara estreou nas passarelas em 2011 fazendo sucesso no mundo da moda por suas caretas e seu jeito descontraído. Mas em 2015 a top anunciou uma pausa em sua carreira na moda. Afirmou que não aguentava mais o assédio, o estresse e resolveu dedicar-se mais a outra vocação: a de atriz (a transição das profissões virou até documentário com “The Cara Project”). Cara já atuou em 11 filmes e recentemente também se aventurou pelo mundo da música. Dentro ou fora das passarelas, a estrela de “Cidades de Papel“, ativista LGBT e feminista Cara Delevingne é um ícone desta geração.

Kendall Jenner

Há quem diga que Kendall só chegou aonde está por seu sobrenome. Mas seja por ser irmã das Kardashians seja por si própria, é inegável que a top é um dos rostos da sua geração. Seja por seu mérito ou não, Kendall já é a terceira modelo mais bem paga do mundo, atrás apenas das brasileiras Gisele Bündchen e Adriana Lima. Kendall já desfilou para marcas como Victoria’s Secret, Chanel, Moschino e Dior.

Gigi Hadid

Gigi ganhou fama por motivos óbvios: tem lindos olhos azuis, que combinam muito bem com seus cabelos dourados e seu corpo proporcional. Em 2015, ela estreou no desfile da Victoria’s Secret. Mas já fazia parte do mundo pop desde 2014, quando estrelou o videoclipe “Surfboard” de seu então namorado Cody Simpson. Neste mesmo ano, ela estava no top 50 das modelos do site models.com, detalhe: ela iniciou a carreira no ano anterior. Gigi, se não for o rosto dos millenials, sem dúvida é o rosto dos Estados Unidos. A grande maioria das marcas para que ela desfila são americanas (no mundo das modelos desfilar por marcas de seu próprio país está bem longe de ser uma regra). Além disso, a primeira collab de Gigi foi com a grife mais tradicional dos Estados Unidos: a Tommy Hilfiger. Essa coleção conjunta (TOMMY X GIGI) mostrou a força da figura de Gigi e rejuvenesceu a Tommy.

Gigi aliás, vem de uma família de modelos, quase uma dinastia Kardashian do mundo da moda, além de sua irmã Bella, a família de origem islâmica Hadid tem Alana e Anwar também no mundo fashion.

Ashley Graham

Na onda de uma moda desconstruída, na qual se quebram padrões de belezas e convenções estéticas talvez Ashley Graham seja a modelo mais importante. A americana é a modelo plus size mais famosa do mundo e a primeira a estar na capa da Sports Illustrated, revista famosa por estampar mulheres magras e saradas em suas edições. Ashley começou sua carreira de modelo em 2000, mas a fama veio em 2010 quando estrelou o comercial da marca de lingeries para mulheres plus-size Lane Bryant. Os canais de TV americanos ABC e FOX recusaram-se a transmitir o comercial gerando uma polêmica em torno da questão da gordofobia. Desde então, a modelo é uma voz importante no ativismo contra o body-shamming e já até ganhou uma Barbie inspirada nela.

Hari Nef

Hari Nef não é a primeira modelo transgênero da história da moda. Mas é a mais representativa de sua geração, e talvez seja a mais representativa da história. Sua carreira é curta, ainda é considerada uma “revelação”, mas já é uma voz importante da causa dxs transgêneros. Hari não tem muitas travas na língua e em toda entrevista se posiciona. Ativismos a parte, Hari Nef continua sendo uma modelo singular por estilo despojado bem hipster millenial e seu olhar forte.

É claro que ainda falta para o fim da década, e falta muito mais para outra geração se estabelecer, muitas modelos novas podem surgir e ser o ícone dos anos 2010, mas é certo que essas já marcaram a história da moda de algum jeito.