“Pollyanna Menina” é um livro infantil, mas que na verdade todos deveriam lê-lo, pois traz lições lindas e importantes para todas as idades, alguns encantos que os adultos já perderam e as crianças não. É bem parecido com O Pequeno Príncipe no aspecto de ensinamentos. Após a leitura dele, você não será mais o mesmo, pode acreditar!

Pollyanna é uma menina de onze anos, órfã e que por essa razão vai morar com sua tia Polly que mora sozinha, apenas na companhia de alguns criados. Polly Harrington é uma mulher muito amargurada, insensível, dura, é o tipo de pessoa que não está preparada para receber uma criança em casa, ainda mais uma criança como sua sobrinha, que apesar de todas as amarguras da vida, é radiante, incrível, esperta, brincalhona, divertida, travessa e que vai mudar totalmente a rotina daquela casa, aliás, não só da casa da tia Polly, mas também da sua vizinhança. Após a chegada da menina, a rotina daquele lugar nunca mais será a mesma. Vamos ver como isso acontece!

A menina era muito apegada a seu pai, como sua mãe faleceu primeiro, ele que ficou responsável por ela, apesar de terem poucos recursos financeiros, eram felizes. O pai da menina ensinou-lhe um jogo chamado de “Jogo do Contente” que consistia em ficar feliz mesmo em situações muito difíceis.

O pai de Pollyanna também faleceu, a única parente viva da menina era a Miss Polly, uma mulher que nunca imaginaria receber uma criança em casa, ela não tinha perfil para cuidar de uma. Mas quando recebeu uma carta avisando o acontecido, ela aceitou por obrigação tomar conta da sobrinha, pois sabia que deveria amparar a filha de sua irmã.

Quando Pollyanna chega à estação de trem, ela acha que sua tia foi recebê-la, mas não, quem vai é Nancy, a empregada e também a pessoa que se tornará sua grande amiga na casa. Essa era para ser a primeira decepção da garotinha, mas com o jogo do contente, ela pensa o seguinte “bom, não é tão ruim que tia Polly não tenha vindo me receber, assim ainda tenho a surpresa de conhecê-la”. Ao chegar à mansão, ela fica muito feliz e empolgada ao ver tia Polly e acredita que terá um belo quarto com lindos quadros nas paredes e belíssimos tapetes pelo chão, mas não foi bem isso que aconteceu. O lugar que fora arrumado para a bela e doce menina ficar e dormir foi o sótão, sem quadros ou tapetes, ela não deveria nem abrir as janelas para não entrar moscas.

Dessa vez Pollyanna se entristeceu bastante, mas ainda assim foi forte e não desistiu do jogo, pois da janela do seu quarto (sim, ela a abriu!) dava para ver uma linda paisagem, e aquilo era encantador.

Ela passou por inúmeras situações complicadas e foi tirando o melhor de cada uma delas. Por ser muito espontânea, alegre e falante, tentava fazer amizade com toda vizinhança, logo aquela alegria estava se espalhando pela redondeza, as pessoas mais frias, sofridas e rabugentas foram sendo conquistadas aos poucos pela doce menininha.

Tudo isso foi deixando sua tia cada vez mais impressionada. Como que ela conseguia ser tão especial assim? Nunca estava chateada, nunca se abatia. Mesmo quando tia Polly tentava impedi-la de ser criança ocupando todo o seu tempo, sem deixá-la brincar e ainda sim ela estava firme.

Com muita delicadeza, a autora nos traz lições lindas e a principal delas é como devemos ser otimistas, mesmo que a situação não seja favorável, e que não devemos desistir. Podemos mudar outras pessoas com nosso jeito, nossa maneira de agir, só precisamos acreditar nisso.

A obra fala de otimismo, superação e muito mais. É sem dúvida uma história contagiante que prende o leitor do início ao fim.

Resenha: Pollyanna Menina, de Eleanor H. Porter
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